Palmas, 17/10/2017

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Catolicismo

Livro-reportagem conta como o papa Francisco criou a devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós

  • Jornalista passou quase dois anos investigando como surgiu o culto à Santa que vem se transformando em fenômeno.

Livro-reportagem conta como o papa Francisco  criou a devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós



A história da origem da devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós acaba de ser contada em um livro-reportagem. Em Desatadora – a Virgem que o papa Francisco converteu em fenômeno de fé, o jornalista Eduardo Mattos revela como, na década de 1980, uma antiga e quase desconhecida imagem da Nossa Senhora foi transformada na mais recente das representações da Virgem Maria pelo padre argentino Jorge Mario Bergoglio, o homem que quase 30 anos depois, em 2013, seria eleito Papa.

A obra consolida o gênero do livro-reportagem, que vem ganhando espaço na literatura católica, Antes de Desatadora, dois outros livros chegaram ao mercado editorial, ambos de autoria do também jornalista Rodrigo Alvarez: Aparecida e Maria.

Para escrever Desatadora, Mattos passou quase dois anos seguindo pistas da origem da devoção à Santa. "Nossa Senhora tem, estima-se, mais de dois mil títulos, a maior parte deles originados de aparições ou de sua interferência em eventos", conta o autor. "Quando me interessei pela Desatadora, percebi que não havia nem uma coisa, nem outra; a origem dela era nebulosa e foi isto que me estimulou a investigar".

Em seu trabalho de pesquisa, o autor descobriu dezenas de personagens que têm a fé como um dos pilares de duas vidas. "A devoção à Desatadora desabrochou nas mãos do padre Jorge Mario Bergoglio, na segunda metade dos anos 1980, quando ele vivia em Buenos Aires e era conhecido só dentro de sua congregação, a Companhia de Jesus", conta. "Ele recebeu um cartão postal, um souvenir desses que se vendem em lojinhas de museus, que tinha a reprodução da obra de arte exposta em uma igreja da Alemanha: o retrato de Maria tirando nós de uma corda". Segundo o autor, na época, Bergoglio enfrentava um forte processo de isolamento entre os jesuítas em razão de disputas internas. "Naquele momento, a imagem pareceu indicar a ele o caminho a seguir: tenha fé que as coisas se resolverão", diz

O livro conta, também, como a devoção à Santa, depois de explodir na Argentina, veio para o Brasil. Primeiro para Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. E depois para Campinas, no interior de São Paulo. Em Búzios, a advogada Isis Penido construiu com seus próprios recursos uma capela dedicada à Virgem Desatadora como promessa por graças alcançadas. Em Campinas, um ex-piloto de avião transformou uma boate que marcou época na cidade, na década de 1990, em santuário para a Virgem. Búzios e Campinas se transformaram em polos de peregrinação. A publicação traz um caderno de 16 páginas com fotos dos personagens cujas histórias são narradas e de lugares dedicados à Desatadora.

Eduardo Mattos é jornalista há 40 anos – foi repórter dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, na capital paulista, e editor-chefe da Agência Estado, maior agência brasileira de informação.

Um site de internet foi criado para quem quer conhecer o conteúdo do livro. Pode ser acessado em www.edmm.com.br/desatadora. Ali é mostrada uma entrevista em vídeo com o autor. Pela internet, o livro pode ser adquirido nos seguintes sites:

Editora MM - http://loja.edmm.com.br

Livraria Loyola - https://www.livrarialoyola.com.br

Livraria Cultura - http://www.livrariacultura.com.br/


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