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Energia Solar

Eduardo Tobias, sócio-diretor da Watt Capital, destrinchou quais desafios devem vir pela frente até o fim do ano

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Autor:Henrique Hein– Canal Solar

Omercado brasileirodeenergia solarcentralizada adicionou cerca de2,2 GW de potência operacional no primeiro semestre de 2023, mostram dados daANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica).

O número representa umcrescimento recordedo segmento no período e cerca dequatro vezes maiordoque na comparação com o mesmo período do ano passado, quando aproximadamente 0,5 GW entraram em operação.

Atualmente, asusinas de grandeporte solar acumulam9,63 GW desde o início da expansão da fonteno Brasil. Em junho do ano passado, o volume de potência operacional era de 5,09 GW, segundo a Agência.

Apesar do começo de ano histórico,Eduardo Tobias, sócio-diretor daWatt Capital,destaca que a assinatura de novos contratosde longo prazo de venda de energia elétrica e, consequentemente, a contratação de novas obras temdesaceleradodesde meados do ano passado.

“Essa desaceleração tem impactado bastante toda a cadeia produtiva da geração centralizada, tanto da indústria fotovoltaica quanto da eólica. No caso da fotovoltaica, o impacto à cadeia produtiva é um pouco menor devido à ainda acelerada expansão da geração distribuída”, explica.

Aprincipal razãodesta desaceleração seria por conta daqueda nos preços de energiade longo prazo, da ordem de 45% só nos últimos 12 meses, segundo dados da Dcide.

“Além disso, as altas taxas de juros e o ainda elevado valor do Capex, se comparado com valores pré-Covid, também oneram a competitividade de novos projetos”, disse ele.

Queda na taxa de juros

Apesar da desaceleraçãodo setor,Tobias pontuaque astaxas de juros de longo prazo começaram a cairno segundo trimestre deste ano, com ainflação arrefecendo e a taxa de câmbio voltando a ficar abaixo de R$ 5.

“No caso específico da fotovoltaica, o Capex em moeda estrangeira também tem caído bastante desde o início deste ano. Esses fatores favorecerem a competitividade da fonte fotovoltaica e sua competitividade relativa versus a fonte eólica. Contudo, infelizmente, tal ganho de competitividade nem de longe compensa a enorme queda dos preços de energia elétrica”, destaca ele.

Eduardo Tobias, em palestra realizada durante o Canal Conecta. Foto: Canal Solar

Portanto, para estesegundo semestre, o profissional acredita em umcenário desafiadorpara aviabilização de novos projetos.“Nesse contexto, levam vantagem projetos de expansão de usinas existentes, fotovoltaicos e eólicos, e projetos fotovoltaicos associados a usinas eólicas operacionais que obtiveram outorga de autorização com desconto na TUST”, comentou.

Tobias destaca ainda que também enxerga umaoportunidade de viabilização de novos projetos nos leilõesregulados de energia nova do segundo semestre, ainda que os volumes de contratação sejam pequenos e o risco de crédito das contrapartes seja imprevisível.

“Por fim, destacamos a expectativa do setor quanto ao leilão de reserva de capacidade originalmente previsto para novembro. Acreditamos que projetos fotovoltaicos com baterias podem ser mais competitivos que termelétricas a combustível fóssil, a depender dos requisitos de potência a serem estabelecidos no edital”, conclui o sócio-diretor da Watt Capital.

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