Friday, 18 de October de 2019

ESTADO


Educação

Baixa oferta local de mestrados e doutorados estimula cursos em EaD

06 Aug 2008

A busca pela capacitação e a inserção das novas tecnologias na educação têm levado diversos profissionais do mundo todo a aderir ao sistema EaD – Educação a Distância. Em Palmas, onde as alternativas ainda são limitadas, algumas universidades já têm investido na capacitação do quadro docente, firmando parcerias com instituições de outras partes do Brasil e do mundo para cursos de mestrado e doutorado, como é o caso da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins).

A fundação atualmente conta com cursos de pós-graduação interinstitucionais à distância através de parcerias firmadas com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), para cursos de mestrado, e com a Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), da Espanha, para cursos de doutorado. De acordo com o professor Roberto Amaral, diretor de Pós-Graduação, hoje, 26 professores da fundação estão inseridos na nova modalidade, sendo 13 no mestrado e outros 13 no doutorado.

Mas a modalidade, por enquanto, só está acessível aos professores exclusivos da fundação. Segundo o professor Roberto, essa restrição se deve ao projeto de abertura de um curso de mestrado presencial pela própria Unitins. De acordo com Amaral, para que isto se torne possível, é preciso primeiro que a fundação conte com professores que possuam esta graduação.

Claudemir Amaral, que é um dos professores que estão cursando o doutorado por meio da EaD pela Unitins, aponta, dentre as principais vantagens que a modalidade oferece com relação ao curso presencial, a facilidade e flexibilidade dos horário de estudo. “No sistema EaD, o aluno pode optar pelo horário de estudo, ao contrário do presencial”, comenta. O professor ainda ressalta outra vantagem da modalidade: “Não precisa de deslocamento para ir à universidade. Podemos estudar e simultaneamente exercer nossas funções profissionais”. Para Amaral, o sistema não é novidade. Ele já havia cursado uma pós-graduação também à distância e garante que o resultado foi muito satisfatório. Mas ressalta que o aluno de EaD deve ter um perfil dinâmico, ser auto-disciplinado e interessado nos estudos.

O professor Claudemir ainda alerta os adeptos e interessados na modalidade a estarem atentos e verificar se a instituição é legalizada nos órgãos competentes e se possui credenciamento no MEC. Segundo o professor, “para gozar de validade no Brasil, o diploma conferido por estudos realizados no exterior deverá ser submetido a reconhecimento por universidade brasileira, pública ou privada, que possua curso de pós-graduação avaliado e reconhecido na mesma área do conhecimento e em nível equivalente ou superior, conforme artigo 48, da LDB”, explica. (Veja no quadro o artigo na íntegra).

Nem todos os programas de EaD, bem como as universidades, exigem que o estudante compareça ao país de origem da instituição de ensino. Em alguns casos, as atividades presenciais podem ser desenvolvidas no próprio país, por meio das embaixadas, consulados ou órgãos representativos.

Segundo matéria publicada pelo Portal Universia no início de julho, apesar de a EAD no Brasil ainda estar em fase de desenvolvimento, a modalidade já adquiriu tradição no exterior. As principais universidades do mundo, bem como instituições de ensino a distância, já incluíram em suas grades escolares opções de cursos à distância em diversas áreas de conhecimento e níveis de ensino. Universidades na Espanha – UNED; Estados Unidos - American World University, Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology); Canadá, que oferece um leque de opções de cursos à distância para brasileiros; França - Campus France; Portugal - Universidade Aberta de Portugal, e Reino Unido - Open University UK, são algumas opções de universidades que oferecem programas de educação a distância para estrangeiros.

 

Artigo 48 da LDB

Art. 48º. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular.

§ 1º. Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação.

§ 2º. Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.

§ 3º. Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.

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