Monday, 16 de September de 2019

ESTADO


Olimpíadas 2008 II

Um país de muitas fachadas

21 Aug 2008

Em meio a uma viagem de sete meses por 17 países dos cinco continentes, desembarquei na China no dia 24 de outubro de 2007. Por lá estive por quase um mês. Já naquela ocasião tudo o que se via por ali era “about olympics”. As fachadas, todas em reforma, as ruas, as construções, os mistérios em torno do estádio megalomaníaco – que na época era “surpresa” vedada a turista –, tudo o que se respirava na China cheirava a jogos olímpicos. Uma verdadeira revolução infra-estrutural e cultural, esperada desde o início dos anos 1990, quando o país tentou sem sucesso sediar os jogos de 2000.

As mudanças não se restringiram ao espaço físico. O governo chinês levou a sério as campanhas de “bom comportamento”. Não cuspa no chão. Não escarre. Não fure fila. Não empurre ao entrar no metrô. Não pergunte quanto o estrangeiro ganha, pois os ocidentais não gostam de falar sobre isso (às vezes, me questiono como seriam as políticas de “bom comportamento” para os brasileiros). Eis algumas das frases estampadas nos milhares de cartazes espalhados a ditar um peculiar código de boas maneiras.

O idioma, como esperado, revelou-se uma barreira. Poucos falam inglês na China. Ainda que poucos naquele país signifiquem muitos. Tudo isso tornava a leitura impossível, a comunicação verbal limitada e a expressão corporal um desafio constante. O que os ouvidos perdiam, no entanto, os olhos captavam e vice-versa.

Era um trabalho em equipe para conseguir traduzir aquela realidade. As percepções sobre Beijing, por exemplo, são as mais diversas. A cidade é deslumbrante do início ao fim, tomada, no entanto, por uma poluição incondicional e desumana e uma febre de consumo assustadora. A cidade das bicicletas e dos arranha-céus luxuosos revela a China moderna, em contradição com o interior, pobre, também poluído, mas distante da febre de consumo.

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