Palmas, 23/10/2017

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Amastha diz que vai antecipar parcela da data-base e pede para grevistas retornarem ao trabalho

  • O Pa√ßo tamb√©m se comprometeu a pagar os retroativos da data-base 2017, no valor de R$ 14,8 milh√Ķes, at√© abril do ano que vem.

Amastha diz que vai antecipar parcela da data-base e pede para grevistas retornarem ao trabalho



Neste domingo, 24, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), se manifestou, por meio de vídeo publicado no Faceboock, sobre a declaração do Sindicato dos Servidores Municipais de Palmas (Sisemp) de que a gestão da Capital não tem credibilidade para apresentar novo cronograma de pagamento parcelado, porque não teria cumprido acordos feitos anteriormente. O chefe do Executivo reconheceu que houve atrasos, mas para provar que vai cumprir os compromissos disse que determinou a antecipação do pagamento da data-base para alguns servidores.

"Dei ordem, tanto na Secretaria de Administra√ß√£o e das Finan√ßas, para que a gente refa√ßa a folha de pagamento, j√° que o dinheiro est√° dispon√≠vel. Pedi que a parcela de outubro de todas as pessoas que ganham entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil reais [sal√°rio base] seja paga ainda nessa folha e mais uma parcela das titularidades", afirmou o gestor. "Se o motivo desta greve era falta de credibilidade, estamos antecipando o compromisso. Voltem para as aulas, cumpram suas fun√ß√Ķes que o prefeito tamb√©m cumprir√° as suas", garantiu.

Segundo Amastha, a Prefeitura de Palmas tem feito de "tudo" para manter a m√°quina p√ļblica em funcionamento. "E temos sido bem sucedidos", disse. "De fato, os atrasos das parcelas e atrasos das progress√Ķes e titularidades aconteceu. Mas porque n√≥s entramos num marasmo econ√īmico", justificou.

Amastha argumenta que apesar dos atrasos, a gestão da Capital tem demonstrado atitudes exemplares. "Palmas não tem funcionário fantasma, não tem amigo do prefeito, não tem familiares do prefeito. Até hoje o carro que o prefeito anda é o carro do partido e minha esposa, até hoje, não tem cargo, não tem segurança, não tem gabinete, não tem carro", elencou. "Isso não é populismo. A gente precisava cortar absolutamente tudo para poder garantir o direito de vocês e isso nós estamos fazendo".

Direito de todos
Segundo o pessebista, cumprir com os compromissos da administra√ß√£o "n√£o √© uma quest√£o de humanidade", "√© uma quest√£o de legalidade", destaca. "Quero que voc√™s entendem que os interesses dos funcion√°rios p√ļblicos n√£o s√£o mais importantes do que a necessidade de 300 mil palmenses. E a gente tem agido dessa maneira garantindo o direito de todos", alegou o prefeito.

Em agosto de 2012, a folha de pagamento do munic√≠pio, segundo o gestor, era de R$ 23 milh√Ķes de reais. J√° no mesmo per√≠odo de 2017, ultrapassou os R$ 42 milh√Ķes, com o mesmo n√ļmero de funcion√°rios. "Todos esses benef√≠cios tem ido para o bolso do trabalhador".

Com a antecipa√ß√£o do pagamento das parcelas da data-base e progress√Ķes para sexta-feira, 29, Amastha disse que espera que os dirigentes dos sindicatos que organizam o movimento paredista reflitam e que os servidores voltem ao trabalho. "Eles t√™m que achar a sa√≠da, o mun√≠cipio est√° para cumprir os compromissos".

Greve de fome
Sobre a greve de fome, que foi iniciada por sete servidores, mas que agora conta com cinco; o prefeito avaliou que se trata de uma "loucura". "Não precisa disso. Não vale a pena o que está sendo feito. Nós temos que fazer a coisa correta", comentou.

Os servidores Antonio Chadud e Vin√≠cius Luduvice, que estavam h√° mais de 86 de horas sem se alimentar, deixaram a greve de fome, tamb√©m neste domingo, 24. Eles tiveram complica√ß√Ķes de sa√ļde. Neilon William, Pinheiro Alves, M√°rcio Brasil, Taina Paz, F√°bio Lopes seguem com o protesto que j√° chega ao quinto dia e mais de 110 horas, para evitar o corte de pontos dos servidores que participam do movimento.

Audiência
Nesta segunda-feira, 25, o Minist√©rio P√ļblico do Estado do Tocantins (MPE-TO) vai realizar uma audi√™ncia, √†s 14 horas, entre os representantes da categoria e a gest√£o municipal, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Educa√ß√£o do Tocantins (Sintet). O objetivo do √≥rg√£o √© mediar um acordo entre as partes.

Pagamento escalonado
Na semana passada, a prefeitura anunciou um cronograma de pagamento da data-base de todos os servidores p√ļblicos, bem como das progress√Ķes e titularidades da Educa√ß√£o. Conforme o Executivo, os trabalhadores que ganham entre R$ 2 mil a R$ 3,5 mil iam come√ßar a receber a partir de outubro a reposi√ß√£o da varia√ß√£o inflacion√°ria (data-base), mas esse pagamento ser√° antecipado. Quem recebe de R$ 3,5 mil a R$ 5 mil est√° previsto para receber a partir de novembro. J√° os funcion√°rios que possuem os vencimentos acima de R$ 5 mil, a partir de dezembro.

O Pa√ßo tamb√©m se comprometeu a pagar os retroativos da data-base 2017, no valor de R$ 14,8 milh√Ķes, at√© abril do ano que vem. As progress√Ķes e titularidades do quadro da Educa√ß√£o, segundo prefeito, tamb√©m ser√£o quitadas at√© abril de 2018.

Entenda
Desde o dia 5 deste m√™s a categoria deu in√≠cio a greve reivindicando o pagamento da data-base, progress√Ķes, elei√ß√Ķes para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, n√£o teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, ap√≥s alguns dias de manifesta√ß√Ķes os profissionais da Educa√ß√£o decidiram ocupar a C√Ęmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administra√ß√£o municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 est√£o 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. Devido a determina√ß√£o judicial pedindo a desocupa√ß√£o do pr√©dio, os trabalhadores migraram para os gabinetes de 12 vereadores que cederam o espa√ßo.

O Sintet tem buscado, atrav√©s de recursos protocolados no Judici√°rio, reverter as decis√Ķes desfavor√°veis, mas ainda n√£o obteve sucesso. - Portal CT


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