Monday, 14 de October de 2019

OPINIÃO


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Vendaval no Paço Municipal de Palmas: a volta dos que não vieram para ficar

05 Jul 2019    14:14    alterado em 05/07 às 14:47
Divulgação Vendaval no Paço Municipal de Palmas: a volta dos que não vieram para ficar Enquanto a prefeita Cinthia Ribeiro tenta resolver os conflitos no Paço Municipal banhistas aproveitam o sol nas praias em mais uma Temporada de Férias

No dia 17 de outubro do ano passado o jornal O GIRASSOL publicou matéria intitulada “MEGA SALÁRIOS – DOIS SECRETÁRIOS DE PALMAS TÊM SALÁRIOS SUPERIORES AO DA PREFEITA CINTHIA”. A Matéria falava da contratação de Guilherme Ferreira da Costa, Cézar Augusto Guimaraes e de Juliana Nonaka Aravechia Costa, esposa do também agora ex-secretário Guilherme Ferreira. O jornal tentou sem sucesso obter da prefeitura informações a respeito do valor pago pelo município para ter os amigos da prefeita em Palmas. Tentamos de todas as maneiras saber quanto o município pagava para ter esses servidores do Governo Federal a disposição da prefeitura. Em nenhum local do Portal da Transparência constava os valores pagos pelo erário municipal. Na época a assessoria de comunicação se limitou a responder em nota que “os vencimentos dos servidores constavam no Portal da Transparência do Senado e que a prefeitura não era ordenadora de despesa dos subsídios dos secretários uma vez que eles optaram pelos vencimentos do Senado conforme facultado na legislação, não se tornava imperiosa a duplicidade na divulgação”, só que nesse caso o município de Palmas arcou com todos os salários e no Portal da Transparência só constava o valor para a presidente da Agencia de Regulação Nonaka Aravechia Costa.

Também foi questionado pelo jornal O GIRASSOL o porquê de a prefeita resolver arcar com a disposição de servidores do Senado com custo de salários que ultrapassava seus rendimentos. Em nota a assessoria respondeu que a escolha dos gestores se deu “pelos seus currículos profissionais, conduta ilibada, conhecimento acumulado e o amplo conhecimento que possuem sobre o Tocantins. A presença de ambos na gestão só acrescenta aos resultados positivos que se busca na defesa dos interesses da população”. Tentamos entender na época a argumentação dada pela prefeitura para tais convites com ônus altíssimo para os cofres da capital. As várias características positivas mencionadas sobre os convidados ilustres, mesmo que do ponto de vista legal, ainda assim beirava a outra linha tênue no trato com o bem público que é o princípio da moralidade já que se tratava de amigos da chefe do executivo.    

Depois da exoneração desses servidores no Diário Oficial dessa semana e da despedida inusitada pelo Facebook da ex-presidente da Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos, Juliana Nonaka, restou as perguntas que não querem calar em relação aos argumentos dados pela prefeita para tais contratações na época: O que tinha no curriculum desses profissionais? Quando falou em conduta “ilibada” a assessoria quis dizer que aqui não havia profissionais com tais características? O que seria o tal conhecimento acumulado? Qual amplo conhecimento sobre o Tocantins teriam esses servidores que moravam em Brasília? Quais resultados positivos em defesa da população esses servidores trouxeram ou deixaram em Palmas? Ainda é imperioso responder para a população sobre a volta em revoada para seus lugares de origem desses servidores. Se voltaram para casa é porque o tal “conhecimento acumulado” não serviu para a engrenagem da administração que hoje sucumbe na falta de planejamento e eficiência. Todas essas perguntas talvez fiquem sem respostas para aqueles que contribuem com seu suado dinheiro com a alta carga tributária imposta pelo município.

A “turma de Brasília”, como era apelidada no Paço Municipal, volta para casa com um simples adeus pelas redes sociais. Depois de vários meses de gestão sem apresentar resultados plausíveis que justificassem o tal “conhecimento acumulado”, os “super” secretários amigos da prefeita Cinthia Ribeiro saem reafirmando o que todos já sabem e que escrevi em editorial passado: A bagunça e falta de comunicação na “Torre de Babel”, apelido dado pelo povo ao edifício onde funciona o coração administrativo da prefeitura na Av. Jk.  Enquanto o alto escalão não consegue falar a mesma língua, o contribuinte vai pagando caro por peças de uma engrenagem que nunca funcionou.

Todas essas mudanças só mostram que a prefeita Cinthia Ribeiro ainda está longe de encontrar o eixo principal de equilíbrio do seu governo. Com mais de um ano à frente da gestão municipal, a prefeita responde questionamentos no Ministério Público de superfaturamento em relação a montagem de palcos e contratação de eventos. Além de tudo ainda existe o distanciamento dos seus principais secretários. Ouvi de um secretário contratado recentemente que é quase impossível despachar com a prefeita devido a blindagem feita por pessoas mais próximas. Os secretários precisam marcar com meses de antecedência audiências para discutir coisas de interesse da sociedade. Talvez também tenha sido por isso que os secretários vindos de Brasília não conseguiram mostrar para Palmas os “conhecimentos acumulados” dos seus imperiosos currículos.

Enquanto o sol queima nas praias da nossa bela Palmas em mais uma Temporada de Férias, a prefeita Cinthia segue sem rumo e identidade política.  As festas estão agendadas e devem acontecer nos quatro cantos da capital. Só que talvez a grande anfitriã seja impedida de fazer o que ela mais gosta que é discursar e cantar, temendo a imperiosa assombração do grito que sai da alma do povo: as vaias. (Por Wibergson Gomes). 

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