O estado registrou um recuo de 1,5 ponto percentual na taxa de desocupação e se manteve abaixo da média nacional
O Tocantins faz parte do grupo das 11 unidades federativas do país que terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, que ficou em 5,4%. O estado atingiu uma taxa de desocupação de 4,1% no período. Com uma redução de 1,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, o Tocantins teve uma das maiores quedas do país no período, figurando à frente de estados como Acre, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Santa Catarina lidera o ranking nacional com a menor taxa do país (2,1%), seguida de Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirma.
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.
Negros e mulheres acima da média
O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).
Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto dos brancos, abaixo (4,2%).
A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera a população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.