Tuesday, 22 de September de 2020

GERAL


Opinião

O País dos Cadê e dos Fora

22 Jun 2020
Divulgação O País dos Cadê e dos Fora

Uma coisa é certa, nunca antes na história recente do País vimos ou ouvimos tanto as expressões “Fora” e “Cadê”. Parece que as manifestações são idealizadas por pessoas com um vocabulário limitado a 500 palavras como prega o historiador Marco Antonio Vila que ao insistir que o Presidente a República tem um vocabulário limitado este também o possui, pois em todas os seus vídeos usa e abusa dos termos “caterva” e “mandrião”, demonstrando que seu dicionário precisa ser consultado.
Porém, o ponto deste artigo são o uso corriqueiro feito não pelas catervas, e sim pelas manifestações devidamente organizadas que usam agora o termo “Fora Bolsonaro”, lembrando que já tivemos o “Fora Temer” e o “Fora Dilma”, ou seja, nos últimos 12 anos a sociedade não aceita o resultado das urnas e o sufrágio universal e as eleições nunca acabam no 2º turno, pois além dos turnos extra na esfera eleitoral, ainda temos os julgamentos feitos pelos seus pares e pelo Judiciário.
A indagação é a seguinte, movimentos denominados antidemocraticos permitiram uma discussão além do segundo turno das eleições? Se temos uma eleição que pode ser influenciada por “fake news” é porque temos uma sociedade que possui um vocabulário limitado e cada um joga com as armas que tem. Qual seria o caminho ou a solução? Educação. Como? Começando de baixo, ou melhor começando do começo. A atual realidade econômica empurra as famílias para o mercado de trabalho, permitindo que os seus filhos sejam educados e instruídos pelo Estado e qual é a consequência disso!
O Estado precisa instruir em massa e as crianças ao serem empurradas pela economia para fora de casa ainda no período de formação passam a terem ou aprenderem valores diverso daquele da familia e o resultado a longo prazo é o que vemos hoje, conflitos e um vocabulário limitado onde todo mundo fala em ninguém entende isso quando ouvem. O home-office imposto pela pandemia pode ser uma forma de aproximar os pais da educação de seus filhos, todavia, temos que lembrar que muitos dos pais foram educados pelo Estado e de uma forma ou de outra seus valores não podem ser considerados puros, mas já é um começo. Quem sabe daqui há alguns anos nosso vocabulário aumente.
Temos que usar mais de fato o adjetivo "fora", mas não seguido de um nome ou pessoa e sim a um substantivo. "Fora educação" puramente estatal. "Fora terceiro" turno nas eleições. "Fora desmandos" a vontade do povo, e muitos outros foras.
Quanto ao termo "cadê" temos que este é uma contração ou combinação quando junta os duas expressões geralmente para formar uma outra menor, então cadê, é uma forma gramatical simples de perguntar “onde está”.
E partindo do cadê, vimos e ouvimos muito “cadê Queiroz”, como se o mesmo estivesse foragido da polícia, quando que este apenas estava apenas afastado do convívio com o mundo, ou seja, não dava satisfação em redes sociais de onde estava e isso é totalmente assegurado em nossa Carta Magna. A imprensa mais uma vez abusou do direito de abusar e tornou o recluso numa pessoa procurada ou foragida da imprensa e não da justiça.
Agora com a falta de um cadê para chamar de seu, vamos ver subir as hastag cadê o ex ministro da educação, cadê o ministro da saúde e cadê a esposa do Queiroz.
Na verdade deveríamos indagar cadê a educação feita pela família, deixando a instrução para o Estado. Cadê a vontade e soberania das urnas. Cadê meu direito a saúde pública de qualidade e outros cadês que não caberiam aqui.
Fica aqui o desejo de um País que tenham um vocabulário superior a 500 palavras que não mais nos qualifiquem de catervas e nem que sejamos mandriões, uma vez que o povo brasileiro pode ser muito mal-educado, talvez por ter sido educado pelo Estado, porém, nunca mandrião, pois se não estudamos ou somos preguiçosos é porque não nos ensinaram ser diferentes e este tipo de ensinamento só pode ser feito pela familia, nunca pelo Estado.
PS. Falei usei mais do que 500 palavras e isso demonstra que tem um bom vocabulário e se você chegou até aqui é por que compreendeu mais do 500 palavras. Estamos de parabéns, aos olhos de pseudos intelectuais e historiadores


Prof Virgilio Meirelles é advogado, servidor público no TCE/TO, Professor na Universidade Estadual do Tocantins. Apaixonado por educação e como esta pode mudar este País, cursa Pedagogia para entender e compreender como e somente por ela se transformará este País.

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