Monday, 17 de February de 2020

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Empreendedorismo

Israel planta centro cibernético no deserto

08 Mar 2015

Gwen Ackerman, da Bloomberg (reprodução de AlefNews)

Israel está pintando o deserto de verde - de cáqui, para ser exato. Dezenas de milhares de militares estão sendo transferidos de Tel Aviv para incentivar a criação de um centro urbano moderno perto de um núcleo de segurança cibernética em desenvolvimento no Deserto de Negev. Um plano de US$ 20 bilhões está transformando Beer Sheva, a única cidade do vasto deserto, em uma frente fundamental nos crescentes conflitos cibernéticos do mundo, e não apenas em um alvo para os foguetes palestinos lançados desde a vizinha Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quer aproveitar a demanda de empresas e governos por defesas reforçadas contra ataques virtuais de inimigos anônimos.

"O maior desafio para Israel é desenvolver o Negev", disse Rubik Danilovich, prefeito de Beer Sheva. "Se você pegar o mapa de Israel e dobrá-lo pela metade, Beer Sheva é o centro geográfico de Israel. Nós queremos que tenha atrativo e visão de futuro". Dominar o Negev tem sido um dos mitos fundadores do Estado judaico. O primeiro chefe de governo de Israel, David Ben Gurion, tomou como prioridade o assentamento da região, meta que levou ao desenvolvimento de avanços agrícolas como a irrigação por gotejamento. No século 21, os kibutzim e as laranjas foram substituídos pelas cidades e pela tecnologia de ponta.

A tecnologia contribui com cerca de metade das exportações industriais de Israel. As vendas no exterior representam cerca de um terço do PIB. Israel é conhecida como "Nação empreendedora", apelido cunhado no livro que leva esse título e foi publicado em 2009. As exportações de produtos de segurança cibernética totalizaram US$ 3 bilhões em 2013, ou cerca de 5% do mercado mundial. Ataques de hackers custam à economia mundial até US$ 575 bilhões por ano, segundo um estudo do McAfee Inc.

Beer Sheva, com 220.000 habitantes, é uma obra em andamento. Os investimentos estão chegando antes da mudança dos militares. Guindastes pontilham o horizonte de prédios baixos. Edifícios de apartamentos cobertos de tinta amarela descascada e reboco branco em volta de pátios arenosos tampados por lonas enceradas estão compartilhando os bairros com uma quantidade crescente de arranha-céus de aço e vidro. O Gabinete de Netanyahu aprovou o plano para mudar as bases militares para o sul. O primeiro-ministro, que é candidato à reeleição em 17 de março, disse que a medida marca o começo de uma "grande revolução" no Negev. Ainda falta muito para que o desenvolvimento cibernético atraia mais indústrias e torne realidade o sonho do prefeito Danilovich, de transformar Beer Sheva em uma cidade metropolitana. Desde que ele tomou posse em 2008, três conflitos com Gaza, a 40 quilômetros de distância, converteram Beer Sheva em alvo de ataques de foguetes, o que interrompeu o desenvolvimento durante meses.

A mudança para o sul dos militares e de empresas como a EMC Corp., a IBM e a Lockheed Martin Corp. leva a promessa de gerar empregos de qualidade a uma cidade onde menos de 40% da população está empregada, em comparação com cerca de metade em Tel Aviv e Haifa. Também poderia frear a migração dos cerca de 8.000 estudantes de Engenharia que estudam em faculdades em Beer Sheva. Enquanto a região se prepara para se transformar em um centro de combate aos ataques cibernéticos, uma escola de ensino médio com foco na segurança da internet está sendo construída, bem como um segundo hospital e bairros de caráter mais residencial, em meio às expectativas de que a população do Negev cresça rapidamente de quase 610.000 habitantes hoje para cerca de um milhão até 2020. "Quando dá certo, o desenvolvimento econômico é como torcer por um time de futebol", disse Erel Margalit, legislador do Partido Trabalhista, diretor do grupo de lobby pelo Negev e fundador da Jerusalem Venture Partners. "Ele congrega todo mundo em uma grande mensagem de crescimento".

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