Palmas, 23/10/2017

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Seder envia caminh√Ķes-pipa para comunidades rurais da Capital impactadas pela seca

  • A ajuda com caminh√Ķes-pipa para abastecimento de comunidades rurais da Capital j√° est√° sendo oferecida e faz parte das a√ß√Ķes de interven√ß√£o autorizadas pelo Decreto Municipal n¬ļ 1.466/2017

Seder envia caminh√Ķes-pipa para comunidades rurais da Capital impactadas pela seca



Para superar o déficit hídrico de 250 milímetros na zona rural de Palmas, que provocou a seca de lençóis freáticos, são necessários pelo menos 700 milímetros de chuvas para garantir às comunidades rurais e assentamentos retorno da estabilidade hídrica, segundo informou o municipal de Desenvolvimento Rural, Roberto Sahium.
 
"Para essa quantidade de √°gua ser restabelecida espera-se o retorno das chuvas agora em outubro e que at√© dezembro se supere essa situa√ß√£o cr√≠tica. Por isso, vamos trabalhar at√© dezembro com caminh√Ķes-pipa para garantir estabilidade necess√°ria para essas comunidades", explicou o secret√°rio.
 
A ajuda com caminh√Ķes-pipa para abastecimento de comunidades rurais da Capital j√° est√° sendo oferecida e faz parte das a√ß√Ķes de interven√ß√£o autorizadas pelo Decreto Municipal n¬ļ 1.466/2017, publicado em 28 de setembro deste ano, estabelecendo situa√ß√£o emergencial por 120 dias para garantir assist√™ncia a fam√≠lias impactadas pelo problema.
 
Reuni√Ķes com produtores rurais
 
O assunto foi tema de reuni√£o do secret√°rio Sahium com presidentes de associa√ß√Ķes de produtores rurais e Defesa Civil Municipal nesta ter√ßa-feira, 3, quando foi discutida a execu√ß√£o de solu√ß√Ķes para os reflexos da estiagem na zona rural de Palmas. O encontro aconteceu na sede da Federa√ß√£o das Associa√ß√Ķes e entidades Rurais do Tocantins (Faerto), na Feira Coberta da Quadra 304 Sul.
 
Entre as interven√ß√Ķes previstas para busca de solu√ß√Ķes perenes para o problema que afeta cerca de 370 fam√≠lias de assentamentos est√£o barraginhas que, ap√≥s constru√≠das, garantir√£o a armazenagem de √°gua para o pr√≥ximo per√≠odo de estiagem. "Faremos na pr√≥xima sexta-feira, 6, visitas junto com t√©cnicos do meio ambiente e do Instituto Nacional de Coloniza√ß√£o e Reforma Agr√°ria (Incra) para avaliar onde ser√° poss√≠vel erguer as barrraginhas e qual o impacto da obra", explicou Sahium.
 
Assentamentos atingidos pela seca
 
Entre os assentamentos atingidos pelo problema estão os projetos de assentamento Sítio, onde vivem 35 famílias, Veredão e Três Penas, com 80 famílias, Entre Rios, com 205 famílias, e comunidades rurais antigas, algumas até anteriores à criação de Palmas, como São Silvestre, Ponta da Serra, Macacão e Macaquinho, que concentram cerca de 50 famílias. O secretário Sahium lembrou que todas essas comunidades impactadas pela seca são dedicadas à agricultura familiar e em parte responsáveis pelo abastecimento de P almas. Elas produzem arroz milho, feijão, mandioca, leite, melancia, abóbora e criam gado de corte.
 
Atualmente as comunidades rurais impactadas pela estiagem na Capital est√£o com c√≥rregos e cisternas secas em raz√£o da estiagem prolongada e severa que baixou bruscamente o corpo h√≠drico da regi√£o. Apesar de o problema ter sido percebido anteriormente, a informa√ß√£o foi comunicada pelas comunidades ao Munic√≠pio somente em agosto, o que motivou o pedido de ajuda da Defesa Civil Municipal para levantar a situa√ß√£o da comunidade. "Solicitamos √† Defesa Civil que fizesse um levantamento e relatasse a situa√ß√£o das comunidades, principalmente na regi√£o da Buritirana para que fosse poss√≠vel tomar alguma provid√™ncia que amenizasse a falta de √°gua para a popula√ß√£o daqueles locais", explicou Sahium, acrescentando que o relat√≥rio levou em considera√ß√£o dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional Meteorologia (Inmet), que apontaram  atraso no in√≠cio do per√≠odo chuvoso, o que tornou fundamental a publica√ß√£o do decreto emergencial v√°lido por 120 dias.
 
Segundo o superintendente da Defesa Civil Municipal, Iranilto Sales, a intenção do decreto é "garantir abastecimento de água a essas comunidades que estão sofrendo com a seca de córregos e a baixa de lençóis freáticos que abastecem cisternas destes pontos. Esse problema não foi identificado na zona urbana, apenas na zona rural". Ainda segundo o superintendente, outras medidas também serão definidas com a formação de comitê que estudará diferentes estratégias de ajuda às localidades impactadas p ela Defesa Civil Municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, a Fundação de Meio Ambiente e outros parceiros.
 
Programa do Calc√°rio
 
Na reuni√£o de ter√ßa-feira, 3, outro ponto apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) e deliberado com as associa√ß√Ķes foi o Programa do Calc√°rio, que tem atividades previstas para come√ßar na pr√≥xima semana. Atrav√©s de sorteio ficou definida a ordem de atendimento das comunidades, sendo o Assentamento Mariana, na regi√£o S√£o Jo√£o, a primeira a ser contemplada, em raz√£o de suas terras serem mais baixas, podendo seu atendimento ser prejudicado pelas chuvas. Na sequ√™ncia, as regi√Ķes atendidas ser√£o Taquaru√ßu Grande, S√£o Silvestre, S√£o Jo√£o, Ja√ļ e Buritirana. 


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