Palmas, 18/11/2017

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Estudantes tornam-se sócios de empresas através de Incubadora da UFT

  • O professor Horllys Barreto, do colegiado de Medicina e que também é sócio da DNA Technologies, reforça que além da universidade promover o desenvolvimento regional, a Incubadora possibilita que os alunos tornem-se empreendedores

Daniel dos Santos

Estudantes tornam-se sócios de empresas através de Incubadora da UFT



"A maior dificuldade é transformar conhecimento em negócio. E eu acredito que a produção científica tem que virar desenvolvimento econômico". A frase é de Micaele de Souza, ainda estudante de Agronomia, mas que já é sócia na empresa DNA Technologies. A empresa é um dos três planos de negócios selecionados por meio de edital para integrar a Habite, Incubadora de Empresas da UFT em Gurupi. O período de incubação é de três anos, com a participação de professores, técnicos administrativos e alunos.

A Habite esteve presente na III Semana Integrada de Ciência, Inovação e Tecnologia (Sicteg), ocorrida entre os dias 25 e 27 de outubro, em Gurupi. Além da DNA Technologies, também participou do evento a BioPropague Biotecnologia Vegetal.

De acordo com o coordenador da Habite, Alex Fernando de Almeida, a Incubadora tem quatro objetivos principais: incubar empresas com cunho biotecnológico; implantar uma empresa júnior com a participação dos estudantes de graduação da UFT em Gurupi; implantar o ambiente Inspira, no qual os alunos desenvolverão soluções em atendimento às demandas de empresas da cidade. Além do uso dos laboratórios vocacionais: microbiológico, físico-químico, análise de água, inoculantes agropecuários.

O professor Horllys Barreto, do colegiado de Medicina e que também é sócio da DNA Technologies, reforça que além da universidade promover o desenvolvimento regional, a Incubadora possibilita que os alunos tornem-se empreendedores. "Normalmente, só existem duas opções para o estudante: ou segue a carreira acadêmica ou vai para a iniciativa privada. Com a incubadora de empresas dentro da universidade, o estudante pode montar o seu próprio negócio".

Conheça abaixo duas das empresas incubadas, que contam com participação de professores, técnico-administrativos e estudantes como sócios.

Biopropague Biotecnologia Vegetal

Propostas de atuação
- Produção de mudas florestais, ornamentais, frutíferas;
- Propagação de plantas, jardins in vitro e mini terrários;
- Cursos na área de biotecnologia de produção de plantas.

Através das técnicas de jardim in vitro, as plantas ornamentais podem durar de 30 a 60 dias, dependendo da espécie, e podem ser utilizadas em casas e diferentes tipos de festas. As mudas são produzidas em condições assépticas, e por isso, são de alta qualidade, completamente sadia.

O professor Wagner Melo, do colegiado de Biologia e sócio da Biopropague, destaca a importância do trabalho de produção de mudas para recuperação de áreas degradadas. "No Tocantins, temos muita necessidade disso em áreas de hidrelétricas e implantação do sistema agrícola, próximas a córregos, riachos e rios. Precisamos reflorestar essas áreas para preservar os mananciais".

DNA Technologies

Propostas de atuação
- Prestação de serviços: diagnósticos moleculares, zika, dengue, chikungunya, leishmaniose, H1N1;
- Cursos de capacitação: voltados ao estudo de DNA, para atender tanto a academia quanto aos laboratórios especializados;
- Desenvolvimento de produtos: tecnologias in house, voltadas para diagnósticos moleculares.

O professor Horllys Barreto afirma que a empresa pode contribuir para a realização de diagnósticos no Estado. "Hoje, toda a parte de estudo e análise de DNA realizada no Tocantins é terceirizada para fora do Estado. A proposta é prestar esse serviço aqui dentro, com precisão, agilidade e custo mais baixo".


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