Friday, 30 de October de 2020

OPINIÃO


Saúde

Governo do Tocantins zera fila de espera para tratamento de hemodiálise

14 Sep 2020
Divulgação Governo do Tocantins zera fila de espera para tratamento de hemodiálise

Pacientes renais têm tratamento de hemodiálise garantido pelo Governo do Tocantins. Atualmente, 522 pessoas com insuficiência renal utilizam o serviço através do Sistema Único de Saúde (SUS), em quatro centros de nefrologia e 101 máquinas de hemodiálise disponíveis no Estado. A doença renal, na maioria das vezes, é silenciosa e decorrente de outras patologias, principalmente de hipertensão e diabetes.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Edgar Tollini, a ausência de fila de espera para hemodiálise é resultado do trabalho da Gestão Estadual de Saúde, em parceria com o Governo Federal. “São investidos cerca de R$ 32 milhões de reais anualmente, no tratamento dos pacientes com insuficiência renal crônica e aguda, empenho esse que garantiu os atendimentos da população tocantinense.”

“Esses valores são referentes a contratos das quatro unidades de tratamento que o Tocantins possui, sendo a Pró Rim responsável pelos atendimentos em Palmas e Gurupi; e na cidade de Araguaína a unidade do Instituto de Doenças Renais do Tocantins (IDRT) e a Renal Center”, ressaltou o gestor.

Em Palmas, 235 pacientes recebem atendimento de hemodiálise ou de diálise peritoneal. O médico nefrologista da Fundação Pró Rim, Antônio Amadeu Parisotto Giannese, explica que a hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue. “A terapia renal substitutiva é realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais. Ele explica ainda que a insuficiência renal aguda é quando ocorre à súbita e rápida perda da função renal, mas é reversível. Já a crônica é quando esta perca é lenta, progressiva e irreversível”, destacou.

O aposentado João Batista Correto de Araújo, 68 anos, faz hemodiálise há três anos e quatro meses, em Palmas. “Quando mais jovem e me sentia muito mal, foi então que descobri que estava com diabetes. Em 2011, fui fazer uma consulta com um endocrinologista e ele me disse que meus rins estavam parando de funcionar. No ano de 2017, não tive outra escolha, iniciei o tratamento de hemodiálise para garantir a minha vida. Após o período de adaptação ao tratamento, posso dizer que me sinto muito bem, cuido da minha alimentação, faço atividades físicas, tudo conforme as orientações médicas. O tratamento na clínica é ótimo, não tenho do que reclamar. Levo uma vida normal, a única coisa que me faz falta é o trabalho, pois por conta do tratamento, não pude continuar minhas atividades”.

 

Sobre a Doença Renal Crônica

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica (DRC) se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, além de produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras.

Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Por este motivo, pode haver demora no diagnóstico e ele só acontecer quando o funcionamento dos rins já está comprometido, necessitando tratamento por meio da diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que tem tratamento e pode ser observada com a realização de exames de baixo custo, como o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue. (Fonte:Ascom).

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