Sunday, 08 de December de 2019

GERAL


Atlas toponímico

Nomes indígenas do Tocantins

15 Jun 2010

‘Utilizando-se do léxico, o ser humano sempre atribui nome a tudo que o cerca: às coisas , aos animais, às pessoas, ao espaço físico em que vive. Nomear é, para o homem, uma necessidade de organização e de orientação”. Escreveu Karylleila dos Santos Andrade, no livro Atlas Toponímico de Origem Indígena do Estado do Tocantins – ATITO, lançado na última semana.

Graduada em Letras pela então Universidade do Tocantins - UNITINS, foi através do doutorado em Lingüística pela Universidade de São Paulo, que a professora dos cursos de Artes e Filosofia da Universidade Federal do Tocantins iniciou os estudos que daria origem ao primeiro atlas toponímico indígena do Estado. “Foram quatro anos de muita pesquisa. Finalizei este estudo pioneiro em 2006”, conta Karylleila.

“A toponímia faz parte da onomostática, que estuda a origem dos nomes próprios. Ela estuda a motivação para a criação destes nomes. Todo signo toponímico é motivado, sobretudo, pelas características físicas do local ou pelas impressões, crenças e sentimentos do denominador”, explica a autora. “Todo trabalho toponímico constitui um caminho possível para o conhecimento do modus vivendi e da cosmovisão das comunidades lingüísticas que ocupam ou ocuparam um deteminado espaço. Nesse momento, são exteriorizados e evidenciados aspectos sociais, religiosos, antropoculturais, organização política e lingüística de um determinado grupo”, completa.

São os nomes de rios, córregos, ribeirões, serras e vilas, por exemplo. “Quem deu esses nomes tinha um sentimento, uma intenção. Existe um significado oculto atrás de todos os nomes”, detalha.

Babaçulandia, Buritirana e Muricilância, são nomes derivados do babaçu, buriti e murici, vegetais abundantes no Estado. “Todos os nomes estudados neste livro são de origem Tupi. Muitos se inspiraram na fauna e na flora tocantinense”, diz.

Karylleila conta que a intenção do livro é provocar no interlocutor um diálogo capaz de atiçar o desejo de conhecer a etimologia dos nomes de origem indígena. Segundo ela, os resultados, obtidos durante a análise dos dados do ATITO poderão servir de subsídios para a produção do Atlas Toponímico do Brasil – ATB, objeto maior do estudo toponímico no país.

O livro, que trata exclusivamente de nomes indígenas, faz uma releitura científica que torna acessível o conhecimento acadêmico para um número maior de pessoas. “As escolas, professores e alunos, poderão usufruir desse material e conhecer com mais profundidade esses nomes”, anima-se a autora.  

Conheça alguns nomes:

Tocantins – Tucan-tim, nariz de tucano. Nome de um gentio que deu apelido ao rio.  

Araguaia – Ara s O dia, o tempo; a idade, vez; o que está no alto, em cima, e cima, na eminência; o mundo. Entre os índios da Amazonas, designa a parte do dia, do meio-dia às cinco horas. O fruto; o que nasce; o que se colhe; a espiga.

Pium – o que pica ou morde derreado, agachado. É o mosquito miúdo de mordedura mui acre.  

Araguanã – Ara-guá, o vale ou baixada dos papagaios.

Guaraí – rio dos guarás, ou aves rubras; no rio das garças. 

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