Palmas, 25/09/2017

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Vereadores de Palmas defendem necessidade de intérpretes de Libras em órgãos públicos

  • Eles foram ao plenário a convite do vereador Tiago Andrino (PSB), e acompanharam a sessão, que contou com a presença especial de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que traduziu as falas dos parlamentares

Cleober Taquara

Vereadores de Palmas defendem necessidade de intérpretes de Libras em órgãos públicos



A Câmara de Palmas recebeu na manhã desta quinta-feira, 31, um grupo composto por membros da Associação dos Surdos de Palmas (ASP). Eles foram ao plenário a convite do vereador Tiago Andrino (PSB), e acompanharam a sessão, que contou com a presença especial de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que traduziu as falas dos parlamentares.
 
"Os surdos não querem ser tratados como ´coitadinhos´ e a gente quer que a sociedade entenda isso. Temos advogados, coordenadores de cursos superior, professores, administradores e todos eles são surdos. São pessoas que querem ser vistas e ter o direito de chegar em qualquer órgão e ser atendido sem constrangimento", explicou o tradutor/intérprete de Libras do CEULP/ULBRA, Jacob Augusto Ferreira.
 
Andrino apresentou um projeto de lei (PL) que prevê a inclusão desses profissionais nos órgãos do município. "Libras é uma língua oficial brasileira, está na lei federal, temos decretos que regulamentam os direitos das pessoas surdas. Esta garantia está ampara por lei, que determina que os órgãos disponham de tradutores/intérpretes de Libras", enfatizou.
 
O presidente da Casa, José do Lago Folha Filho (PSD), se emocionou durante a fala de Andrino e pediu para subscrever o PL. "Tenho na família uma irmã de 60 anos que ficou surda-muda depois de uma doença que contraiu aos seis anos de idade. Esse projeto vem em um momento oportuno, em que a Câmara se moderniza, e vamos buscar dentro do que for possível uma forma de atender a esse público", destacou.
 
Os vereadores Vandim do Povo (PSDC), Filipe Martins (PSC) e Moisemar Marinho (PDT) também declararam apoio ao projeto e se colocaram à disposição da associação para defender os direitos da população surda da Capital.


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