Wednesday, 21 de August de 2019

OPINIÃO


CPI

Rombo do PreviPalmas: Quem comeu a “última cereja” do bolo?

02 Jul 2019    10:38    alterado em 02/07 às 14:33
Divulgação Rombo do PreviPalmas: Quem comeu a “última cereja” do bolo?

O maior rombo financeiro da história do PreviPalmas teve um capítulo hilário nesta semana. Depois de meses de investigação a comissão investigadora apresentou o relatório final que apurou a aplicação de mais de 50 milhões no falido e cancelado projeto Cais Mauá, do Rio Grande do Sul. O investimento temerário provocou o maior prejuízo da história do fundo de pensão dos servidores da capital. Insatisfeito com o relatório final da CPI do PreviPalmas, o vereador Tiago Andrino (PSB) teve a coragem de apresentar emenda pedindo a retirada dos nomes do ex-prefeito Carlos Amastha e do ex-secretário de finanças Cristian Zini, indiciados no relatório final da comissão.

O pedido de exclusão dos dois indiciados foi rejeitado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por 3 votos a 2. O presidente vereador Milton Neris (PP), foi incisivo ao dizer que não “irão transformar o trabalho da CPI em pizza”. A emenda apresentada pelo pupilo do ex-prefeito Amastha foi recebida como piada pelos membros da comissão. Só votaram a favor o autor Andrino e o suplente José do Lago Folha Filho (PSD). Os demais membros Milton Neris (PP), Laudecy Coimbra (SD) e Vandim do Povo (DC) votaram pela permanência dos nomes de Amastha e Zini como indiciados. De acordo com os investigadores não tem como isentar o ex-prefeito da responsabilidade enquanto gestor que nomeia seus assessores em cargo técnicos e de extrema confiança. Em relação a Cristian Zini seria impossível retirar seu nome já que sua assinatura consta nos documentos da transação com a NSG Icla Trust onde ele assina os boletins e vários outros documentos que referendaram a transação fraudulenta.

Com todos os indícios de culpabilidade dos envolvidos, o pedido do vereador Andrino faria com que a CPI se tornasse uma grande pizza perdendo total credibilidade perante as instituições de justiça e a opinião pública. O relatório será enviado para os órgãos competentes que julgarão os envolvidos conforme sua participação na transação. A vereadora Laudecy Coimbra, relatora da CPI, não poupou críticas ao ex-prefeito. Segundo ela, Amastha sempre faz questão de bradar pelos quatro cantos tudo que deu certo no seu governo. De acordo com a parlamentar o gestor não só responde pelos acertos como também pelos erros. Caberá agora ao ex-prefeito se defender na justiça e provar ou não sua inocência. Nos depoimentos os nomes de Fábio Martins, Max Fleury e Zini aparecem como os mediadores dos acordos que levaram a execução dos empréstimos.

Uma coisa é dada como quase certa: dificilmente o PreviPalmas conseguirá recuperar todo dinheiro perdido nesses investimentos. Caberá agora aos órgãos de fiscalização da justiça apurar e punir os culpados. Resta ao ex-prefeito Amastha romper o silêncio sepulcral e apontar os possíveis culpados. Quem conhece o ex-prefeito sabe do seu modo centralizador de governar. Dificilmente um investimento desse porte passaria despercebido por seus olhos atentos. Falar que seus assessores de confiança máxima, como é o caso de Cristian Zini, que ocupava a secretaria de maior confiança no seu governo, fariam uma transação dessa sem o seu conhecimento é o mesmo que acreditar que uma donzela engravidou com um beijo. Enquanto a verdade não é esclarecida a única certeza que temos é o que todos já sabem: o dinheiro da aposentadoria dos servidores de Palmas, por um tempo, foi saqueado inescrupulosamente.

Cabe agora ao ex-prefeito Amastha - detentor, como ele mesmo fala todos os dias no Twitter, da moralização, eficiência e honestidade no serviço público - responder para a população de Palmas quem são os culpados pelo saque criminoso nos fundos de pensão dos servidores. Como exímio e competente gestor, como ele se auto intitula, cabe apontar os culpados ou assumir também a culpa. Nesse caso lhe resta qualquer coisa menos o silêncio. Se calar assume a culpa e se falar também assume a mea-culpa pela incompetência enquanto gestor. Como diz no ditado popular, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. O ex-prefeito Carlos Amastha, agora indiciado, tem a dura missão de apontar ou colaborar com a justiça para encontrar quem comeu a “última cereja do bolo”, expressão tão usada em seus discursos para enaltecer seu governo. (Por Wibergson Gomes)

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