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As MPEs e a COP 30

Como em todo o País, os micros e pequenos negócios do Tocantins têm adotado práticas sustentáveis que os destacam no processo de propulsão da sustentabilidade mundial.

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Reportagem especial: Suzana Barros

As micro e pequenas empresas desempenham um papel econômico crucial no Brasil. Dados do Sebrae, levantados em 2024, atestam que elas representam 98% dos empreendimentos formais. Responsáveis por 72% dos negócios gerados, respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e impactam direta e indiretamente 46% da população brasileira.

Segundo Adelice Novak, analista e coordenadora de Inovação do Sebrae Tocantins, essa pesquisa demonstra o papel e a relevância econômica das MPEs diante da significativa tarefa de transição do País para a consolidação de uma economia verde e de inclusão.

Divulgação

Fátima Dias e cliente internacional.

Adelice é mais pontual ao dizer que “as micro e pequenas empresas têm um papel significativo na promoção da sustentabilidade e, por consequência, na contribuição para os compromissos assumidos pelo Brasil junto ao Acordo de Paris

Nesse contexto, a força dos micros e pequenos negócios é reconhecida como uma ferramenta significativa na tarefa de gerar resultados positivos e impactantes diante dos propósitos do Acordo de Paris, documento a ser discutido e reavaliado durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a ser realizada em novembro deste ano, em Belém – PA.

Pesquisa recente do Sebrae sobre “Pequenos negócios e ESG: o futuro sustentável do Brasil” revela que 75% das MPEs brasileiras adotam práticas ambientais expressivas após passarem a executar ações de sustentabilidade como prioridade nas suas rotinas e processos.

Exemplos a serem seguidos

O Tocantins tem uma carteira de bons exemplos a serem citados. A grande maioria deles, originados com base no apoio e no incentivo do Sebrae Tocantins às MPEs locais. O sucesso da empresa Sabores do Jalapão atesta esse trabalho.

Criada em outubro de 2024, ela já conquistou consumidores no Brasil e no exterior, além da certificação de vencedora do “Inova Cerrado”, iniciativa do Sebrae que reconhece e apoia ideias inovadoras e sustentáveis ligadas à bioeconomia no bioma Cerrado.

Tantas conquistas, demandaram esforços, aliados a formações do Sebrae. “Estivemos quatro meses no Inova Cerrado (programa de pré-aceleração de ideias, vinculadas à biodiversidade), o que nos deu suporte para chegar onde estamos”, reconhece a CEO da empresa, Fátima Pereira.  

A Sabores do Jalapão atua no ramo de produção e comercialização de alimentos naturais, artesanais e agroextrativistas, valorizando a biodiversidade do Cerrado, especialmente do Jalapão.

“Todos os nossos produtos são naturais, artesanais e carregam o cuidado com a preservação do Cerrado”, revela a CEO, ao reconhecer a importância do comprometimento da empresa com a questão ambiental.

Outro exemplo de MPE com base na bioeconomia é Ecoaraguaia Jungle Lodge, hotel floresta localizado às margens do rio do Coco, vizinho ao Parque Estadual do Cantão.

Aberto em julho de 2021, o empreendimento adota a prática do turismo regenerativo, integrando conceitos de bioenergia, empreendedorismo local e cultura colaborativa. 

Suzana Barros

Guilherme e Raquel, proprietários do Ecoaraguaia

“Somos um hotel carbono positivo, operamos em rede com a comunidade local”, assim se autodefine Guilherme Tiezzi, um dos proprietários do Ecoaraguaia.

A bióloga e também sócia-proprietária do empreendimento, Raquel Acácio, relata que as experiências de selva, rio e floresta oferecidas aos hóspedes decorrem de processos que priorizam a preservação do meio ambiente, executados por meio de parcerias com talentos locais.

“Não utilizamos ferro nem cimento.  Toda a arquitetura é projetada aproveitando o ambiente selvagem, agregando conforto, elegância e simplicidade”, descreve Trazzi.

Mais que isso, o hotel adota um sistema autônomo de energia solar. Além disso, os resíduos são incorporados à natureza através de biodigestores.

“Fazemos parte da Cooperativa de Famílias Agroempreendedoras Rural e Natural da região e implantamos e replicamos sistemas de produção agrícola integrados como o SAF (Sistema Agroflorestal) e o ILPF-c (Integração Lavoura Pecuária e Comunidade)”, atesta Guilherme.

Suzana Barros

Ecoaraguaia, negócio baseado na bioeconomia

 

Outros exemplos

Diversas outras micro e pequenas empresas tocantinenses trabalham com o conceito da bioeconomia, utilizando recursos naturais de forma sustentável, gerando valor econômico e social.

Alguns exemplos incluem a GreeenEnergy Soluções Sustentáveis, que transforma lodos de ETE, agroresíduos e biomassas extrativistas em biocombustíveis; e a Polinorte Sustentáveis, que transforma lixo em produtos de concreto.

Outras empresas também atuam na produção de cosméticos e alimentos orgânicos, bem como na geração de renda para comunidades rurais.

*Essa reportagem faz parte da série MPEs e a COP 30

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Fátima Pereira, CEO da Sabores do Jalapão.

Créditos:Divulgação

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