Em semana decisiva na política tocantinense, o senador Irajá Silvestre (PSD), volta atrás em recurso que tramita no Tribunal Superior Eleitora (TSE), que contestava a vitória do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e do vice-governador Laurez Moreira (PSD) nas eleições de 2022.
O pedido protocolado pelo senador Irajá encerra o processo na instância superior e provoca uma reviravolta no cenário político do Tocantins. A decisão do senador de voltar atrás está atrelado ao novo cenário político que se desenhou com forte aliança com Laurez Moreira. Caso fosse julgado procedente a chapa Wanderlei X Laurez perderia o registro e com isso assumiria o comando do Estado o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos).
Essa movimentação é vista como um indicativo de rearranjos e novas composições na político do estado, especialmente visando futuras disputas eleitorais.
Linha do Tempo
- O Recurso: A ação original (Ação de Investigação Judicial Eleitoral – AIJE), movida pela coligação de Irajá na época (“O Futuro é Pra Já”), alegava suposto abuso de poder político e uso indevido da máquina pública por parte da chapa de Wanderlei Barbosa durante a campanha eleitoral de 2022.
- Decisão Anterior: O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) já havia julgado a ação improcedente por unanimidade, por entender que não havia provas robustas das irregularidades. O recurso no TSE buscava reverter essa decisão.
- Reviravolta e Aliança: A desistência do recurso ocorre em um contexto de mudança de alianças políticas no estado. Atualmente, o senador Irajá e o vice-governador Laurez Moreira são aliados políticos, o que tornou a continuidade da ação judicial insustentável e sem propósito. A retirada do recurso foi homologada pelo TSE nesta segunda-feira, dia 8 de dezembro.
- Cenário Atual: Com a homologação da desistência, o processo é extinto no TSE, consolidando a situação eleitoral de Wanderlei Barbosa e Laurez Moreira e trazendo maior estabilidade ao atual governo do Tocantins, que vinha enfrentando diversas contestações judiciais de outros atores políticos.
Da redação.