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Saúde da mulher: Menopausa não é doença

09 Feb 2011

“As mulheres precisam observar-se mais”, diz a ginecologista e sexóloga Dr. Ana Virgínia Manduca, ao se referir à chegada da Menopausa, fase natural na vida feminina, e que muitas vezes é mal compreendida pelas mulheres.

A menopausa ocorre quando há uma falência ovariana, um fenômeno que acontece normalmente por volta dos 51 anos, provocando alterações metabólicas e endócrinas. Todas essas alterações não podem ser encaradas como uma doença, mesmo que a perda do estrogênio, hormônio essencial na vida da mulher, gere sintomas agressivos, como as ondas de calor (fogachos), depressão, irritação e diminuição da libido. “O mais importante é estar atenta aos sintomas. Só quando a menstruação para por um ano é que chamamos de menopausa”, explica Dr. Ana Virgínia.

Ao constatar a menopausa, a mulher pode optar por fazer ou não a terapia de reposição hormonal (TRH). “Colocamos na mesa e dividimos com a paciente os riscos e benefícios desse tratamento”, esclarece a ginecologista. Este momento inicial é chamado na medicina de “janela da oportunidade”, pois segundo os especialistas é nessa fase que a mulher tem uma melhor resposta do tratamento e consegue prevenir com mais eficácia uma complicação cardiovascular.

Segundo os médicos, indivíduos sem sintomas e que estão com a massa óssea normal, por exemplo, não precisam do TRH. Alguns o indicam somente para as pacientes que não apresentam contraindicações (câncer de mama, história de trombose e sensibilidade a alguns remédios) e, mesmo assim, após uma avaliação médica criteriosa. “Cada caso é um caso. Uma pessoa que tem ritmo de vida adequado, faz atividades físicas e possui uma alimentação saudável tem mais chances de não necessitar de um tratamento hormonal, diferente de uma fumante, obesa e hipertensiva”, alerta.


Autoteste
Com um autoteste encontrado nas farmácias, a mulher pode detectar através da urina a quantidade de hormônio FSH (Hormônio Fólico), sinalizando o provável início da menopausa. Alguns médicos defendem que esta, quanto antes for diagnosticada, mas fácil será o tratamento. “A vantagem de ter um teste que detecta o início da menopausa é que a mulher pode buscar um profissional que ajude a conviver com o processo e as mudanças que ocorrem no organismo”, afirma Carolina Ynterian, bioquímica e diretora da Linha Confirme de autotestes.

Para a Dr. Ana Virgínia, basta a paciente prestar atenção no seu corpo e na sua mente para detectar o início da menopausa. “Nós mulheres precisamos gostar mais de nós mesmas, valorizar-nos, cuidar melhor da alimentação. Atividade física não é vaidade, é saúde”, ensina Dr. Ana Virgínia.

Para manter uma vida saudável pré e pós-menopausa, a dica é manter o corpo e a mente voltadas para o bem e presente em todas as situações do dia-a-dia.  



Dúvidas freqüentes
- Qual a diferença entre menopausa e climatério? A menopausa é um sinal da parada da menstruação enquanto climatério significa uma síndrome e, como tal, envolve uma série de sintomas e eventos, sendo definida como a fase da vida feminina em que ocorre a transição do período reprodutivo para o estado não reprodutivo.

- Existem outros tratamentos para a menopausa? Sim, como os fitoterápicos, a maioria à base de isoflavona da soja, exercícios físicos e dietas alimentares. Também existem os serms - moduladores seletivos de receptor de estrógeno - cujas moléculas de estrogênio modificado atuam como o hormônio em certos tecidos, mas não produzem nenhum efeito em outros, como a mama ou a camada que reveste o útero.

- Na menopausa, a mulher fica mais suscetível à osteoporose? A mulher na menopausa tem como evento tardio a osteoporose pela perda de cálcio e alteração da microarquitetura óssea. Nesse caso, recomenda-se fazer reposição hormonal, tomar cálcio, vitamina D e sol, além de praticar exercícios físicos e usar os alendronatos (substância que previne perda óssea), caso não possa fazer a reposição hormonal. (Fonte: Terra)

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