Palmas, 18/11/2017

Saúde

Aedes Aegypti

Armadilhas para coletar ovos do mosquito Aedes aegypti são colocadas em residências e comércios na Capital

  • O objetivo é monitorar as regiões da Capital com maior incidência de focos do mosquito e analisar como o mosquito reage aos inseticidas usados no combate

Igor Flavio

Armadilhas para coletar ovos do mosquito Aedes aegypti são colocadas em residências e comércios na Capital



A Secretaria da Saúde, por meio da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ), durante esta semana e a próxima, está colocando em residências e áreas comerciais da Capital uma armadilha que captura ovos do Aedes aegypti. O objetivo é monitorar as regiões da Capital com maior incidência de focos do mosquito e analisar como o mosquito reage aos inseticidas usados no combate. A pesquisa é realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a​ ​Prefeitura de Palmas.
 
A ovitrampa é composta por um vasinho de planta preto, uma paleta de compensado (onde os ovos ficam presos) e um larvicida biológico, que estimula as fêmeas do mosquito a colocarem seus ovos nesses recipientes. No ambiente serve para capturar os ovos, sinalizar a quantidade de insetos em uma região e direcionar ações contra a proliferação do vetor.
 
A inspeção das ovitrampas é feita semanalmente pelos agentes de endemias, quando são coletadas para a contagem dos ovos e encaminhadas para exames laboratoriais na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). "Em toda Capital foram colocadas 150 armadilhas nas residências e no comércio situados em diferentes regiões da Capital. A partir da quantidade de ovos encontrada em uma região é possível intensificar as ações de combate ao Aedes nessa área com o intuito de reduzir os índices de infestação. É mais uma estratégia utilizada no combate ao vetor, responsável pela transmissão da dengue, febre de Chikungunya e vírus Zika ", destacou o biólogo do UVCZ, Anderson Brito. 
 
Educação continuada
 
Médicos e enfermeiros da Atenção Primária em Saúde e profissionais da Vigilância em Saúde participam de uma formação na Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp) até a próxima semana. O laboratório de entomologia da UVCZ também está no local para que os profissionais possam ter maior contato com o vetor. "A intenção é preparar os profissionais para o diagnóstico oportuno durante todo o ano, mas tendo atenção redobrada neste período de chuva", destacou a coordenadora de Educação Permanente, em Atenção Primária em Saúde, Maria do Socorro Rocha.
 
Combate ao Aedes
 
Na Capital, até esta terça-feira ,14,  já foram notificados 4.984 casos de dengue e 1.077 confirmados. Da doença aguda pelo Zika vírus foram 1.091 notificados e 101 confirmados, de febre Chikungunya foram 1.655 notificados e 589 confirmados. Para combater o Aedes aegypti, a orientação é impedir que o mosquito encontre locais para colocar seus ovos, como evitar o armazenamento de água parada, limpar calhas, não acumular lixo e colocar areia nos vasos de plantas.


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