Tuesday, 25 de June de 2019

GERAL


A lógica do crescimento

16 Dec 2009

Por Carlos Alberto Schalch Jr.


 
A construção civil brasileira vem passando por transformações aceleradas, ocorridas principalmente desde a década de 1990 e acentuadas nesta primeira década do século 21. A tradicional improvisação que caracterizava o setor - comum na maioria das empresas de origem familiar ou fundada por poucos sócios, em geral engenheiros recém-formados ou com alguma experiência em construtoras de maior porte -, começou a dar lugar à gestão profissionalizada. A mudança ocorreu certamente não apenas pela vontade dos proprietários dessas empresas, mas impulsionada pelas exigências de um mercado que era atingido por um novo panorama econÃ?mico, no qual produtividade e qualidade em todas as etapas produtivas traduziam-se em competitividade.

Em outras palavras, chegou ao fim o tempo em que se podia dizer “por que mudar se eu sempre ganhei dinheiro trabalhando à minha maneira?”, questionamento repetido à exaustão por uma “velha guarda” da construção, acostumada a ganhos fáceis em épocas nas quais o país crescia anualmente a taxas que hoje caracterizam a economia chinesa, em torno de 10% ao ano, e também nas quais a inflação mascarava desperdícios. Isto ao menos nos principais centros urbanos do país e nas áreas que sempre exigiram qualidade e custos adequados na construção, como nos setores industriais de ponta, de petroquímica e, atualmente, também nas empresas de topo do agronegócio. Evidentemente, há uma parcela significativa de construtoras que continua a seguir o velho padrão, mesmo nos maiores centros. Mas, embora talvez ainda não tenham se dado conta, o seu prazo de validade está vencido.

A receita adotada pela construtora Lógica Engenharia dá as costas para as práticas obsoletas e privilegia conceitos gerais afinados com as práticas mais contemporâneas e que se revelaram, na prática, bastante corretas nesses 21 anos de existência da construtora. Em vez de mão de obra terceirizada, a aposta foi na valorização e qualificação de funcionários contratados. Não dizer amém ao cliente que procura impor materiais de segunda linha e não quer seguir as recomendações das normas para procedimentos de segurança como forma de reduzir custos, além de apresentar orçamentos rigorosos e bem-definidos, no lugar de planilhas malfeitas, que geram sobrepreço e trazem insatisfação na relação com o cliente, que deve ter a maior transparência possível nas informações sobre o andamento das obras, foram outros itens do receituário empregado. A adoção da gestão de processos descentralizada, gerando unidades com autonomia e poder de adaptação às melhores opções e práticas para cada obra, em seu contexto, aliada à conquista da certificação pela ISO 9001 e à obtenção do nível A no PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade – Setor Habitação) e à gestão por resultados, estimulando os colaboradores, em vez de impor práticas transmitidas oralmente e controles deficientes, comuns em empresas familiares, traduziu-se em competitividade, produtividade e qualidade, virtudes valorizadas pelos clientes.

A somatória dessas vantagens permitiu à empresa ocupar o posto de construtora que mais cresceu em seu segmento em São Paulo, em 2008 (revista Exame – Pequenas e Médias Empresas, 2009), e obter taxas de crescimento superlativas entre 2005 e 2008: 58,8% ao ano (2005 a 2007) e 27,3% ao ano entre 2006 e 2008. Essa receita implica evidentemente em planejamento rigoroso, requer gestão profissionalizada e atualização contínua nas melhores práticas construtivas e a adoção de procedimentos de qualidade, valorização e qualificação permanente dos funcionários colaboradores e parceiros e respeito aos clientes. Exige, claro, trabalho árduo e contínuo. Mas os resultados compensam: para a empresa, que consegue crescer e ter margens de lucratividade que adicionam sustentabilidade à sua operação; aos funcionários, colaboradores e parceiros, que garantem a manutenção e o aumento dos postos de trabalho e vantagens profissionais, e à sociedade, que obtém melhores obras, mais duráveis e de qualidade, portanto sustentáveis, em todos os sentidos, ao custo adequado.

Carlos Alberto Schalch Jr. é engenheiro e sócio-diretor da Lógica Engenharia, empresa fundada em 1988, com sede em São Paulo

COMPARTILHE:


Confira também:


Sustentabilidade

Maior estacionamento solar do Brasil está localizado em Palmas

São mais de 1.000 metros quadrados utilizados nesse projeto, onde foram necessários instalar 500 painéis solares de 350 watts, cada

Aftosa

Primeira etapa da campanha registrou índice vacinal de 99,13% do rebanho tocantinense

Com um rebanho total de 8.356.175 bovídeos, o Tocantins registra índice vacinal acima de 99% na primeira etapa da campanha contra aftosa que também marcou o início da retirada da vacina contra a doença.


TJTO

Ex-prefeito de Taguatinga é condenado por não repassar a banco dinheiro de empréstimos feitos por servidores

Em sua decisão, o magistrado destacou que a conduta do ex-gestor, em se omitir do dever legal e contratual, quebrou um contrato e violou flagrantemente normas legais


Campo

Secretário da Agricultura apresenta potencial agropecuário para árabes

César Halum destacou a vocação agropecuária do estado e a posição estratégica do Tocantins com viabilidade econômica para investimentos.


Interior

Arraiá de Miracema conta com a participação de quadrilhas do município e da Capital


Tonolucro

Empresa completa marca de 1 milhão de entregas e consolida cultura de delivery na capital


AL

Sessão solene nesta terça-feira homenageia nordestinos residentes em Palmas


Votação

Presidente da Assembleia garante limpar a pauta de votação antes do recesso


Justiça

Violência contra a mulher: Defensoria está pronta para meter a colher sim


CAU/TO

Campanha “Compartilhando a Caminhada” arrecada calçados para instituições filantrópicas



  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira