Palmas, 25/05/2017

Política

Lavajato

K√°tia Abreu, ou ‚ÄėMachado‚Äô, pegou R$ 500 mil do Setor de Propinas para campanha, dizem delatores

  • Os depoimentos de Cl√°udio Melo Filho, Jos√© de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e M√°rio Amaro da Silveira, da Odebrecht, embasaram pedido de inqu√©rito da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica

K√°tia Abreu, ou ‚ÄėMachado‚Äô, pegou R$ 500 mil do Setor de Propinas para campanha, dizem delatores



Quatro delatores da Odebrecht afirmaram, em dela√ß√£o premiada, que a empreiteira fez repasses de R$ 500 mil para a campanha ao Senado de K√°tia Abreu (PMDB-TO), por meio de caixa dois. Segundo os executivos, a peemedebista era registrada no "Departamento de Propinas" da construtora com o codinome "Machado", e as negocia√ß√Ķes foram intermediadas pelo marido da ex-ministra da Agricultura, Mois√©s Pinto Gomes ‚Äď que foi assessor de K√°tia no Minist√©rio.

Os depoimentos de Cl√°udio Melo Filho, Jos√© de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e M√°rio Amaro da Silveira, da Odebrecht, embasaram pedido de inqu√©rito da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica, autorizado pelo ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, para investigar a senadora peemedebista e o marido.

"Segundo o Minist√©rio P√ļblico, narram os colaboradores a ocorr√™ncia de pagamento de vantagem n√£o contabilizada, por interm√©dio de Mois√©s Pinto Gomes, no √Ęmbito da campanha eleitoral de K√°tia Abreu ao Senado Federal no ano de 2014‚Ä≥, observa Fachin. "Nesse contexto, relatam o pagamento de R$ 500 mil, divididos em duas parcelas de R$ 250 mil, repasses ocorridos em setembro e outubro do ano de 2014, em encontros no Hotel Meli√° Jardim Europa, em S√£o Paulo.

"As opera√ß√Ķes foram efetuadas por meio do Setor de Opera√ß√£o Estruturadas do Grupo Odebrecht, estando identificada pelo codinome Machado", anota Fachin, ao autorizar inqu√©rito para investigar a ex-ministra e o marido.

Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica, o ministro decretou o levantamento do sigilo dos depoimentos dos executivos. (Fonte: Estad√£o)



NOTA À IMPRENSA
A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de inquérito para investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, na qual o meu nome é citado, declaro que:

Lamentavelmente, por desconhecer o conte√ļdo da decis√£o do ministro Edson Fachin, n√£o tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusa√ß√Ķes feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida p√ļblica, nunca participei corrup√ß√£o e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei √† disposi√ß√£o para prestar todos os esclarecimentos necess√°rios de maneira a eliminar qualquer d√ļvida sobre a nossa conduta.
 
Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa.
 
Senadora K√°tia Abreu
 


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