Saturday, 19 de October de 2019

GERAL


Câncer de Próstata

Quanto mais cedo for diagnosticado, mais chances de cura tem o paciente

17 Dec 2008

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam a ocorrência de 40 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil a cada ano. A doença mata cerca de oito mil homens por ano no país. Segundo o INCA, nos últimos dez anos, a incidência de câncer de próstata aumentou significativamente entre os homens com mais de 50 anos, transformando a doença num verdadeiro problema de saúde pública. No Tocantins, as estimativas do Instituto são de que entre 2008 e 2009 sejam registrados 280 novos casos da doença.

Mas apesar da alta incidência, se diagnosticado precocemente, o câncer de próstata apresenta elevadas chances de cura. De acordo com o urologista Dr. Mário Sérgio de Marco Santana, “o grande vilão do câncer de próstata é a falta de informação”. O especialista afirma que a falta de esclarecimento quanto à importância da realização dos exames preventivos a partir dos quarenta anos, impede ou dificulta, muitas vezes, a cura da doença.

Dr. Mário Sérgio ainda alerta para alguns fatores que podem predispor o surgimento da doença. O primeiro e mais importante deles é o histórico familiar. “Se na família tem um histórico de câncer de próstata, as chances de o homem ter a doença são maiores”, explica. Outros fatores que também podem levar ao surgimento da doença são: a obesidade e a ingestão de gordura; o fator racial (há uma incidência maior da doença em homens de pele negra); e a idade. Segundo o urologista, à medida que o homem vai envelhecendo, as chances de desenvolver a doença se tornam maiores.

 

Diagnóstico e tratamento

A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga, cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma). O câncer de próstata acontece quando células malignas proliferam pela glândula prostática. Nas fases iniciais da doença, normalmente não se manifesta nenhum sintoma. O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são o toque retal e a dosagem do Antígeno Prostático Específico ou PSA. Estes procedimentos devem ser realizados freqüentemente pelos homens.

O toque retal é um exame simples, feito no próprio consultório. Por meio dele, o especialista analisa o tamanho e a textura da próstata – lesões endurecidas são suspeitas de câncer. Já o PSA, chamado antígeno prostático específico, é uma substância produzida pela próstata. Medir sua fração é outra maneira de investigar se o paciente tem ou não algum problema. No entanto, estes procedimentos apenas indicam a ocorrência do câncer de próstata. A confirmação ou não deste diagnóstico é realizada mediante biópsia.

De acordo com o Dr. Mário Sérgio, diagnosticada a doença, cada caso deve ser analisado individualmente para que seja definido o tipo de tratamento mais indicado para o paciente. O urologista explica que existem dois tipos de tratamento que são aplicados de acordo com a gravidade da doença. O primeiro é o tratamento paliativo, que apresenta duas alternativas. A primeira é mediante a hormonoterapia, com doses hormonais. A segunda é uma pequena cirurgia onde é feita uma raspagem das células dos testículos. O outro tratamento é o curativo, que consiste na radioterapia e/ ou na cirurgia, dependendo da gravidade da doença.

 

 

Exame ainda é visto de forma muito preconceituosa

Muitos homens adiam a visita ao urologista e até mesmo se recusam, por preconceito quanto ao exame de toque retal. Estatísticas indicam que aproximadamente 20 % dos pacientes podem ter câncer de próstata suspeitado exclusivamente pelo exame do toque, mesmo apresentando PSA normal.

A não-realização do toque retal pode levar ao retardo no diagnóstico de uma parcela significativa de pacientes submetidos a testes de rotina, não cumprindo o objetivo para o qual foi criado, ou seja, propiciar a maior chance de diagnosticar o câncer precocemente. “Alguns homens ainda têm esse preconceito e se recusam a realizar o exame. E o que mais chama a atenção é o fato de pessoas estudadas e esclarecidas se recusarem a fazer o exame por preconceito”, lamenta Dr. Mário Sérgio.

Um exemplo da importância do exame do toque é o caso do senhor João Marcos*, hoje com 62 anos. João Marcos* foi diagnosticado com câncer de próstata aos 54 anos. Embora o resultado do exame do PSA não tivesse indicado o câncer, através do exame do toque seu médico percebeu alteração. João Marcos se submeteu à biopsia, onde foi confirmada a doença. Com indicação de seu urologista, João Marcos* foi submetido à cirurgia.

Nesse casso, há um histórico familiar da doença. Seu pai faleceu em decorrência do câncer de próstata devido ao diagnóstico tardio. João Marcos* lamenta o fato da doença não ter sido diagnosticada precocemente em seu pai, o que poderia ter lhe proporcionado mais qualidade de vida pelos anos que lutou contra a doença.


(* Nome fictício para a preservação da fonte)

 

 

A impotência sexual pode ser evitada

Outro fator que costuma fazer com que os homens adiem a visita ao urologista é a insegurança que o tratamento da doença oferecia quanto ao risco de se tornarem sexualmente impotentes. Mas esta é outra grande conquista da medicina.

De acordo com o Dr. Mário Sérgio, hoje em dia a cirurgia é mais conservadora e preserva os nervos da ereção. Mais uma vez o diagnóstico precoce da doença é benéfico ao paciente. “Quanto mais cedo for diagnosticado o câncer, maiores são as chances de preservar esses nervos. Há pacientes que se submeteram à cirurgia e continuam tendo uma vida sexual normal”, explica o especialista.

Há ainda medicamentos por via oral e até mesmo injetável que podem auxiliar o paciente a manter uma vida sexualmente ativa. Dr. Mário Sérgio garante que “o paciente não vai perder o prazer sexual. A ereção pode ser tratada”, conclui.

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