Palmas, 20/01/2018

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Projeto Pé de Sombra vai arborizar entornos de 72 escolas de Palmas

  • Nesta terça-feira, 31, a primeira-dama explicou que o retorno das chuvas será aproveitado para estimular o crescimento das mudas que serão plantadas, ressaltando que as escolas da região Norte serão as próximas a receberem o projeto

Regiane Rocha

Projeto Pé de Sombra vai arborizar entornos de 72 escolas de Palmas



Com a chegada do período chuvoso, o Projeto Pé de Sombra vai arborizar o entorno de 72 escolas na Capital. Iniciativa da primeira-dama de Palmas, Glô Amastha, em parceria com o Instituto Municipal de Planejamento Urbano de Palmas (Impup), Fundação de Meio Ambiente (FMA) e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seisp), o projeto pretende plantar de 36 mil mudas em Palmas com auxílio da comunidade e instituições parceiras.
 
Nesta terça-feira, 31, a primeira-dama explicou que o retorno das chuvas será aproveitado para estimular o crescimento das mudas que serão plantadas, ressaltando que as escolas da região Norte serão as próximas a receberem o projeto. Na ocasião, Glô entregou os certificados de participação no projeto de acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra), que, coordenadas pela professora universitária Marcieli Coradin, ajudaram no plantio de 305 mudas após pesquisa in loco e projeto de arborização do entorno da Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, na Arse 132, em 21 de setembro deste ano.
 
"Realizamos medição de terrenos, pesquisa de calçamento e fiação de energia elétrica para evitar conflitos futuramente. Escolhemos espécies nativas, como cagaita, cega-machado e pau-ferro, que se adaptam melhor ao nosso clima e têm um significado ambiental importante, porque vão dialogar com o ecossistema e demandar menos manutenção", explicou a acadêmica do 8º período Daniela Soares. A professora Marcieli Coradin frisou a importância da parceria, inclusive, para suas alunas. "Trouxe uma contribuição muito grande. A escolha das escolas como ponto de referência para o plantio de mudas foi assertiva", disse.
 
O secretário executivo de Gestão Ambiental da FMA, Giovanni Assis, explicou que a escolha das escolas pelo Projeto Pé de Sombra foi acertada para garantir a sobrevida das mudas. Ainda de acordo com Assis, assim como a oferta de mudas de espécies nativas, a iniciativa de desenhar parcerias para garantir o plantio e manejo adequado de mudas faz parte do Plano Municipal de Arborização.
 
Mais sombreamento
 
Também presente na reunião, o professor doutor em ecologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Renato Torres, lembrou do diagnóstico que identificou e mapeou todas as espécies de árvores existentes em Palmas, cuja catalogação garantiu ao Município uma base de dados em que cada árvore possui uma ficha técnica com localização, espécie e se está em conflito com a rede elétrica ou calçamento.
 
O presidente do Impup, Ephin Shluger, informou que Palmas tem um déficit de arborização de 280 mil árvores e frisou que a iniciativa vai garantir a longo prazo não somente mais sombra mais também mais conforto ambiental. "A cidade se valoriza porque é muito mais agradável andar e trabalhar entre árvores, por onde a temperatura é menor e o ar é melhor", disse Ephin Shluger, citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que relacionam a morte de uma em cada seis pessoas à poluição como causa.
 
A proposta do Pé de Sombra é garantir para toda a Capital o plantio de espécies nativas que ofereçam sombreamento para permitir mais conforto ambiental e estimular a circulação de pessoas. "Nosso maior desafio é garantir a sobrevida das mudas e despertar essa preocupação nas pessoas que moram nas áreas que as recebem. Não interessa o nível social. Todas as pessoas entendem a importância da arborização da cidade que contribui para a retenção de umidade e oferta de sombra e até valorização de seus imóveis", reforçou Glô Amastha.


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