Palmas, 11/12/2017

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OBR-TO

Acontece nos dias 25 e 26 de agosto, em Palmas, a etapa Estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica

  • O representante estadual no Tocantins é, desde 2013, o prof. Dr. Alexandre Tadeu Rossini da Silva, da Universidade Federal do Tocantins

Acontece nos dias 25 e 26 de agosto, em Palmas, a etapa Estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica



O que é a OBR?

A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é um evento promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) que conta com o apoio do governo federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério da Educação, e este ano de 2017 está em sua 11ª edição. Conta ainda com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Apesar da iniciativa e das tentativas de conseguir apoio para organizar a OBR começar em 2004, a primeira OBR só foi realizada anos depois por falta de apoio oficial. Apenas em 2007 os professores Jackson Matsuura (ITA), organizador, e Luiz Marcos Garcia Gonçalves (UFRN), coorganizador, decidiram realizar a OBR de qualquer modo, mesmo sem o tal financiamento oficial desejado. Desse modo, Matsuura e Gonçalves conseguiram realizar a primeira edição da OBR, cuja final nacional ocorreu em Florianópolis-SC. A OBR destina-se a todos os alunos de qualquer escola pública ou privada do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos. Atualmente é o maior evento de robótica da América Latina e conta com a participação de mais de 100.000 estudantes de todo o Brasil.

O que são as Olimpíadas Científicas?

As olimpíadas científicas são uma iniciativa para a popularização e difusão da ciência e tecnologia junto aos jovens utilizada em praticamente todo o mundo. Além da difusão, as olimpíadas realizam muitas outras atividades, e, em muitos casos são também atores no processo de atualização dos professores e escolas. Duas das mais importantes são a Science Olympiad, realizada nos EUA desde 1983, e a European Union Science Olympiad, realizada em toda a União Europeia desde 2003.

As olimpíadas científicas tiveram seu início no Brasil em 1978. Desde 2002, no entanto, o poder público passou a apoiar oficialmente essas iniciativas através de edital público. Trata-se de uma iniciativa suportada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Educação em parceria com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). Nos últimos anos, diversas olimpíadas são suportadas pelo CNPq, dentre elas as Olimpíadas Científicas de Física, Robótica, História e Astronomia.

Essas olimpíadas possuem um objetivo comum estabelecido por edital: "atuar como instrumento para a melhoria dos ensinos fundamental e médio, bem como identificar jovens talentosos que possam ser estimulados para carreiras técnico-científicas".

OBR na mídia e robótica na educação

A Olimpíada Brasileira de Robótica é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq que se utiliza da temática da robótica – tradicionalmente de grande aceitação junto aos jovens – para estimulá-los às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. A OBR possui duas modalidades que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público de escolas que já têm contato com a robótica educacional. Anualmente a OBR elabora e gere a aplicação de provas teóricas e práticas em todo o Brasil utilizando essa temática.

Como a robótica pode ser utilizada na educação? Há dois pontos de vista sob os quais responder a esta pergunta: com foco na ferramenta educacional ou com foco no tipo de recurso humano formado. Em primeiro lugar, a robótica e a automação são áreas estratégicas para o país no caminho para o seu desenvolvimento. A robótica tende a se tornar uma das dez maiores áreas de pesquisa na próxima década. Apesar de ser uma área em franca expansão no mundo, o Brasil tem se situado de forma marginal nessa área, arriscando-se a perder um imenso potencial para a geração de empregos, técnicas, tecnologias e produtos devido, principalmente, à falta de incentivo para a formação de recursos humanos na área. Além de praticamente não produzir robôs em território nacional, o Brasil também não possui uma cultura que estimule uma maior utilização de tecnologias robóticas no parque tecnológico ou mesmo nas residências. Divulgar a robótica, suas aplicações, possibilidades, produtos e tendências é uma forma de, também, estimular a formação de uma cultura associada ao tema tecnológico, proporcionando a formação de um cidadão que se relacione melhor com a tecnologia e também a formação de um mercado consumidor consciente, e portanto, exigente para produtos tecnológicos, no país, nos próximos anos.

Sob o ponto de vista do ferramental tecnológico para educação, a robótica é uma tecnologia emergente que tem se tornado elemento praticamente obrigatório nas escolas modernas devido à sua possibilidade de atuação em diversas dimensões. A temática associada aos robôs – representantes inatos das novas tecnologias no imaginário do jovem da atualidade – tem mostrado grande aceitação pelos mesmos. Mais do que isso, essa temática tem propiciado o surgimento de um novo leque de atividades práticas construtivas: kits robóticos têm sido frequentemente utilizados em escolas de primeiro grau à universidades, com excelentes resultados em todos os níveis em termos de mudança de paradigma para o aprendizado baseado na experimentação, trabalho em grupo e motivação do corpo discente. Interessantes experiências têm demonstrado que a robótica pode atuar como inclusora, não apenas digitalmente ou tecnologicamente, mas socialmente, levando alunos a se integrarem de maneira efetiva à sua comunidade escolar e à sociedade. Mais do que isso, a robótica tem sido utilizada como ferramenta para o ensino de conteúdos transversais, tais como ciências, física, matemática, geografia, história e até mesmo português.

A organização da OBR tem um sítio web (http://www.obr.org.br) em que divulga as informações sobre o evento, bem como as representações estaduais da organização do evento. A Representação Estadual compreende um representante e sua instituição de ensino formalmente autorizada pelo Conselho Superior a representar a OBR no Estado. Os representantes estaduais, atuam diretamente com a Coordenação Geral da OBR por intermédio do Coordenador da Modalidade Prática, sendo responsáveis pelo sucesso da Olimpíada em seus Estados. Os Representantes Estaduais devem ser professores de Universidades Brasileiras ligados diretamente ou indiretamente à área de Robótica.

OBR no Estado do Tocantins

O representante estadual no Tocantins é, desde 2013, o prof. Dr. Alexandre Tadeu Rossini da Silva, da Universidade Federal do Tocantins. Todavia, a primeira edição da OBR no Tocantins, denominada Olimpíada Brasileira de Robótica – Estadual Tocantins, só foi realizada em 2014 e com participação de quatro equipes de Palmas e Araguaína na modalidade prática nível dois. Desde então a OBR-TO vem crescente ano após ano. O evento de 2017 conta com 23 equipes inscritas para os níveis 1 e 2 com 89 alunos envolvidos de sete cidades do Estado, crescimento de 328% em relação à primeira edição. Ademais, a OBR-TO serve de seletiva para a etapa nacional, onde os vencedores estaduais dos níveis 1 e 2 garantem vaga na final. Pelo segundo ano consecutivo, a OBR-TO aplicará a prova teórica fase II.

Modalidade prática

A OBR estabelece anualmente uma tarefa, e os alunos deverão construir robôs que atendam a esta tarefa. Os robôs podem ser integralmente construídos pelos alunos ou podem ser construídos utilizando kits robóticos (a critério dos participantes).

Níveis da modalidade prática

A Modalidade Prática possui dois níveis:
• Nível 1: voltada aos alunos do atual ensino fundamental de 9 anos aprovado pelas diretrizes do MEC ou equivalente; e
• Nível 2: voltada aos alunos do ensino médio, técnico (ou equivalente), incluindo alunos matriculados em cursinho pré-vestibular (em Instituição de Ensino). Não estão aptos a participar alunos que estejam cursando ou tenham sido aceitos em qualquer curso superior.

Composição de equipe

Equipes devem ser compostas respeitando-se os seguintes itens:

• As equipes devem ser compostas por grupos de, no mínimo 2 e no máximo 4 alunos;
• Equipes devem ser compostas por alunos de um mesmo nível;
• Cada aluno só pode fazer parte de uma equipe;
• Cada equipe deve ter um nome (será necessário para sua inscrição);
• A instituição da equipe será a mesma do professor/tutor cadastrado pela equipe;
• O professor tutor da equipe deve ser de uma escola ou de alguma ONG com fins educacionais;
• Aceitam-se alunos de escolas diferentes em uma única equipe, desde que o aluno autorize sua participação por outra escola que não a sua.

Informações importantes

A modalidade Prática é dividida em duas fases: uma estadual (1ª fase) e uma nacional (2ª fase, ou fase final).

A primeira fase deve ser realizada na instituição-sede da modalidade prática do Estado do aluno (as escolas-sede serão escolhidas pela OBR dentre entre as instituições que se candidatas). Essa fase pode incluir etapas regionais e estaduais.

A segunda fase (etapa nacional) será disputada pelas melhores equipes de cada Estado. Não é necessário participar da Modalidade Teórica para poder participar da Modalidade Prática.

O que é necessário para a inscrição?

Nome, série e data de nascimento dos alunos e nome do grupo. Inscrição gratuita. Quem pode participar? Qualquer aluno do ensino fundamental, médio ou técnico que complete no máximo 19 anos no ano da competição.


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