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Palmas, 30/04/2017

Opini√£o

Redes Sociais

Redes sociais: o potencial dos dados ofertados de graça pelo consumidor

  • Por Daniel Galv√£o*
Redes sociais: o potencial dos dados ofertados de graça pelo consumidor


O ser humano é uma criatura social. Isso quer dizer que, em maior ou menor escala, gostamos de compartilhar experiências e até mesmo a nossa vida com outras pessoas. Pode ser apenas com um pequeno círculo ou com qualquer um, depende do nível, da informação e da relação de intimidade de cada um.

Dito isso, √© poss√≠vel considerar que coisas simples como a satisfa√ß√£o com um servi√ßo ou produto, h√°bitos e gostos ligados ao consumo, assim como prefer√™ncias e afinidades sejam coisas compartilhadas entre amigos e conhecidos sem grandes problemas. Isso porque prezamos por alertar e recomendar situa√ß√Ķes em que fomos menos ou mais felizes.

No contexto do marketing essas informa√ß√Ķes s√£o valios√≠ssimas. Elas tra√ßam o perfil de consumo de uma pessoa e inclusive as influ√™ncias de consumo sofridas por ela. O melhor de tudo √© que os pr√≥prios consumidores ofertam essas informa√ß√Ķes de gra√ßa, partindo do seu pr√≥prio h√°bito de compartilhar o que pensam.

H√° um enorme potencial comercial envolvido para as empresas, j√° que as informa√ß√Ķes s√£o confi√°veis, gratuitas e ligadas a um grupo espec√≠fico que, muitas vezes, tem os mesmos h√°bitos de consumo. √Č poss√≠vel ser estrat√©gico no marketing de forma digital para aquele grupo e ter resultados quase garantidos.

As redes sociais montaram seus imp√©rios em cima disso. Eles vendem a compila√ß√£o e an√°lise desses dados prim√°rios e cabe √†s empresas, auxiliadas por especialistas, atingir seu p√ļblico da maneira mais inteligente poss√≠vel. N√£o adianta s√≥ criar uma campanha e direcion√°-la a um grupo que apresenta tend√™ncia de consumo a seu produto.

Ningu√©m quer ser interrompido por banners ou v√≠deos cansativos. √Č preciso ter apelo emocional. N√£o basta falar das vantagens de seu site agregador de um conte√ļdo X e de como ele facilita sua busca pelo mesmo produto Y, de cinco em cinco minutos em todo comercial ou v√≠deo de an√ļncio. √Č preciso conversar com o usu√°rio e as deixas est√£o l√°, ele j√° nutriu sua empresa com dados, √© preciso apenas saber como us√°-los.

Hoje em dia n√£o √© mais um an√ļncio por si s√≥ que vende os produtos. A pr√≥pria TV j√° perde espa√ßo no quesito de efici√™ncia em suas propagandas. Isso porque elas s√£o pensadas de forma muito gen√©rica. Seus comerciais entram em rota de colis√£o com o futuro do consumo de v√≠deo, que est√° nos celulares e computadores. Atualmente, se impacta muito mais, com um p√ļblico muito mais filtrado, atrav√©s da internet.
Dizer o que o consumidor tem que comprar já não é o que funciona. Por anos se pensou na publicidade e no marketing como a arte de dizer o que as pessoas querem, mesmo que não queiram, porém isso simplesmente cansou a mente do consumidor, o tornou cético, pouco receptivo e, muitas vezes, contrários ao trabalho de algumas marcas, transformando-as em chatas e irritantes.

A publicidade com uma boa estratégia de marketing é a arte de dizer ao consumidor que se tem o que ele precisa no momento exato em que ele está precisando. Casar o consumo de informação com o que se tem a vender, se utilizando dos dados estrategicamente gerados pelas redes sociais é aquilo traz os melhores resultados.

√Č importante ofertar algo, a informa√ß√£o, o conte√ļdo, isso √© o que conquista a aten√ß√£o. Claro que uma promo√ß√£o bem encaixada tem espa√ßo aqui, mas √© preciso chamar a aten√ß√£o com algo de valor, n√£o s√≥ querer vender. Al√©m disso, √© preciso se relacionar com o cliente.
Ele quer se sentir exclusivo, quer ser tratado de forma atenciosa e √ļnica. Ele n√£o pode sentir que √© um n√ļmero. As informa√ß√Ķes cedidas via redes sociais tem um fator crucial aqui. Elas permitem essa "exclusividade", uma personaliza√ß√£o do atendimento e da oferta.
As empresas que trabalham com marketing digital, hoje, na verdade vendem essa intelig√™ncia, a lida com esses dados e a cria√ß√£o de um caminho confi√°vel de resultado. √Č preciso considerar isso para se aproveitar bem o potencial da informa√ß√£o gratuita que est√° na internet. As redes sociais n√£o funcionam sozinhas, como em tudo no marketing, √© a estrat√©gia que conta no fim. O futuro est√° em ouvir o que o cliente tem a dizer e, com isso, dialogar com ele.

*Daniel Galvão é especialista em marketing digital e Diretor da CRP Mango.

Sobre a CRP Mango: http://crpmango.com.br / contato@crpmango.com.br /  (11) 3424-3250


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