Saturday, 05 de December de 2020

GERAL


Osteoporose

Doença é comum em idosos, mas pode ser amenizada

06 Aug 2008

A doença que atinge grande parte dos idosos é caracterizada pela fragilidade óssea, ou seja, os ossos tornam-se porosos, frágeis e, conseqüentemente, mais susceptíveis a fraturas, tanto espontâneas como por quedas. A osteoporose atinge principalmente mulheres em pós-menopausa devido à queda da produção do hormônio feminino, o estrógeno, que faz com que os ossos percam cálcio e fiquem porosos como uma esponja.

Normalmente a osteoporose não apresenta sintomas. A descoberta da doença se dá após alguma fratura, mas o Dr. Fauster Balestra, geriatra, recomenda que, a partir dos 30 anos, idade em que a qualidade óssea atinge seu pico, as mulheres iniciem um acompanhamento com um especialista.

O diagnóstico é feito por meio de um exame que mede a qualidade óssea do paciente, a densitometria óssea, que já é um exame de rotina em pacientes idosos. Após o diagnóstico, o tratamento da doença é feito através da reposição de cálcio pelo uso de medicamentos específicos que fixam o cálcio aos ossos.

Dr. Fauster alerta a importância no cuidado com os idosos. “O cuidado com o idoso deve ser reforçado. É muito importante a instalação de corrimões e também de piso antiderrapante, principalmente no banheiro de casa”, recomenda. O especialista afirma que grande parte da morte de pacientes com osteoporose se dá após alguma fratura. “O paciente que sofre uma fratura provocada por queda tem uma grande redução na qualidade de vida. Geralmente este paciente fica de cama, o que gera depressão e outras doenças. Normalmente a causa da morte desses pacientes é a pneumonia”, lamenta o especialista, que ainda reforça as dificuldades que a família enfrenta com o cuidado a esses idosos.

Devido a essas dificuldades, Dr. Fauster recomenda a adoção de hábitos saudáveis, tanto para a melhora na qualidade de vida dos doentes como para a prevenção da doença. Segundo ele, fumo, álcool e café são itens que devem ser excluídos, já que inibem a produção de cálcio pelo organismo. O paciente também deve aumentar a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados. Além disso, a prática de exercícios físicos é uma recomendação do doutor e também de profissionais da área de Educação Física.

Leonardo Maximiano, professor de Educação Física, também recomenda o exercício físico como meio de prevenção e tratamento da doença. Segundo ele, a caminhada seria o exercício mais recomendado a pessoas idosas com osteoporose, já que o mínimo de impacto que a caminhada oferece é suficiente para estimular a produção de cálcio nos ossos. “Mas as condições físicas de cada pessoa devem ser avaliadas individualmente”, adverte o educador físico, que recomenda: “quanto mais cedo a pessoa adquirir o hábito de praticar exercícios físicos, melhor será sua qualidade de vida na terceira idade”.

Maria de Lourdes do Carmo, de 54 anos, tem osteoporose. A doença foi diagnosticada há cinco anos e, desde então, dona Maria de Lourdes procura seguir cuidadosamente as orientações dadas por seu médico. Ela pratica hidroginástica e faz reposição de cálcio. Dona Maria garante que, desde que começo a reposição, tem se sentido rejuvenescida, física e mentalmente. Já Dona Heloísa Dias, de 67 anos, descobriu, há seis anos, que tinha osteoporose, devido a três fraturas que sofreu. Desde que iniciou a prática de exercícios físicos regularmente, dona Heloísa afirma que sua vida teve uma grande melhora. “Tenho me sentido mais disposta e muito mais alegre”, afirma.

 

Só para a “melhor idade”

Um programa de qualidade de vida promovido pelo Sesc para pessoas da terceira idade tem o foco, dentre outras coisas, na prática de atividades físicas como prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida. O programa atende a pessoas com idade a partir de 55 anos e oferece aos idosos atividades como ioga, musculação e hidroginástica. Além dos esportes, o programa envolve atividades culturais, lazer e turismo. “Podemos perceber que a socialização do idoso e a prática de exercícios trazem a eles uma melhora em sua auto-estima e no condicionamento físico”, afirma a professora de hidroginástica do programa, Evanilda Lima.

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