Tuesday, 18 de February de 2020

GERAL


Economia

Endividamento na capital permaneceu estável em janeiro

13 Feb 2020

O endividamento dos palmenses permaneceu estável em janeiro conforme demonstra a pesquisa que mede o endividamento e inadimplência dos consumidores de Palmas, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Fecomércio Tocantins. No referido mês a pesquisa aponta que 70,2% dos entrevistados estão endividados, 13,3% dos endividados estão inadimplentes e 0,5% não terão condições de quitar suas dívidas.

Quando é realizada a comparação com o mês de dezembro, o índice apresenta queda de 0,8%. Já quando comparado a janeiro de 2019, houve um aumento de 1%.

Nacionalmente, a pesquisa mostrou que houve queda em janeiro de 2020 de menos de 1%. Também foram registradas quedas em relação ao total de famílias com dívidas ou contas em atraso (de 24,5% para 23,8%) – pelo terceiro mês consecutivo – e no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes (de 10% para 9,6%).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o endividamento permanecer em um patamar elevado, a queda nos indicadores de atraso e inadimplência reforçou que as dívidas têm sido compatíveis com a renda das famílias. “As melhores condições do crédito têm permitido a ampliação desse mercado ao consumidor, que vem tendo mais segurança para comprar por conta da melhora recente do mercado de trabalho, confirmada pelos últimos indicadores econômicos”, afirma.

Em Palmas, 63% dos consumidores entrevistados consideram-se pouco endividados. Dentre as principais dívidas continuam no ranking, o cartão de crédito, líder absoluto com 80,3%, seguido de financiamento de carro com 21,9% e carnês que representam 19,8%.

O presidente interino do Sistema Fecomércio Tocantins, Domingos Tavares, alerta sobre dívidas com juros altos. “Nós sabemos que o cartão de crédito quando bem usado traz benefícios, mas se não, ele é um grande vilão. Os juros praticados nesse tipo de crédito são muito altos, o consumidor deve evitar pagar somente a parcela mínima e quitá-lo em sua totalidade e ainda dentro do prazo. O mesmo equivale para os carnês próprios de lojas”, explicou.

A pesquisa mostra ainda que 42,6% dos palmenses tem dívidas atrasadas por um período de 30 a 90 dias. O tempo médio de atraso neste mês foi de 48,6 dias. Já com relação ao comprometimento com a dívida, 42,2% disseram ter dívidas por mais de um ano, sendo o comprometimento médio de 8 meses. Por último temos o comprometimento da renda familiar com dívidas, 74,9% comprometem de 11 a 50% de sua renda com esse tipo de débito. A média de comprometimento da renda família com dívidas em janeiro foi de 32,8%.

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