Thursday, 13 de August de 2020

GERAL


Saúde Pública

II Fórum de Discussão contra Calazar supera expectativas, diz organização

16 Sep 2009

A Leishmaniose Visceral Canina, popularmente conhecida como Calazar, foi a pauta do II Fórum de Discussão contra a doença que aconteceu em Palmas no ultimo sábado, 12. 

O Fórum foi organizado pela médica veterinária Lucilândia Maria Bezerra, presidente da Anclivepa-TO, Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Estado do Tocantins. De acordo com Lucilândia, o evento que contou com palestras e mesa redonda para a discussão do assunto, superou as expectativas. "Contamos com a presença de mais de 80 pessoas", comemora a veterinária. 

No fórum, foi abordado o controle da leishmaniose visceral canina seguindo a linha de estudos iniciada no primeiro fórum, onde foi discutida a questão do diagnóstico. "As palestras foram extremamente interessantes e de alta qualidade. Tivemos um ótimo aproveitamento", relata Lucilândia. 

No final do evento, foi realizada uma mesa redonda com a participação expressiva do público presente. "No próximo ano continuaremos as discussões sobre a leishmaniose e, com certeza, teremos um público bem mais expressivo", acrescenta. De acordo com a veterinária, "o objetivo da Anclivepa-TO é continuar as discussões sobre a doença, que vem se expandindo não só no nosso estado mais em todo mundo". 

A veterinária alerta que a doença continua fazendo muitas vítimas em Palmas e o problema ainda não tem solução. "Nosso objetivo principal é levantarmos a discussão a cada ano para que possamos definir estratégias para um controle mais efetivo contra a doença", justifica.

De acordo com Lucilândia, apesar do empenho dos profissionais da área de saúde e do CCZ (Centro de Controle da Zoonose) na prevenção e controle da doença, as ações ainda não são suficientes. A veterinária acredita que campanhas fortes explicando os perigos e sintomas da doença e como preveni-la seriam eficientes para reduzir o alto índice de contaminação.

O fórum contou com o apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Tocantins - CRMV-TO, da Hertape Calier e da Schering Plough.

 

 

O que é a Leishmaniose ou Calazar?

O Calazar - ou Leishmaniose - é uma doença causada por um protozoário que atinge os cães, animais silvestres e humanos. A doença é transmitida através da picada do mosquito vetor que se procria em locais onde há calor e umidade, principalmente em locais com materiais orgânicos, como é o caso dos lotes vazios. 

A doença pode se manifestar de duas formas diferentes. A primeira delas é a visceral, que atinge os órgãos internos como fígado baço e intestino. Nesse caso, a pessoa infectada apresenta febre, dores e aumento abdominal. 

O grande problema, no entanto, é o diagnostico já que, muitas vezes os sintomas se confundem com os da dengue ou da hepatite, e se não tratada correta e precocemente, a doença pode levar a óbito. 

No animal, o diagnóstico é ainda mais complicado. O calazar só é perceptível pelo emagrecimento progressivo, aumento do baço e fígado e o crescimento exagerado das unhas, o animal não manifesta sintomas da doença.  

A segunda forma de manifestação é a tegumentar, que causa ferimentos na pele que, em humanos, podem ser confundidas com câncer ou ferimentos causados por picadas de insetos. 

 

Como prevenir

A população deve tomar certos cuidados para prevenir a incidência do Calazar tanto em animais como em humanos. A principal medida deve ser a conscientização e os cuidados com a higienização dos quintais e lotes vazios com lixo e material orgânico, já que os focos de proliferação do mosquito são nesses locais. "A doença é muito grave e tem feito muitas vítimas em Palmas, principalmente crianças e idosos, mas com ações efetivas, pode ser controlada", explica Lucilândia.

A veterinária também ressalta que é importante o uso de coleiras inseticidas e o acompanhamento regular do animal pelo veterinário, solicitando, pelo menos a cada seis meses, um check-up com exames específicos para o calazar. A dedetização realizada pela equipe do CCZ também é extremamente importante para controlar a transmissão da doença. "Mas essas ações ainda não estão sendo suficiente, por isso o Fórum irá discutir estratégias para um controle mais efetivo", justifica Lucilândia.

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