Monday, 20 de January de 2020

GERAL


Homofobia

Morte de travesti retoma discussão

27 Apr 2010

Após o assassinato na última quarta feira, 21, da travesti Adalbeto Aberto, 19 anos, conhecido como Robertinho, que morreu a golpes de estilete no pescoço e nas costas, a Associação Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual – Giama, abriu em Palmas o debate em torno dos crimes homfóbicos. “ Nós registramos nos últimos oito anos, 22 casos de crimes homofóbicos em Palmas. Destes, sete eram travestis”, diz o presidente do Giama, Silvano Mota. Segundo ele, as mortes envolvendo as travestis são as mais violentas. “ Geralmente não tem testemunha. Ela acontece de madrugada e em locais pouco freqüentados. São assassinados com fortes características de ódio”, completa Silvano. Robertinho foi encontrado morto na Quadra 704 Sul, alameda 22. Segundo informações da polícia, a vítima teria sido arrastada por cerca de 100 metros do local onde trabalhava fazendo programas à noite. Silvano diz que “estiletes e giletes” são objetos característicos de travestis, e que não se descarta a possibilidade da morte envolver outras travestis. “Pode ter sido uma vingança ou uma briga por ponto. Ainda está sendo feita a investigação e o culpado não foi encontrado”, conta o presidente do Giama, que acompanha todos os casos de mortes envolvendo homossexuais na Capital. A polícia ainda não possui nenhum

O vereador Bismarque do Movimento (PT) protocolou na Câmara Municipal de Palmas em outubro de 2009, Projeto de Lei Municipal que busca combater a violência aos homossexuais e institui o dia 12 de Abril como Dia Municipal de Combate a Homofobia. Nesta data, foi morto por homofobia o Assessor Parlamentar da Casa de Lei Municipal e Professor Universitário Rosencley Phelipe Maciel Coimbra. “As travestis são relegadas à prostituição, pois, o preconceito social as impede de trabalhar em ofícios considerados formais em nossa sociedade”, disse o vereador em nota de repúdio.

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Cerca de 200 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2009, segundo relatório anual divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). As estatísticas demonstram que morre um homossexual a cada dois dias vítimas de crimes homofóbicos. O Brasil ocupa a triste colocação de primeiro País no ranking da violência contra homossexuais, seguido pelo México com 35 homicídios e pelos Estados Unidos, com 25.

As estatísticas também apontam o aumento da violência em relação aos anos anteriores. Em 2008 foram catalogadas 189 homossexuais vítimas de crimes homofóbicos, um aumento de 61% em relação a 2007 onde os dados apontam 122 vítimas. Entre os mortos, são 117 gays (59%), 72 travestis (37%) e nove lésbicas (4%). De 1980 a 2009 foram documentados 3.196 assassinatos a comunidade LGBTTT no Brasil.

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