Monday, 18 de November de 2019

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TIM apresenta propostas ao Ministério das Comunicações para a massificação da banda larga

09 Feb 2011

Em audiência na última terla, 8, com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente da TIM, Luca Luciani, apresentou propostas para viabilizar uma efetiva inclusão digital, levando a banda larga a cidades do interior do país, onde há concentração da população de menor renda.

Luca Luciani apresentou ao ministro Paulo Bernardo as principais conclusões de um estudo que está sendo finalizado para a TIM pela consultoria Value Partners. Na visão da empresa, que investirá mais de R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos três anos, a banda larga enfrenta um gargalo principal para a sua universalização: a falta de compartilhamento da infraestrutura básica de acesso e backhaul, devido ao mercado de atacado concentrado nas mãos das empresas concessionárias de telefonia. “Há uma demanda reprimida por serviços de banda larga, cuja penetração não aumenta com maior rapidez primeiramente pelas dificuldades que a oferta enfrenta para a compra e compartilhamento de capacidade de rede no atacado”, avalia Luca Luciani.

Os valores cobrados e a demora na entrega de um circuito são os principais pontos levantados pela TIM no concentrado mercado de EILD (Exploração Industrial de Linhas Dedicadas). Soma-se a isso a desagregação de rede, chamada de unbundling, que deveria ser finalmente implementada para servir como instrumento de garantia de isonomia de condições de acesso ao mercado pelos diferentes players. Neste sentido, a TIM apresentou ao ministro Paulo Bernardo a experiência de sucesso do mercado italiano de separação operacional de redes (Open Access) da Telecom Italia, que proporcionou um acentuado crescimento da banda larga em regime de competição.

Mas existe também um importante caminho de cooperação a ser explorado, por meio de consórcios de construção conjunta para fortalecer a infraestrutura existente, envolvendo todos os atores em jogo, privados e públicos.

“A Intelig, controlada pela TIM, possui um backbone com 15 mil quilômetros de fibra ótica, compartilhado com o mercado. Além disto, estamos trabalhando, em conjunto com outras operadoras, para a construção de sites em algumas regiões. Este conceito de compartilhamento precisa ser estendido à oferta de backhaul no interior do país. Sem isto não há como fazer a universalização da banda larga de maneira rentável e, portanto, de forma sustentável. Nas grandes cidades, onde estão os melhores mercados, não há problema. Mas o interior precisa ser trabalhado sob um novo conceito, porque a falta de oferta de infraestrutura atrapalha o desenvolvimento do país”, afirma o presidente da TIM.

A operadora aposta que a atuação direta do estado no mercado de atacado por meio da Telebrás e o uso dos fundos setoriais são importantes para que as metas para massificação da banda larga sejam atingidas.

Ao lado da necessária abertura do mercado de atacado e de um esforço conjunto para o fortalecimento da infraestrutura no interior, a TIM levanta outros dois eixos de estímulo que são a desoneração tributária a disponibilização de mais espectro de radiofrequências.

“Este conjunto de medidas é fundamental para aumentar a penetração da banda larga no país com maior qualidade, pois se refere aos elementos críticos para maior competitividade e investimentos. A oferta de banda larga de uma operadora móvel poderia alcançar reduções significativas do preço, o que é o caminho para fazermos uma efetiva inclusão digital no Brasil. A população seria a grande beneficiada”, diz Luciani.

Durante o encontro, Luca Luciani pediu ao Ministro Paulo Bernardo a participação da TIM no debate sobre a terceira revisão do Plano Geral de Metas da Universalização, o PGMU III, no que diz respeito à implantação de metas do backhaul. Mesmo sendo dirigido às concessionárias, o Plano tem um alcance que envolve o sistema como um todo, em quanto refere-se ao assunto mais critico da implantação e acesso à infraestrutura. (Informações da ascom/TIM)

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