Palmas, 18/08/2017

Opinião

Economia

Controlar o caixa não significa deixar de investir

  • A velha máxima da economia em tempos de crise vale tanto para o lojista quanto para o consumidor. É preciso saber atraí-lo para não entrar nas estatísticas
Controlar o caixa não significa deixar de investir


Em 2016, o comércio fechou cerca de 108,7 mil lojas em todo o Brasil, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em dois anos, o varejo perdeu 200 mil lojas e 360 mil empregos diretos. Nem mesmo os grandes varejistas escapam da crise – como a Marisa, que fechou cinco lojas no ano passado.

Todo comerciante sabe que, para sobreviver no mercado, é preciso ser inovador. O grande problema do comércio como um todo, assim como dos pequenos comerciantes, é que durante os dias de bonança eles pensam nas ofertas, em novas ideias, em novos investimentos. Porém, diante da crise, existe uma certa ideia enraizada que diz "controle o seu caixa". Tal afirmação é, de fato, verdadeira, mas não deve ser levada ao pé da letra.

Controlar o caixa é sempre bom em qualquer situação; porém, em épocas que o consumidor também está pensando no "caixa particular" dele, é preciso atraí-lo até você. Em outras palavras, ser inovador e apostar em suas ofertas continua sendo o caminho certo para o sucesso – e para sobreviver. Afinal, ninguém que tenha seu próprio negócio quer fazer parte destas estatísticas.

O momento de crise é propício para rever gastos, custos, ações incorretas e replanejar pensando no futuro - lembre-se que o consumidor está fazendo exatamente a mesma coisa. É preciso estudar cada caso e colocar as suas melhores ofertas neste jogo, apostando em ferramentas de custo zero ou baixo e chamar o cliente até a sua loja. A internet, por exemplo, é um dos recursos que jamais deve estar de fora dos planos do lojista.

Com diversas redes sociais, páginas e sites de busca de preço gratuitos, este é um dos meios por onde mais se cria um forte relacionamento com o cliente e, claro, para atraí-lo pela melhor oferta, com promoções e descontos. A pesquisa on-line está ao alcance de qualquer um – seja empresário ou consumidor –, mas talvez por medo ou receio, pela falta de conhecimento sobre as potencialidades que esta poderosa ferramenta pode garantir aos negócios, poucos procuram investir nela. E este erro pode ser fatal.

Artigo de:

Leonídio de Oliveira Filho, empresário e criador do site Dica de Preço (www.dicadepreco.com.br)


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