Palmas, 24/11/2017

Política

Impeachment

Paulo Mour√£o discursa contra abertura de impeachment do Governador e fala em harmonia entre poderes

  • Paulo Mour√£o pregou harmonia entre os poderes

Antonio Gonçalves

Paulo Mour√£o discursa contra abertura de impeachment do Governador e fala em harmonia entre poderes



Durante sess√£o vespertina desta ter√ßa-feira, dia 17, o deputado Paulo Mour√£o (PT), fez um longo discurso onde relatou os problemas que o estado vem enfrentando na √°rea da sa√ļde, com pessoas morrendo por falta de atendimento; na √°rea de seguran√ßa p√ļblica, com o aumento da criminalidade; na economia, com a falta de est√≠mulo √† produ√ß√£o e √† gera√ß√£o de empregos, e culminou com o tema da abertura do processo de impeachment do governador Marcelo Miranda (PMDB). Paulo Mour√£o pregou harmonia entre os poderes.
 
"Fico muito preocupado diante de um desequil√≠brio desse, de uma gravidade dessa que esse Estado se encontra, sangrando em todas as vertentes, aqui ainda est√° se falando em impeachment de governador", disparou o parlamentar. "Com que base, com que crit√©rio", questionou. "Em vez de estarmos debru√ßados buscando solu√ß√Ķes para ajudar o governo que est√° provado que √© um governo sem gest√£o, que precisa de apoio", acrescentou. "N√£o √© hora de conflito, n√£o √© hora desse a√ßodamento pol√≠tico, √© hora de compreens√£o, de nos darmos as m√£os, de somarmos num processo qualificado de gest√£o para tirar o Tocantins desse buraco em que se encontra, hora de se estimular a produ√ß√£o, hora de gerar emprego para a nossa juventude, aumentar a renda do trabalhador", pontuou.
 
Antes de usar a tribuna, Paulo Mour√£o havia apresentado um requerimento pedindo ao presidente da Casa, deputado Mauro Carlesse (PHS), que seja feita a imediata leitura e enviada c√≥pias aos gabinetes dos deputados do processo de impeachment, assim como do parecer favor√°vel √† admissibilidade, proferido pelo procurador Divino Jos√© Ribeiro. "Os jornalistas nos procuram para opinar como parlamentar sobre esse assunto e n√≥s n√£o sabemos dar informa√ß√Ķes alguma sobre um processo da tamanha gravidade como esse do impeachment", argumentou ap√≥s fazer a leitura do pedido.
 
O assunto está sendo veiculado na imprensa desde o inicio de outubro dando conta da reabertura do processo de impeachment do governador Marcelo Miranda pela Assembleia Legislativa. "Já está sendo anunciada decisão que a mesa tomou sem ouvir nós parlamentares, isso é de uma gravidade brutal. A imprensa já noticiou em vários momentos esse parecer e isso não pode ocorrer sem uma discussão prévia dessa casa", defendeu.
 
O parlamentar lembrou que a discuss√£o deve ser feita at√© porque sobre a admissibilidade h√° decis√£o proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quanto a inconstitucionalidade da Constitui√ß√£o Estadual. "Creio que √© altamente preocupante n√≥s temos um assunto desse sendo debatido sem n√≥s os parlamentares termos o conhecimento, at√© pra prestar informa√ß√Ķes para a imprensa que nos procura, fa√ßo esse pedido para que possamos trazer esse assunto √† discuss√£o sob a luz da informa√ß√£o e da transpar√™ncia que a sociedade exige de todos n√≥s", destac ou.
 
No momento do pedido, a sessão era conduzida pela vice-presidente, deputada Luana Ribeiro (PDT), que logo em seguida se pronunciou. "Deputado Paulo Mourão, quero deixar registrado que eu, enquanto vice-presidente, não fui consultada sobre esse processo e nem tomei ciência, apesar de fazer parte da Mesa eu não faço parte da Comissão Executiva, que é primeiro secretário, tesoureiro e presidente, então pode ser que tenha sido pela Comissão Executiva porque eu não tomei conhecimento e nem pessoalmente isso foi tratado comigo", esclareceu.
 
O primeiro secretário, deputado Jorge Frederico (PSC), falou logo após a deputada Luana. "Em resposta ao questionamento do deputado Paulo Mourão quando citou a Mesa e a deputada Luana citou a Comissão Executiva, e eu por fazer parte tanto da Mesa como da Comissão Executiva, quero dizer que eu não participei de nenhuma reunião e de nenhuma decisão que trata sobre admissibilidade e do impeachment", afirmou.
 
Reforma Administrativa
 
Ao defender harmonia entre os poderes, Paulo Mour√£o tamb√©m se mostrou favor√°vel a uma reforma administrativa que possa melhorar a qualidade dos gastos e sugeriu uma reuni√£o entre todos os poderes para discuss√£o transparente com as bases de consulta popular que a Comiss√£o Especial de Estudos para o Novo Ordenamento, Econ√īmico, Administrativo, Social e Pol√≠tico do Tocantins - Cenovo fez e propor altera√ß√Ķes com o menor impacto poss√≠vel. "Ou se moraliza este Estado ou este Estado n√£o se sustenta, esta pol√≠tica apodrecida est√° destruindo o sonho desse povo", argumentou, ap√≥s criticar os altos gastos com folha de pagamento, em detrimento do restante da popula√ß√£o.
 
Segundo apurou o parlamentar, de uma Receita Corrente L√≠quida de R$ 7,3 bilh√Ķes, R$ 4,7 bilh√Ķes s√£o gastos s√≥ com despesa de pessoal do executivo. Do montante, R$ 1,230 bilh√£o √© destinado para outros poderes, sobra apenas R$ 1, 4 bilh√£o para investimentos. "Se eu pego um R$ 1, 4 bilh√£o e divido por 1 milh√£o e 200 mil habitantes, vou ter R$ R$ 1. 132,00 para gastar por habitante no Tocantins", ressaltou.
 
Em m√©dia √© gasto por ano com cada servidor estadual em torno de R$ 91 mil e com cada habitante R$ 1. 132,00. "Se eu pego R$ 4,7 bilh√Ķes e divido por 52 mil servidores, estarei gastando R$ 91 mil por funcion√°rio/ano", explicou. "A culpa n√£o √© dos funcion√°rios, o rem√©dio n√£o √© demitir funcion√°rios, o rem√©dio √© fazer uma apura√ß√£o de quem trabalha nesse estado", ressaltou.


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