Friday, 18 de October de 2019

ESPORTE


Tentativa de suborno na pauta do STJD

09 Feb 2009

O processo contra o árbitro Françuar Fernandes da Silva está perto de ter o seu desfecho. A denúncia por tentativa de suborno em jogos da Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado se arrasta desde outubro e o julgamento, que foi tirado da pauta na sessão do dia 22 de dezembro, ganhou uma nova data: dia 10 de fevereiro, próxima terça-feira.

Françuar Fernandes da Silva foi denunciado no artigo 241 (Dar ou prometer qualquer vantagem a árbitro ou auxiliar de arbitragem para que influa no resultado da partida, prova ou equivalente) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a eliminação do esporte.

 


Entenda o caso:

No dia 1° de outubro, logo após ser escalado para apitar a partida entre Fortaleza e América/RN, no dia 5 de outubro, pela 29ª rodada da Série B, o árbitro Adriano de Carvalho, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vinculado à Federação Tocantinense de Futebol, recebeu uma mensagem via celular com os seguintes dizeres: “Caro Adriano, tem alguém querendo lhe presentear em Fort... topa? Me retorna neste número. Françuar. Seguro e discreto na mão”. No mesmo dia, às 19h45, o árbitro recebeu outra mensagem do mesmo número com teor semelhante. A ligação foi efetuada de um número de telefone que possui o código de área da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Ainda no dia 1º, às 20h46, Adriano de Carvalho recebeu mais uma mensagem, desta vez enviada por outro número de celular, com o seguinte recado: “Cara querem oferecer um presente pra vc em Fortaleza. Coisa boa e discreta. Na hora. Me liga. Querem saber se aceita, me liga logo. Abs”.

Em seguida, o árbitro procurou o Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol de Tocantins (CEAF/TO), Gasparino Bezerra Maciel, a fim de relatar os fatos ocorridos e procurar orientação do modo como deveria proceder. No dia seguinte, Adriano recebeu sete ligações do número que lhe mandou a terceira mensagem, não tendo atendido nenhuma delas. Ao final do dia, Adriano procurou novamente Gasparino, relatando a insistência das ligações.

No momento em que estava com o Presidente da CEAF/TO, o celular de Adriano tocou novamente e foi atendido por Gasparino, que perguntou quem falava, tendo como resposta “Françuar”, tendo este dito que eram colegas e estava ligando “para lhe desejar uma boa partida”. Os dois se dirigiram à 2ª DP de Palmas/TO, onde fizeram Boletim de Ocorrência. No dia 3 de outubro, Adriano e Gasparino se encontraram com o Promotor de Justiça, Dr. Erion de Paiva Maia, relatando o ocorrido.

O Promotor resolveu investigar o caso e, na presença de Gasparino e Adrino, efetuou uma ligação para o número da onde tinham partido as mensagens. A pessoa que atendeu se identificou como Françuar e, indagado sobre as ligações e mensagens enviadas a Adriano, respondeu que se tratava de uma rotina na qual os árbitros ligavam entre si para desejarem uma boa partida. Entretanto, afirmou não saber de tais mensagens oriundas de seu número de celular para o celular.

Passados dez segundos do término da ligação, Adriano recebeu uma ligação do mesmo número, tendo o Promotor solicitado que ele atendesse ao telefonema. Adriano então reconheceu de imediato que do outro lado da linha estava o árbitro Françuar Fernandes da Silva, que parecia preocupado e queria saber se Adriano sabia de algo relacionado a um Promotor que havia lhe ligado e também sobre supostas ligações e mensagens que estava recebendo. Adriano informou que nada sabia do assunto e “desconversou”. Em certo momento o Promotor pegou o celular a fim de ouvir a voz de quem falava com ele, constatando assim que se tratava da mesma voz que o atendeu minutos antes.

Após ter sido instaurado Inquérito no STJD, um novo ofício foi enviado ao Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, agora feito pelo árbitro João Alberto Gomes Duarte, vinculado à Federação de Futebol do Rio Grande do Norte. Em documento assinado pelo árbitro e seus dois assistentes, no dia 27 de outubro, véspera do jogo entre Vila Nova/GO e Gama/DF, o referido árbitro escalado recebeu um telefonema às 9h59 de alguém que se identificou como Françuar Fernandes. No telefonema, Françuar disse que gostaria de falar com João Alberto, mas que não poderia ser por telefone.

Após desligar o telefone, uma série de novas ligações foram feitas de diferentes números, mas com o mesmo prefixo (95). Nenhuma delas foi atendida. Após o almoço, às 11h53, Adriano relatou que recebeu duas mensagens: 1) Perguntava em que hotel o árbitro João Alberto estava hospedado; 2) “Velho vem aqui no 705. estou no aguardo”.
 
Devido à inércia de João Alberto, Françuar interfonou para o quarto 606, onde estava hospedado o trio de arbitragem. Relatou João Alberto que pediu para seu assistente, Adnilson Costa Pinheiro, atendesse ao interfone. Feito isso, foi constatado que Françuar Fernandes encontrava-se no quarto 705, e solicitou que João Alberto fosse até o seu quarto. Diante da negativa do árbitro, Françuar foi até o quarto 606, onde conversou com o trio de arbitragem sobre família, futebol e arbitragem, e em nenhum momento mencionou o jogo Vila Nova e Gama.

De acordo com a denúncia da Procuradoria, apesar de não ter sido cometida qualquer infração disciplinar pelo árbitro Françuar naquele momento, o ofício enviado pelo árbitro João Alberto confirma que o telefone celular de onde adveio a mensagem oferecendo suborno a Adriano de Carvalho pertence ao denunciado, uma vez que o dono do telefone afirmou que estava no quarto 705, local onde estava hospedado Françuar.

De acordo com o árbitro Adriano de Carvalho, ele tem certeza absoluta que a voz no telefonema que ligara era o timbre de Françuar, não restando dúvidas que o mesmo tentara subornar o árbitro potiguar João Alberto.

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