Reportagem Especial: Suzana Barros
A 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 30), que será sediada em Belém (PA), em novembro deste ano, promete ser um divisor de águas para o Brasil e para o mundo.
Diante da responsabilidade de cumprir a Agenda de Paris, a ser discutida e reavaliada na COP 30, diversos setores, especialmente os que fomentam a economia brasileira, posicionam-se diante do compromisso global de preservar os recursos naturais do planeta.
As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) respondem por 26,5% do PIB, são responsáveis por 72% dos empregos gerados em 2024. Os dados são de pesquisa realizada pelo Sebrae e atestam, ainda, que essas empresas impactam direta ou indiretamente 46% da população brasileira.
Tamanha abrangência e influência fez com que o Sebrae Nacional incluísse na sua agenda a tarefa de levar conhecimento e apoio aos empreendedores brasileiros, de forma a conscientizá-los sobre as vantagens de aderir ao Environmental, Social, and Governance (ESG), ações e políticas comprometidas com o meio ambiente, a sociedade e a governança.
O Tocantins não poderia ficar de fora dessa missão. “Com um ecossistema de inovação em plena efervescência, nosso estado, vizinho ao Pará, se posiciona estrategicamente para a COP 30”, observa Rogério Ramos, diretor técnico do Sebrae Tocantins.
Segundo Rogério, parte considerável dos micros e pequenos empreendimentos tocantinenses trazem a perspectiva da floresta, do campo e estão assumindo o compromisso com práticas sustentáveis.
“Estão desenvolvendo soluções de ponta que podem ser cruciais para os debates e acordos que serão discutidos na Conferência”, pontua.
Startups Day para impulsionar oportunidades
Reconhecendo o poder das startups, dentre as dezenas de frentes adotadas, o Sebrae Nacional tem investido em orientação e capacitação para o setor em todo o País. Apostando na capacidade de inovação e oferta de produtos e serviços, buscando criar soluções inovadoras para os problemas do mercado, lançou Startup Day.
“Consolidamos o Startup Day como um movimento de apoio a uma rede pelo empreendedorismo. Isso representa mais oportunidades e distribuição de renda, com inclusão”, justifica Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional, enfatizando que um dos encontros reuniu mais de 30 mil participantes em todo o Brasil.
A coordenadora de Inovação do Sebrae Tocantins, Adelice Novak, reconhece a importância da ação, e atesta os resultados positivos provocados na economia local, advindos pelo crescimento e atuação das startups.
“O Startup Day atesta o nosso compromisso em apoiar ações de empreendedorismo no ecossistema de inovação, além de contribuir para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Tocantins”, afirma Adelice.
Tocantins: Startup e Bioeconomia
No Tocantins, o ramo das startups é bem representado por empresas, a exemplo da Vitalio Biomas, que vem surpreendendo e conquistando os mercados local e nacional, desde 2021. Tudo começou com uma plataforma para auxiliar pessoas com problemas respiratórios.
Recentemente, com a proposta de oferecer soluções em tecnologia e validação científica pela internet, a Vitalio encontrou na Bioeconomia o respaldo para desenvolver um novo produto: o Biomas, um blend de óleo, à base de produtos naturais da região amazônica.
“O ramo da startup nos despertou e nos conduziu à necessidade de comercializar um produto físico, até que chegamos à concepção do Biomas, produto indicado para descongestionamento nasal”,
esclarece Jussara Almeida, uma das sócias da Vitalio.
Suzana Barros
Aliada à proposta de utilizar produtos naturais, veio a preocupação com todo o processo de extração e de produção do produto, com base em práticas sustentáveis. “A ideia tem sido um sucesso e já temos proposta para exportação do Bioma”, revela.
Não é à toa que Rogério Ramos orgulha-se ao dizer que as Startups do Tocantins estão produzindo tecnologias que estão produzindo tecnologias otimizando a preservação e melhorias da vida no planeta, a exemplo de plataformas que facilitam o monitoramento de queimadas e áreas de desmatamento.
Divulgação
“Elas estão criando cadeias de valor sustentável para produtos que promovem a sociobiodiversidade. Essas são apenas algumas das inovações que as startups do Tocantins vêm oferecendo”, exemplifica Ramos.
Interrogado sobre a contribuição das MPEs para a COP 30, Rogério Ramos foi enfático ao responder: “com certeza, na consolidação de uma economia verde robusta. E é aí que o protagonismo das startups tocantinenses se torna inegável. Elas estão, não apenas agendando o futuro da sustentabilidade, mas também criando oportunidades para que esse futuro seja real e lucrativo”, concluiu.
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