Saturday, 05 de December de 2020

GERAL


Araguaína

Caso Ana Carolina continua sem solução

18 Jul 2008

A psicopedagoga Evanilde Tenório está inconformada com o não desvendamento do crime brutal que dizimou a vida de sua filha, Ana Carolina, com 14 anos na época. O assassinato da garota, ocorrido dia 19 de maio de 2007, entra para a história de Araguaína como um dos crimes que mais tem sensibilizado a população. A família da vítima não se conforma com a situação e clama por justiça.

Na cidade, têm sido comuns os sucessivos manifestos populares de apoio à dor da família, pedindo justiça e mais atenção para o caso ainda não desvendado pela polícia local.

A situação vem deixando a família inconformada, já que não há pistas sobre quem teria desferido os 21 golpes de facas no corpo da adolescente. A mãe da vítima afirma que não houve perícia no local do crime, apenas tiraram fotos do corpo. Segundo ela, por esse motivo, ainda não se chegou ao autor do crime. Na época, afirma a psicopedagoga, “o celular da garota foi roubado e foi encontrado com outra pessoa que confirmou ter retirado o chip e jogado fora”. “Não sabemos até que ponto ele está envolvido ou se ele tem autoria no crime”, avalia a mãe da garota, afirmando ainda que, devido a isso, o caso ainda não foi desvendado.

Para ela, a polícia possui apenas pistas, suspeitas, mas não há provas suficientes, o que, na sua avaliação, evidencia a falta de empenho no caso, já que o Ministério Público, por meio de um Promotor, segundo ela, se manifestou afirmando que o caso não foi solucionado ainda devido a não realização de perícia. “A polícia deixa entender que não há prioridade para o caso”, desabafa.

Dona Evanilde Tenório, que recebe acompanhamento psicológico e psiquiátrico, afirma que a família está sempre em contato com a polícia e, sempre que cobra resultados da instituição, acaba ouvindo como justificativa que falta material para a realização dos trabalhos.

A mãe da garota diz que busca justiça e afirma que pretende empregar qualquer recurso, nem que para isso tenha que recorrer ao Governo do Estado. “Se a justiça da cidade não chegou a uma solução, então há falha no serviço. Espero que o Governo do Estado se manifeste sobre o caso, já que a polícia alega falta de material”, declarou.

Tia de Ana Carolina, a educadora Janisete Tenório é quem mais acompanha o caso e sempre cobra mais ação da polícia. Para ela, o caso não será solucionado sem a atuação de uma equipe de outro estado. “A polícia tirou fotos do local, mas nem ao menos avisou a família sobre a preservação do local do crime na época. O trabalho é pouco profissional, já que há despreparo dos que se dizem peritos, que sequer possuem o segundo grau”, declarou a tia, revoltada.

 

DEIC confirma perícia e admite que não atentou para alguns pontos

O Delegado Rérisson Macedo, do DEIC - Departamento Especial de Investigações Criminais de Araguaína, afirma que houve perícia no local, mas admitiu à reportagem que, na perícia, não teriam atentado-se para alguns pontos.  

Segundo ele, o caso corre em segredo de justiça, mas disse que é função da polícia é trabalhar com esse propósito. “É direito da família cobrar êxito no caso, e obrigação nossa atender esse desejo”, afirmou.

Quando assassinada, a garota residia no Setor Itatiaia, local povoado por pessoas ligadas ao tráfico de drogas, o que, para o delegado, reforça a suspeita de que o autor seja alguém atrelado ao tráfico. “Só vou descansar quando encontrar o autor do crime de Ana Carolina. É nosso dever continuar investigando”, anunciou.

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