Wednesday, 21 de August de 2019

POLÍTICA


Assédio

Especial carnaval: assédio é diferente de paquera, alerta Núcleo de Defesa da Mulher

09 Feb 2018    16:11    alterado em 09/02 às 16:17
Loise Maria Especial carnaval: assédio é diferente de paquera, alerta Núcleo de Defesa da Mulher Movimentos nas redes sociais e em blocos de carnaval, contra o assédio, auxiliam na propagação de informação e, ainda, na quebra de possíveis preconceitos

Elogios não ofensivos, olhares, chamar para dançar e até mesmo criar um motivo para puxar conversa... Isso pode! Porém, se o “não” vier como resposta, é melhor encerrar o contato por ali mesmo para não incidir em assédio. Essa é uma das orientações do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) em sintonia com diversas campanhas no País, que pedem o fim do assédio, em especial no período de carnaval, para que todos e todas possam curtir os dias de festa que estão por vir. 

 

Coordenadora do Nudem, a defensora pública Vanda Sueli Machado explica que os casos de assédio são bem diferentes das características de uma paquera saudável, já que o assédio acontece quando há insistência, incômodo, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a outra pessoa: “Temos o direito de dizer não a qualquer momento e o homem tem o dever de aceitar e respeitar. Toda mulher gosta de receber elogios, pode gostar de paqueras, mas é tudo muito distinto do assédio. Na paquera, os elogios são feitos com respeito e são sempre bem recebidos pela mulher. Já quando acontece o assédio, a mulher se sente invadida, exposta, ameaçada ou encabulada”.

 

De acordo com a Defensora Pública, é importante lembrar, ainda, que o assédio nunca é culpa da vítima. “Nada justifica o assédio. Não importa a roupa que a mulher esteja usando, se ela está embriagada ou dançando de forma sensual. Nada disso significa que ela está disponível”, disse.  

 

Ainda segundo a Defensora Pública, não existem regras para ‘ensinar as mulheres a se proteger’, porém, disseminar informação é uma ótima ferramenta, já que as mulheres devem saber de seus direitos, as situações que configuram assédio e como elas devem agir em situações como essa.  “A paquera deve ser consentida. A partir do momento que a mulher diz não, o homem deve respeitar e recuar”, destacou a Defensora Pública.

 

Campanhas


As campanhas contra assédio que ocorrem em todo o País, principalmente para o período de carnaval, são importantes porque contribuem com a distribuição de informação, além do poder que têm em ações de  conscientização e também preventivas. Movimentos nas redes sociais e em blocos de carnaval, como “Não é Não” e “Depois do Não, Tudo é Assédio”, auxiliam na propagação de informação e, ainda, na quebra de possíveis preconceitos.

 

De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil (ABr), cresceram em 88% os casos de violência sexual contra mulheres entre o carnaval de 2016 e 2017, registrados pelo Disque-Denúncia 180, da Central de Atendimento à Mulher (para ler a reportagem da ABr, acesse: http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-02/editada-falta-foto-grupos-pedem-uniao-entre-mulheres-durante-o)

 

Assédio


Caso a mulher seja vítima de algum assédio ou qualquer tipo de violência, ela pode procurar algum policial ou segurança para relatar o caso e pedir ajuda. A Defensora Pública lembra, ainda, que existe o Disque Denúncia. A mulher também pode ir a uma delegacia de polícia e registrar um boletim de ocorrência.

 

Se o caso em questão for ainda mais grave que assédio, a exemplo de violência sexual, a vítima deve procurar a Polícia e, ainda, atendimento médico. Em Palmas, o atendimento é feito pelo Serviço de Atenção Especializada Às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis), que funciona no Hospital Maternidade Dona Regina.

O Nudem também pode prestar orientações e apoio jurídico às pessoas que não podem pagar pelos serviços de um advogado. O telefone de contato é: (63) 3218-6771. O Núcleo atende também na sede da DPE, na Capital. (Colaborou Cléo Oliveira / Ascom DPE)

COMPARTILHE:


Confira também:


Justiça

União pode bloquear repasses voluntários a estados, decide STF

A possibilidade do bloqueio está prevista no artigo 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), cuja validade é julgada nesta quarta-feira pelo plenário do Supremo.

Operação Medusa

Polícia Civil prende 15º suspeito da Operação Medusa

Deflagrada no último dia 15, a Operação Medusa visa combater ataques criminosos ocorridos em 2018 a mando de facção criminosa de renome nacional.


Saúde

Pacientes do Tocantins correm o risco de ficar sem diálise

Instituto de Doenças Renais não recebe repasses desde abril. 140 pacientes serão prejudicados pela ausência de recursos para oferecer o tratamento adequado


Fotografia

Dia da Fotografia com a TIM: dicas para tirar boas fotos e ofertas em smartphones

Quando o assunto é fotografia, o foco é o mais importante na hora de fazer os cliques. O elemento a ser destacado deve estar claro e bem posicionado.


Festival Gastronômico

Prefeitura lança programação artística do 13º Festival Gastronômico de Taquaruçu


AL

Audiência pública homenageia UMA e Siqueira Campos


Agricultura

Seminário de Apicultura supera expectativa em números de participantes


Futebol

Capital empata com Palmas na abertura do Estadual de Futebol Sub19


Taquaruçu

Governo inaugura Núcleo de Identificação de Taquaruçu e entrega viaturas e armamentos para a Polícia Civil


Sanidade Animal

Adapec reúne mais de 70 médicos veterinários autônomos para debater sanidade animal



  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira