Wednesday, 26 de February de 2020

POLÍTICA


Araguaína

Moradores da Vila Aliança querem mais segurança

19 Nov 2008

O aumento do número de casos de violência ocorridos na Vila Aliança, no centro da cidade, vem deixando os moradores cada vez mais preocupados, a ponto de apelarem até para o Parlamento do município em busca de uma solução para o problema.

O medo da população do bairro aumentou depois do seqüestro de uma jovem de 20 anos, ocorrido na semana passada, quando a garota passou a noite em um cativeiro, sendo libertada pela Polícia Militar, que em parceria com a Polícia Civil conseguiu prender o seqüestrador no dia seguinte ao episódio.

Na última semana, moradores, alunos e professores de uma escola pública da Vila Aliança, além de membros da Associação de moradores participaram da sessão na Câmara para pedirem ajuda dos parlamentares.

De acordo com a presidente da Associação, Ivonete Cristina, na Vila Aliança o clima entre os moradores ficou tenso em razão, segundo ela, da falta de segurança, sendo esse o motivo para o apelo junto às autoridades.

Segundo Cristina, no local têm acontecido sucessivos assaltos ao comércio, e na porta de uma escola pública no mesmo bairro um aluno foi assassinado esse ano.

Para ela, o fato mais recente serviu de alerta para a comunidade romper o silêncio e interceder e fazer o seu apelo. “Na Câmara pedimos apoio para uma política preventiva. Já que se previne epidemias, entendemos que podemos prevenir violências como essas”, ressaltou.

Ainda na Câmara, a presidente do bairro destacou que “a comunidade que reside na Vila é composta de trabalhadores, jovens e pessoas cidadãs”, e que fez seu pedido na pessoa de “mãe e avó apreensiva” devido a situação. “Defendemos uma política preventiva, sem criticar a Polícia Militar, mas sim somar com a mesma. Queremos mais segurança”, completou.

Para o vereador Aldair da Costa – Gipão (PR) a Câmara é a casa do povo, e por isso é o local para se buscar apoio para a solução dos problemas. “Temos a obrigação de amenizar os problemas da comunidade”, defendeu o parlamentar. Já o parlamentar Mané Mudança (DEM) disse que os pares da Casa já se movimentam em busca de medidas para a comunidade. “Todos os pares dessa Casa estão solidários com o problema, estamos abraçando essa causa”, declarou.

Ao falar da Tribuna, a presidente da Associação de moradores questionou o presidente da Câmara, Elenil da Penha (PMDB), sobre a origem de tanta violência ao passo que o parlamentar respondeu afirmando que “as demandas da cidade são grandiosas e que a violência acontece por toda a parte e que o trabalho de prevenção deve ser focado na conscientização dos jovens”. Mesmo assim, o presidente prometeu encaminhar pedido protocolado à Polícia Militar.

 

 

Versão da PM

Os mais de 150 bairros da maior cidade do norte tocantinense não dispõem de postos policiais. O serviço foi extinto, informa o comando geral do 2º Batalhão de Araguaína.

Segundo o comandante, Tenente Coronel Roosevelt da Silva Sales, esse tipo de serviço é eficiente apenas em locais movimentados como entrada e saída de cidades. “O posto policial não é a solução para os problemas, como se imagina. Estudos mais recentes sobre esse serviço comprovam sua ineficiência. Mesmo assim, seria necessário um contingente maior de homens e de estrutura, já que em cada posto a demanda é por 7 policiais”, informa o comandante.

O Tenente Coronel Roosevelt atribuiu o aumento dos casos de homicídio e outros crimes na cidade ao grande número de bairros e a fatos isolados em que o crime é decorrente do consumo de drogas e bebidas alcoólicas. “Hoje são mais de 150 bairros, dificulta até a ronda permanente, e muitos casos ocorridos evidenciam um contexto que não justifica com a atuação da PM. É o caso do consumo de drogas e bebidas”, aponta.

Sobre o aumento dos casos de violência na cidade, o comandante disse reconhecer apenas o crescimento do número de homicídios, 28 de janeiro até agora, e que a cidade, na sua avaliação, não é violenta. “Nosso gargalo são os homicídios, que são decorrentes de drogas, e outras situações em que é difícil a prevenção”, salietou.

Para ele, o trabalho da PM é intenso, mesmo assim será intensificado em todos os arredores da Vila Aliança, e lembra a comunidade que não é possível a PM está em todos os locais ao mesmo tempo. “O cidadão tem que fazer a parte dele. Só a Polícia não é suficiente para fornecer toda a segurança de que ele espera ter”, advertiu.

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