Wednesday, 03 de June de 2020

ESTADO


Móveis

O rústico do Cerrado na decoração contemporânea

13 May 2009

A onda ecológica utilizando produtos e materiais extraídos diretamente da natureza chegou para ficar. Roupas, assessórios e até sacolas de supermercado têm valorizado e investido em materiais sustentáveis. Assim, mais um setor que não poderia ficar de fora das criações que valorizam o rústico é o da decoração, tanto em interiores, como em áreas externas.

A utilização de artigos e móveis rústicos associados ao contemporâneo tem se tornado cada dia mais comum. Uma das grandes vantagens da região norte são as preciosas peças retiradas do cerrado, que têm sido utilizadas e adaptadas através das mãos habilidosas dos artesãos locais em móveis e artigos decorativos.

“A natureza foi generosa com o cerrado, oferece-nos texturas ímpares como babaçu, buriti e a madeira que produz mobiliários interessantes em sua forma mais rústica, ou trabalhada”, explica a arquiteta Shirley Poggio. A arquiteta revela que grandes empresas já observaram a pluralidade de texturas e têm inovado até mesmo as tradicionais pastilhas, utilizadas em revestimento, na forma de casca de coco, e sementes, explorando a beleza do rústico, do ecologicamente correto.

Outro exemplo citado por Shirley são as fibras naturais, que podem ser utilizadas na forma de papel de parede. “Velhas amigas, como tranças em palha, conhecidas pelos artesãos, agora estão reapresentadas com uma roupagem industrializada, mas preservando o estilo brejeiro”, explica.

Para Shirley, o grande segredo do projeto de interiores é personificar o espaço de forma harmônica, usando estilos distintos em um mesmo ambiente, o que, segundo ela, enriquece, desde que usado com parcimônia, pois realça a identidade. A arquiteta ainda ressalta que apesar de o produto final ser o espaço, o objetivo é o usuário e o conforto ambiental programado. “O interessante do rústico é o toque intimista que oferece. Um exemplo é o ar aconchegante que valoriza os produtos locais instigando o lado artesanal, personificando os ambientes”, comenta Shirley.

A arquiteta ainda acrescenta que pisos rústicos (tijolos de demolição e outros), paisagismo, mobiliário em madeira, ladrilho hidráulico e o bom e velho cimento queimado são “um casamento indissolúvel, perfeito, criam ambientes e caminhos, sensações para encantar usuários e visitantes”, comenta.

Uma loja que entende e valoriza os materiais naturais e tem feito sucesso na capital há sete anos é a Na Natureza. A loja trabalha com produtos naturais e rústicos, que vão desde artigos de decoração a móveis exclusivos trabalhados por artesãos preservando suas formas e texturas. De acordo com Nazaré, proprietária da loja, grande parte de seus artigos são peças exclusivas produzidas por artesãos locais a partir de produtos regionais, fibras, madeiras licenciadas extraídas do cerrado, sementes da Amazônia, etc.

Mas a grande dificuldade da empresária é em encontrar artesãos, “essa é nossa eterna busca”, declara. Segundo ela, as pessoas não costumam se manter como artesãos por muito tempo, por isso, nem sempre encontram os mesmos fornecedores. Nazaré ainda comenta a dificuldade em encontrar pessoas que saibam trabalhar com a madeira, já que este trabalho exige certo domínio da técnica.

Por outro lado, a empresária comemora o sucesso de seus produtos entre os turistas, comerciais e estrangeiros que, segundo ela, valorizam muito suas peças e são clientes fiéis à sua loja. “Há pessoas de outras regiões que ligam para saber as novidades e muitas vezes compram à distância mesmo ou quando estão passando por aqui”, comenta a empresária, que já começou a trabalhar com a exportação de seus produtos para outras regiões do Brasil e até mesmo para outros países.

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