Monday, 18 de November de 2019

ESTADO


Saúde

Tocantins reduz em quase 40% os casos de malária

19 Nov 2008

Os dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde revelam queda expressiva dos casos de malária na região da Amazônia Legal (AL), especialmente no Tocantins, que registrou uma diminuição de 38,8% nos casos da doença. Entre janeiro e setembro de 2008, foram notificados 241.420 casos da doença em toda a região, e, em 2007, no mesmo período, 362.518 – o equivalente a uma redução de 33,4%. Nesse período, o Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica (Sivep-Malária) do Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM) registrou uma diminuição de 50,3% dos casos de infecção de Plasmodium falciparum, protozoário responsável pela forma mais grave da doença. Foram 74.808 casos, em 2007, e 37.200, em 2008.

Os dados de redução da malária na AL ratificam a tendência de diminuição de pessoas infectadas verificada pelo Ministério da Saúde em avaliações anteriores e vão ao encontro do Capítulo 8 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. As experiências brasileiras para reduzir mortalidade infantil e materna, conter o avanço do HIV/aids, malária e outras doenças serão apresentadas, ao lado das ações de outros 15 países e organizações não-governamentais, na primeira edição das conferências brasileira e internacional de Monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Setor Saúde. O encontro será realizado em Brasília, entre os dias 18 e 20 de novembro, no Gran Bittar Hotel.

O número de internações decorrentes da malária também teve uma queda substancial de 43,9%, no período de janeiro e agosto de 2007 e 2008: 4.496 casos em 2007 e 2.522, este ano. A região da AL abrange os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, os quais concentram 99,9% das notificações de malária no país.

A expansão da rede de diagnóstico, o tratamento oportuno e adequado de pacientes e a inclusão de um novo medicamento no esquema terapêutico contribuíram para a queda. “Todas essas ações são fundamentais. Sinalizam que se atuarmos precocemente na cadeia de transmissão, conseguimos diminuir o número de pessoas infectadas”, avalia o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.

Todos os estados apresentaram queda na incidência de casos no período avaliado. A maior queda foi no estado do Acre (45,4%). Em seguida, destacam-se Rondônia (44,4%), Amapá (43,2%), Roraima (40,8%), Tocantins (38,8%), Mato Grosso (38,4%), Maranhão  (34,4%), Amazonas (32,2%) e Pará (11,8%).

 

Causa

A malária tem como causa o protozoário do gênero Plasmodium. No Brasil, três espécies causam a doença: Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e a Plasmodium falciparum. Não existe vacina contra a doença e, se a infecção não for tratada de forma oportuna e corretamente, pode levar o paciente à morte.

A febre é o sintoma mais marcante da malária, mas há outros como calafrios, fadiga, náuseas, dor de cabeça e, em alguns casos, falta de apetite. Também conhecida como paludismo, a malária tem como transmissor fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, que picam as pessoas, principalmente ao entardecer e à noite. Quando um mosquito pica alguém infectado, leva consigo o parasita. O Plasmodium desenvolve parte de seu ciclo no inseto e, quando alcança as glândulas salivares, está pronto para ser transmitido para outro ser humano.

Uma vez diagnosticada, a doença tem tratamento simples, principalmente nos casos de diagnóstico precoce. Para cada espécie de Plasmodium, há medicamentos ou associações de medicamentos específicos, em dosagens adequadas à situação de cada doente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece toda a medicação para o tratamento da malária.

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