Palmas, 22/01/2018

Justica

Inquérito

Polícia Civil divulga conclusão de inquérito sobre morte do médico Pedro Caldas

  • O delegado também frisou que a estudante não possui Carteira Nacional de Habilitação, ressaltando que ela deu início aos trâmites para tirar o documento, ainda no ano de 2014, mas não concluiu todo o processo

Luciano Ribeiro

Polícia Civil divulga conclusão de inquérito sobre morte do médico Pedro Caldas



Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 3, na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, (SSP –TO), em Palmas, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Repressão a Crimes de Trânsito (DRCT), divulgou o resultado do inquérito policial que apurava as circunstâncias da morte do médico Pedro de Paula Caldas, fato ocorrido no dia 12 de novembro de 2017, em Palmas.

Por aproximadamente uma hora, o delegado adjunto da DRCT, Hudson Guimarães Leite deu detalhes sobre as investigações e falou sobre todo o trabalho realizado pela Polícia Civil, desde a ocorrência do acidente, até a conclusão do inquérito policial, que foi realizada na tarde desta terça-feira, 2.

Ainda conforme o delegado, Iolanda Costa Fregonesi, de 22 anos foi indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificado na direção de veículo automotor, tentativa de homicídio qualificado, embriaguez ao volante e por dirigir sem a devida habilitação.

No dia 12 de novembro de 2017, o médico Pedro de Paula Caldas, juntamente com um grupo de atletas, estava na pista marginal da TO 050, nas proximidades do Dertins, onde treinava para uma competição, quando foi atingido pelo veículo, o qual era conduzido pela estudante Iolanda Costa Fregonesi, de 22 anos.

No momento do acidente, outro médico também foi atingido pelo carro e sofreu ferimentos. Após permanecer cerca de um mês internado, o médico Pedro Caldas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito devido à gravidade do traumatismo craniano que havia sofrido em decorrência do acidente.

Ainda segundo o delegado, há provas suficientes para o indiciamento da autora, uma vez, que foram colhidos vários depoimentos de testemunhas que presenciaram o acidente, bem como de agentes de forças de segurança, que foram até o local, os quais afirmam que Iolanda estava em visível estado de embriaguez e conduzia o veículo de forma imprudente, vindo a atropelar o grupo de atletas, onde se encontrava o médico Pedro Caldas.   

Ao ser detida, Iolanda, em estado alterado, se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi conduzida à Central de Flagrantes da Capital para as providências legais cabíveis.

Também na coletiva, o delegado ressaltou que Iolanda já havia se envolvido e um acidente semelhante, que deixou vítimas, no ano de 2016. Na ocasião, a estudante conduzia um veículo Honda Civic e atropelou um casal que trafegava em uma motocicleta, em uma Avenida próxima ao Jardim Taquari, região Sul da Capital.

O delegado também frisou que a estudante não possui Carteira Nacional de Habilitação, ressaltando que ela deu início aos trâmites para tirar o documento, ainda no ano de 2014, mas não concluiu todo o processo.

Por fim, o delegado Hudson ressaltou que, por meio do inquérito relatado, finalizado e já remetido ao Poder Judiciário, a Polícia Civil pede ao Ministério Público que Iolanda Costa Fregonesi seja levada a júri popular e possa responder por seus atos, conforme determina a lei.   


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