Monday, 20 de January de 2020

GERAL


Conjuntivite

Clima seco propicia surgimento da doença

28 Apr 2010

As primeiras ventanias do ano anunciam o fim das chuvas e o início do clima quente e seco. Com a variação climática, explodem os casos de gripe, tosse, problemas respiratórios e de conjuntivite. Este último pode até virar epidemia no ápice da baixa umidade do ar. “Nesta época começam a surgir os surtos de conjuntivite. Saímos do tempo chuvoso, que é mais propício para quem está sujeito a ter a conjuntivite alérgica e entramos na época da seca, dos ventos fortes e da poeira, que favorece o surgimento das conjuntivites virais e bacterianas”, alerta o oftalmologista e articulista do O GIRASSOL, Dr. Márcio Adriano.

Devido as fortes ventanias, aliada a poluição do ar e a proliferação das bactérias e vírus, a conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras, fica sujeita a irritação, inflamando os vasos sanguíneos. “O forte calor também nos deixa mais expostos. Neste período do ano costumamos tomar banho de piscina e rio, que são meios de contaminação”, explica o oftalmologista.

Apesar de ser um problema comum e, na maioria das vezes de fácil tratamento e cura, a conjuntivite incomoda e pode causar uma grande irritação na visão. “As vezes é uma irritação simples, mas pode acontecer casos graves que necessite de cirurgia”, diz Dr. Márcio.

Os sintomas da doença são: ardência e coceira na região ocular, com sensação de corpo estranho (areia ou de ciscos) nos olhos, bem como um irritante lacrimejar, olhos vermelhos e sensíveis principalmente à claridade, e pálpebras inchadas, conforme explica o oftalmologista.  No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos doem, além de secretarem um insistente líquido amarelado.

Em geral, a conjuntivite viral acomete os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias.

O tratamento é feito através de pomadas e colírios que aliviam a dor e os sintomas da alergia, diminuindo o desconforto. “Qualquer irritação que se tem nos olhos é preciso consultar um médico. Muitas pessoas usam colírios que não são indicados para aquele tipo específico de conjuntivite que o paciente adquiriu. É importante lembrar que cada pessoa tem um tratamento diferente e que nunca se deve usar medicamento sem consultar um médico”, conta Dr. Márcio. Ele diz ainda, que alguns colírios são altamente contra-indicados, pois podem provocar sérias complicações e agravar o quadro. 
A contaminação do olho com bactérias ou vírus, se dá através das mãos (por manipulação do olho), por toalhas, cosméticos (particularmente maquiagem para os olhos) ou uso prolongado de lentes de contato. 


Sinais de alerta 

Se ocorrer algum destes problemas, procure imediatamente seu médico:  
 
• Alterações visuais.  
• Dor ocular intensa.  
• Dor ao movimentar os olhos.  
• Febre.  
• Não melhorar com a medicação.  
• Secreção continua após o término da medicação.  
• Aumento da sensibilidade à luz.  


Como Evitar 
 
Para combater uma epidemia é importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para a sua proteção e para evitar o contágio.  

Para prevenir o contágio:  Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).  
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.  
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).  
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos. 


Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente:  
 
• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos.  
• Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.  
• Não compartilhe toalhas de rosto.  
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.  
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho.  
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas.  
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.  
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação.  
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes.  
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.  
 
 
Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.  
 
 

Doenças respiratórias começam a surgir

Com a umidade relativa do ar em queda, foi registrado nos últimos três meses, um aumento de até 30% da procura nos postinhos de saúde de pacientes com problemas respiratórios, segundo a Secretaria de Saúde do Município (Semus). “Não há dúvida de que a procura tem aumentado a cada dia, principalmente por crianças de até dois anos e idosos acima de 60. A tendência é só piorar”, avisa o pneumologista Dr. Jesian Aguiar, que atende no Ambulatório Evangélico de Palmas.

Ele explica que a umidade do ar hoje (média de 60% a 70%) prejudica somente quem já tem problemas pulmonares. “Quem está mais sensível já começa a sentir. Mas no geral, chegamos a um estado crítico quando a umidade está em 30%”, completa Dr. Aguiar.

Outro ponto que chama a atenção no serviço público de saúde são as renites alérgicas. Neste período do ano, muitas pessoas que pensam estar sempre com resfriado, na verdade, tem a doença, que se caracteriza por obstrução do nariz freqüente, espirros repetidos e coceira no nariz, olhos, garganta ou ouvidos. Isto, com o clima seco, tende a se agravar uma vez que o oxigênio entra mais seco pelo nariz, levando à inflamação e produção excessiva de secreção, explica Dr. Aguiar. “A renite é caracterizada por uma irritação mais fugaz, enquanto que a gripe causa febre e dor no corpo”, explica o pneumologista.  


Veja como evitar problemas respiratórios:
 
- Tome bastante líquido, de preferência água, para hidratar o corpo; 
 
- Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos; 
 
- Durma em local arejado e umedecido. Pode-se utilizar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos; 
 
- Planeje as atividades físicas para o período da manhã (até as 10h) ou para o fim da tarde (depois das 17h);  
 
- Proteja-se da exposição ao sol no período das 10h às 17 horas; 
 
- Use roupas leves, principalmente quando a temperatura estiver acima de 28°C; 
 
- Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele; 
 
- Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação; 
 
- Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado.

COMPARTILHE:


Confira também:


Nacional

Polícias mudam rotina para se adequarem à Lei de Abuso de Autoridade

Corporações estão deixando de divulgar fotos de pessoas sem condenação


  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira