Wednesday, 20 de March de 2019

GERAL


Aprovados no Concurso

Em momento de restruturação da Segurança Pública, aprovados cobram calendário de convocação

03 Dec 2018    10:40

A desoneração na folha de pagamento da Polícia Civil, com todas as aposentadorias concretizadas neste ano, e ainda o falecimento de um escrivão da corporação, gerou uma economia de R$ 634.320,08 para os cofres públicos em 2018. Com o montante, o Estado teria condições de nomear os 95 aprovados no último concurso da instituição, que foi realizado ainda em 2014. 

Isso porque, segundo um levantamento feito pela Comissão Geral dos Aprovados no Concurso da Polícia Civil, os remanescentes custariam para a folha um total de R$ 856.216,75. Desta forma, faltariam apenas R$ 221. 896, 67 para completar o salário dos futuros servidores públicos. 

Diante dos dados, a Comissão Geral aposta que este é momento ideal para se estabelecer um cronograma de convocação dos candidatos, já que a Segurança Pública no Estado passa por uma reestruturação, conforme anunciou o governador Mauro Carlesse (PHS) nas últimas semanas.

Com uma estrutura prevista em Lei de 2344 cargos, a Polícia Civil do Tocantins tem um número, 309 destinado para peritos oficiais, somando 217 peritos criminais. Porém, apenas 182 vagas dessa área estão sendo ocupadas, o que gera uma vacância de 35 cargos. No caso dos médicos legistas, a pasta tem 92 postos, mas só 71 estão sendo preenchidos, portanto faltam 21 pessoas para completar o quadro.

Como se não bastasse o déficit que, consequentemente gera atraso nas investigações, a estrutura da Segurança Pública ficará ainda mais defasada nos próximos meses. De acordo com levantamento da comissão Geral dos Aprovados no Concurso da Polícia Civil, 8 peritos, 4 delegados, 4 escrivães, 1 papiloscopista e 10 agentes já se aposentaram neste ano. Contabilizando as aposentadorias e desistência de quatro aprovados para o cargo de delegados, 5 para o cargo de escrivão e três pedidos de exoneração também para o cargo de delegado geram uma grande economia para o Estado.

Os dados ainda mostram que o total necessário para concluir o processo seletivo para todos os cargos, gira em torno de R$ 221. 896, 67, que serão providos apenas pelas aposentadorias dos Peritos Oficiais que ocorrerão ainda neste ano.

“Quando fazemos as contas e colocamos tudo na ponta da caneta, percebemos que o Estado tem condições de chamar, o mais rápido possível os aprovados. Acredito que o governador deveria olhar com muita atenção, agora, para esses remanescentes, pois na restruturação da segurança, a sociedade não pode ficar desassistida e uma forma da Polícia Civil executar melhor seu trabalho, é, com certeza, um quadro de pessoal capaz de atender a população e não a falta de investigações e conclusões de laudos, devido ao déficit de servidores”, ressalta Diego Borges de Abreu, aprovado para o cargo de perito criminal.

A comissão lembra que no concurso de 2014 foram ofertadas apenas 80 vagas para o cargo de perito criminal, destas 55 candidatos tomaram posse. Este número é praticamente o quantitativo de aposentados de 2014 mais os que deixarão os cargos até o final de 2018. “Os dados apontam que consequentemente a Polícia Civil terá uma defasagem ainda maior no quadro de pessoal, o que resultará, em menos segurança para população e mais demora na resolução dos inquéritos. Por isso o Estado precisa desta atenção”, enfatiza Borges.

O candidato ainda aposta que a solução mais viável para desafogar a demanda existente hoje na polícia, seria a convocação imediata dos aprovados no certame. “Nos preparamos e estudamos muito para termos a tão sonhada nomeação. Entendemos as dificuldades financeiras do Estado, mas não é reduzindo o quantitativo na Polícia Civil que iremos ter um estado mais seguro e assistido em relação aos crimes”, aposta.

Concurso

Mais de 60 candidatos remanescentes do concurso da Polícia Civil foram nomeados em junho. O ato foi publicado no Diário Oficial do dia 28 de maio, com efeitos a partir daquela data. Com isso, 12 peritos, 22 delegados e 26 escrivães passaram a integrar o quadro da Segurança Pública do Estado.

Porém, mesmo com a nomeação por parte do governador Mauro Carlesse, o quantitativo de candidatos que tomam posse representa apenas um terço dos remanescentes que aguardam a convocação. Somando os cargos ainda ficam no aguardo 95 candidatos.

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