Monday, 13 de July de 2020

GERAL


Aumento

Conceltins quer esclarecimento

14 Jul 2010

Mesmo com seu grande potencial hídrico, o valor da energia no Tocantins volta a subir. De R$ 0,38 o kWh, os consumidores pagarão agora R$ 0, 42 o kWh. Apesar das constantes reclamações, esse preço passou a valer a partir do dia 4 de julho, conforme explica o presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Celtins (Conceltins), Silvan Portilho. “As próximas contas que chegarem às casas dos tocantinenses virão com um aumento de 8,4% para os consumidores de baixa tensão e 7,6% para os demais”, conta, lembrando que essa é a tarifa de consumo sem o ICMS e outras taxas, que simultaneamente ficarão mais caras.

Na última semana, Portilho esteve em Brasília para protocolar pedido de esclarecimento na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre os elementos que definiram o índice médio de reajuste da tarifa do Estado. “Não entendemos a causa da Aneel ter dado um aumento tão grande para a Celtins. Ela pediu 7,4% e deram 7,6%. Queremos uma explicação”, intriga-se. Segundo Portilho, a consultoria contratada pelo conselho identificou alguns pontos que devem “ser mais bem esclarecidos”. Para ele, existem dúvidas com relação ao posicionamento da Aneel.

O conselho é formado por um representante das áreas comercial (no caso de Portilho), residencial, industrial, rural e pública. Seu trabalho é fiscalizar e acompanhar a transmissão, distribuição e cobrança da energia elétrica.

Com o aumento das temperaturas e da tarifa, o consumidor deve se preparar para uma conta mais alta nos próximos meses. “Este é o período do ano em que se mais gasta energia, por causa do forte calor. Tem que estar preparado”, alerta.

Cobrança
O presidente explica que, entre os pontos, o que gera mais dúvida diz respeito às TUSDg (Tarifas de Uso dos Sistemas de Distribuição) aplicáveis às centrais geradoras. Segundo o consultor Jenner Ferreira, “embora a Aneel sempre utilize metodologias técnicas, chamou muita atenção o fato do órgão autorizar um repasse 700% acima do pedido pela concessionária em um dos itens da composição da tarifa, alegando equilíbrio econômico-financeiro”.

Ainda segundo o consultor, “a concessionária certamente possui corpo técnico qualificado para se preocupar com seus resultados econômico-financeiros e se esses técnicos entenderam que o pedido já contemplava esse equilíbrio”, não havendo, portanto, motivo para um aumento bem maior do que o solicitado nesse item.

O conselho entende que este é o momento para se posicionar perante a agência e cobrar, de forma politicamente independente e tecnicamente segura, esclarecimentos que satisfaçam a população do Estado. “Estamos apenas iniciando nossos contatos com a Aneel, porém, precisamos e estaremos mais atentos às questões da energia em nosso Estado para que tenhamos respeitada a modicidade tarifária, em equilíbrio com a qualidade do serviço prestado pela concessionária”, afirma Portilho.

Nesta semana, Portilho voltará  a Brasília para acompanhar a repercussão do pedido, mas avisa o consumidor que “dificilmente esse valor será modificado”. “ Foi o Governo Federal que determinou, o aumento já foi dado”, finaliza. (Com informações do Conceltins)

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