Wednesday, 03 de June de 2020

ESTADO


Palmas

Coleta seletiva de lixo deve começar em três meses

17 Sep 2008

Geração de emprego, renda e preservação do meio ambiente. Esses são apenas alguns dos benefícios oferecidos pela reciclagem de lixo. De acordo com reportagem publicada no Jornal do Senado, no final de agosto, apesar de ainda não haver um marco regulatório, o Brasil já movimenta R$ 8 bilhões anuais com a reciclagem, gerando renda a 800 mil catadores. O setor mantém cerca de 550 cooperativas e emprega formalmente 50 mil pessoas em indústrias destinadas ao reaproveitamento do lixo seco. Hoje, a reciclagem atinge cerca de 12% do lixo urbano – calculado em 61,5 milhões de toneladas por ano.

No Brasil, há um grande esforço dos que abraçam a causa e, mesmo não havendo muito incentivo público, o país foi - pelo sétimo ano consecutivo - campeão mundial na coleta e reutilização de latinhas de alumínio, com índice de 96,5% de aproveitamento do material em 2007. E é o segundo na reciclagem de garrafas PET, com 51,3% contra 62% do Japão.

No Tocantins, vem sendo realizado o Fórum Estadual de Lixo e Cidadania (FELC), que está sendo coordenado atualmente pelo Naturatins. O fórum é composto por várias instituições e cada ano é coordenado por uma delas. O objetivo do FELC é levar aos municípios propostas e promover discussões quanto às questões dos resíduos sólidos no estado. De acordo com Rosilene Maria de Cássia Reis, educadora ambiental do Naturatins, uma das dificuldades enfrentadas pela coordenação do Fórum é o fato de ainda não haver uma política estadual de resíduos sólidos. “É um pouco complicado estabelecer regras sem que existam leis que regulamentem estas questões” afirma. “Estamos trabalhando na estruturação de um projeto de lei que regulamente as questões dos resíduos para apresentarmos ao legislativo”, explica Rosilene. Segundo a educadora ambiental, alguns municípios como Pedro Afonso, Gurupi, Araguaína, Palmeirópolis, Paranã e São Salvador do Tocantins, já iniciaram trabalhos voltados para a questão da coleta seletiva de lixo.

Em Palmas, a Secretaria de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia já está trabalhando em um projeto para a implantação da coleta seletiva de lixo na capital. O projeto abrange quatro etapas. A primeira delas é a capacitação para organização das cooperativas, a segunda etapa é a aquisição de equipamentos, seguida da captação de recursos e educação ambiental. Para a captação de recursos, o projeto conta com parcerias do Banco do Brasil, Sebrae e Caixa Econômica Federal.

Por meio de licitação, já está sendo construído um galpão no setor eco-industrial, com previsão de entrega para três meses. Nesse galpão, o lixo passará por uma triagem e separação do material. Em seguida, o material será prensado, armazenado e vendido. O lixo vendido será encaminhado para centros de reciclagem em Goiânia, Brasília e São Paulo.

Jocicléia Chaves, gerente de monitoramento da Secretaria de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e coordenadora do Projeto para a implantação da coleta seletiva em Palmas, explica que, a princípio, serão implantados pontos-piloto de coleta seletiva em locais estratégicos da cidade. Esses pontos estarão localizados na Avenida JK, na Avenida Tocantins, em Taquaralto e nas quadras 203 Sul e 307 Norte. A coordenadora ainda informou que já existe um ponto de coleta na Secretaria de Meio Ambiente.

“Estamos começando devagar para que o projeto seja bem estruturado e consistente, já que o sucesso do projeto depende da adesão e conscientização da população quanto à importância da coleta seletiva”, comenta Jocicléia. A coordenadora ainda ressalta: “Os maiores beneficiados são o meio ambiente e a população, pela geração de renda”, conclui.

A prefeitura de Palmas já adquiriu cinqüenta carrinhos de coleta, uma prensa, além de ter se comprometido com a produção de material educativo para a implantação do projeto.

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