Tuesday, 07 de April de 2020

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Hipocondria, o transtorno que gera muito sofrimento

19 May 2009

Caracterizada como uma preocupação exagerada da pessoa com seu estado de saúde, a hipocondria é conhecida desde o século 4 a.C. Os primeiros estudos sobre esse transtorno foram realizados por Hipócrates, o pai da Medicina, que o associou à melancolia. A maioria das pessoas que sofre de hipocondria apresenta tendência a depressão e ansiedade.

O hipocondríaco acredita que possui pelo menos uma doença física grave, progressiva e com sintomas determinados, ainda que exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Para Rubens Volich, psicólogo e psicanalista, autor do livro Hipocondria: impasses da alma, desafios do corpo, o transtorno é uma forma de o homem Médicos tendem a não se interessar pelas queixas

Para os hipocondríacos, a crença de que há algo errado com o seu corpo interfere no dia a dia, causa angústia e depressão. Segundo Joel Rennó Júnior, doutor em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP), nesses casos, a doença imaginária provoca um sofrimento verdadeiro.

"Há situações em que o quadro perdura por anos devido à falta de interesse dos profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco", afirma o médico, acrescentando que a hipocondria não é considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porque não apresenta um conjunto claro de sintomas.

Rennó Júnior adverte que o problema pode ser tão preocupante a ponto de hipocondríacos insistirem que estão doentes e convencerem os médicos, que cedem às queixas. Segundo o médico, a hipocondria pode ser tratada com psicoterapia e uso de antidepressivos e ansiolíticos (tranquilizantes). O especialista deve investigar a possível concomitância com outros transtornos de ansiedade, como o pânico ou a depressão. Mas muitos hipocondríacos resistem à ideia de consultar um psiquiatra e partem para a automedicação, que pode levar a intoxicações e efeitos colaterais.

Já a Síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, tratamento e simpatia. O paciente com Munchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.

Segundo o psicanalista, quando a pessoa passa a se sentir doente sem motivo, é possível entender o problema como um pedido de atenção. Volich acrescenta que o ideal seria o médico perguntar sobre a história de vida desse paciente para descobrir, possivelmente, que as queixas nasceram de uma experiência marcante e mal resolvida. (Informações do jornal do Senado)

 

O medo constante de adoecer

O psicólogo Rubens Volich relata que o termo hipocondria vem do grego hypochóndrion – o hipocôndrio –, que reveste a cavidade gástrica, abrigando intestinos, estômago e baço. De acordo com a teoria dos humores, de Hipócrates, a hipocondria estava associada à melancolia, considerada uma doença nervosa com origens no hipocôndrio.

Volich descreve os pacientes com sinais de hipocondria como aqueles que demonstram medo constante de adoecer, contaminar-se ou desenvolver uma doença grave. Segundo ele, a hipocondria se manifesta em 3% a 4% de todos os pacientes que procuram um consultório, com uma leve predominância da incidência entre os homens. A manifestação do transtorno é reconhecida na adolescência e passa a ser mais frequente a partir da quarta ou quinta década de vida.

O médico Rodrigo Marot, especialista em Psiquiatria pelo Instituto Philippe Pinel, do Rio de Janeiro, diferencia o hipocondríaco daquelas pessoas que passam por uma doença grave e, após se restabelecerem, ficam sensibilizadas com o ocorrido, preocupando-se demais. Segundo o psiquiatra, nesses casos, se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não se trata de hipocondria. (Informações do jornal do Senado)

 

 

Médicos tendem a não se interessar pelas queixas

Para os hipocondríacos, a crença de que há algo errado com o seu corpo interfere no dia a dia, causa angústia e depressão. Segundo Joel Rennó Júnior, doutor em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP), nesses casos, a doença imaginária provoca um sofrimento verdadeiro.

"Há situações em que o quadro perdura por anos devido à falta de interesse dos profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco", afirma o médico, acrescentando que a hipocondria não é considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porque não apresenta um conjunto claro de sintomas.

Rennó Júnior adverte que o problema pode ser tão preocupante a ponto de hipocondríacos insistirem que estão doentes e convencerem os médicos, que cedem às queixas. Segundo o médico, a hipocondria pode ser tratada com psicoterapia e uso de antidepressivos e ansiolíticos (tranquilizantes). O especialista deve investigar a possível concomitância com outros transtornos de ansiedade, como o pânico ou a depressão. Mas muitos hipocondríacos resistem à ideia de consultar um psiquiatra e partem para a automedicação, que pode levar a intoxicações e efeitos colaterais.

Já a Síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, tratamento e simpatia. O paciente com Munchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato. (Informações do jornal do Senado)

 

Saiba mais


Qualquer sinal ou dor deflagram ansiedade

- O hipocondríaco tem grande sensibilidade para identificar movimentos, sons, ruídos e outros sinais do corpo que passariam despercebidos para a maioria das pessoas.

- Dá importância demais a qualquer sinal físico ou dor, costuma ficar ansioso e temeroso.

- Tem a impressão de que qualquer dor ou desconforto é sinal de doença grave.

- Toma remédios com frequência, sem prescrição médica.

- Tem necessidade de consultar diversos médicos, apesar de vários deles terem feito o mesmo diagnóstico com base nos resultados dos exames. Geralmente anda com inúmeros exames arquivados em pastas nas suas peregrinações pelos profissionais.

- Vive com a suspeita constante de ser portador de alguma enfermidade grave.

- Tem compulsão por conversar com pessoas doentes para comparar sintomas e mal-estares.


 

 

Teste aponta quem pode ter a doença

O teste abaixo se chama Índice de Whiteley. É aceito mundialmente para avaliar a possibilidade do diagnóstico de hipocondria. Na versão feita pelo médico Joel Rennó Júnior, cada resposta afirmativa vale um ponto. Quem responder sim a oito ou mais das 12 perguntas deve procurar ajuda de um psiquiatra.


- Preocupa-se o tempo todo com a possibilidade de alguma doença séria?

(   ) sim     (   ) não

- Sofre de dores e sintomas variados?

(   ) sim     (   ) não

- Presta muita atenção a tudo que acontece no seu corpo?

(   ) sim     (   ) não

- Está muito preocupado com a saúde?

(   ) sim     (   ) não

- Tem sintomas de doenças muito graves com frequência?

(   ) sim     (   ) não

- Ao ser informado de alguma doença grave (pela mídia), preocupa-se com a possibilidade de adoecer?

(   ) sim     (   ) não

- Quando está doente, preocupa-se e incomoda-se se alguém diz que você já está melhor?

(   ) sim     (   ) não

- Está acometido com sintomas diferentes?

(   ) sim     (   ) não

- Costuma até duvidar de si mesmo e buscar outras razões?

(   ) sim     (   ) não

- Custa a acreditar no médico quando ele afirma que você não tem nenhuma doença?

(   ) sim     (   ) não

- Tem a sensação de que as pessoas não levam a sério a sua doença?

(   ) sim     (   ) não

- Tem convicção de que a sua preocupação com saúde é maior que a dos amigos?

(   ) sim     (   ) não

- Acredita que há algo no seu corpo que está funcionando mal?

(   ) sim     (   ) não

- Tem medo de alguma doença?

(   ) sim     (   ) não

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