Monday, 06 de April de 2020

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Saúde

Janeiro Roxo: Pacientes com hanseníase relatam histórias de preconceito e superação

24 Jan 2020
Divulgação Janeiro Roxo: Pacientes com hanseníase relatam histórias de preconceito e superação

Quando o assunto é hanseníase, o município de Palmas é referência. Esta é a constatação do coordenador técnico de Hanseníase e Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Pedro Paulo, que também coordena a Campanha Janeiro Roxo, com diversas ações de conscientização sobre a doença nos Centros de Saúde da Comunidade (CSC).

 

Agenda de consultas com os familiares dos pacientes, palestras nas salas de espera para atendimento, avaliação de novos casos e busca de pacientes faltosos ou em abandono de tratamento, são algumas das ações que estão sendo intensificadas durante a Campanha. De acordo com Pedro Paulo, tudo isso serve para combater os mitos e preconceitos sobre a doença, que atinge inclusive os próprios pacientes.

 

O coordenador afirma que Palmas tem se tornado referência para detecção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos de hanseníase, uma vez que são realizadas as capacitações dos profissionais de saúde e a descentralização para atendimento dos pacientes. “Nós contamos com uma médica e uma fisioterapeuta especialista em hanseníase, ou seja, profissionais que atuam no âmbito do poder público com um nível de expertise que não é tão comum em muitos outras regiões do Brasil. Além disso, os Centros de Saúde possuem rotinas semanais e mensais para atender os pacientes em tratamento”, pontua.

 

Preconceito

 

O preconceito é uma das principais barreiras para quem sofre da doença. A manicure Jacyele Kelly, de 23 anos, sabe muito bem o que é isso. Quando suspeitou que estava com hanseníase, foi ameaçada de perder o emprego no salão de uma amiga. Decidiu pedir demissão antes e buscou tratamento, primeiro no CSC do Aureny II e depois, no CSC Loiane Moreira, mais perto da sua nova residência.

 

A manicure considera as ações de conscientização dos CSC importantes para combater o preconceito em torno da doença, principalmente sobre o contágio. “Tem gente esclarecida que acha que só de pegar na mão passa hanseníase”, conta, lembrando de uma situação em que lhe disseram que sua profissão poderia ter sido a causa da doença. Um engano clássico.

 

A literatura médica assegura que a hanseníase não é altamente contagiosa, e que sua transmissão se dá principalmente por meio nasais e orais durante contato próximo e prolongado com pessoa que tem a doença e não recebeu tratamento. Provavelmente é o que aconteceu com Jacyele Kelly, já que seu marido, sogra, prima e cunhado também foram diagnosticados com a doença.

 

Superação

 

Pacientes com hanseníase também vivem histórias de superação, que só são possíveis com o apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde. Isso é o que acontece há quatro meses com a funcionária pública Maria Eliane, de 43 anos. Ela foi diagnosticada quando se tratava de outra enfermidade. A baixa imunidade é um dos quadros que favorece a infecção pelo bacilo de Hansen, causador da doença.

 

Apesar de aceitar que estava doente e de decidir que iria se tratar, Maria Eliane enfrentou baixas emocionais, dores físicas e reações adversas aos medicamentos, como enjoos e anemia. Porém, seu maior medo foi repassar a doença para seu filho de 16 anos, o que não foi possível evitar. É muito comum a doença se alastrar entre familiares que convivem.

 

Eliane atribui o apoio do CSC como fundamental para superar as dificuldades que viveu com a hanseníase. “A unidade de saúde, os funcionários são muito importantes. Vamos dizer assim, que eles são a porta de entrada e a porta de saída, porque por meio do Centro de Saúde eu consigo ter todo um apoio, seja medicação ou os meus exames. O apoio do profissional que está me atendendo aqui, os profissionais dessa unidade (Loiane Moreira) são todos muito bem capacitados, sabe? E assim eles acolhem a gente com muito amor, então tudo isso faz um diferencial muito grande para um paciente de hanseníase”, relata.

 

Tem cura

 

A hanseníase é uma doença neurológica com acometimento na pele e que pode comprometer a função de nervos, principalmente sensitiva e motora. Isso significa que os pacientes podem ter perda de sensibilidade de temperatura, inflamação nos nervos e manchas na pele.

 

Todos os CSC de Palmas possuem meios para detectar casos de hanseníase e encaminhar para o tratamento adequado com duração de seis meses a um ano, conforme a necessidade e especificidade de cada paciente. Pedro Paulo lembra que a hanseníase tem cura e seu tratamento é totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde. “A gente tem que enfatizar que as pessoas precisam conhecer mais sobre a doença e nada melhor do que vir a uma unidade de saúde com profissionais capacitados para falar sobre o tema. A hanseníase é uma doença totalmente curável e hoje Palmas é um polo de referência em tratamento”. (Ascom/Semus). 

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