Monday, 26 de August de 2019

SAÚDE


Saúde

Balão Intragástrico - Uma opção no tratamento da obesidade

19 Jul 2013

A obesidade causada tanto pela ingestão, ao longo do tempo, de um excesso de alimento face às reais necessidades do organismo, como por fatores genéticos é considerada hoje um problema de saúde pública, com uma incidência elevada, crescente e preocupante entre a população ocidental. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já a classificou como a ‘epidemia do século’.

 

Diante deste quadro, então qual é a conduta ideal de tratamento para quem sofre com a obesidade? A indicação deve ser cirúrgica ou não? “Não existe uma fórmula mágica para combater o problema. Tudo dependerá do perfil clínico do paciente, pois para cada necessidade há um procedimento mais recomendado. O estabelecimento de uma dieta equilibrada, a prescrição de medicamentos, a colocação do balão intragástrico e cirurgias bariátricas e metabólicas são métodos muito diferentes, com indicações distintas e com atuação única no processo de redução de peso. Dependendo do grau da obesidade será indicada uma ou mais opções que exigirão aconselhamento/acompanhamento médico aliado a uma conduta multidisciplinar”, relata Dr. Luiz Vicente Berti, (CRM-SP 62294), cirurgião do aparelho digestivo, diretor do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica.

 

Método não cirúrgico

Uma boa opção de tratamento para combater a obesidade, quando o paciente tem dificuldade em responder às dietas de reeducação alimentar, atividades físicas e medicamentos é a colocação do Balão Intragástrico, uma alternativa não cirúrgica para perda de peso e que apresenta resultados satisfatórios.

 

Indicado para pacientes com sobrepeso ou obesos (pessoas com IMC acima de 27 kg/m2), o Balão Intragástrico é um dispositivo de silicone em formato de esfera inserido dentro do estômago do paciente por meio de uma endoscopia digestiva, em ambiente hospitalar. Quando insuflado com uma solução de soro fisiológico e azul de metileno, ele ocupará aproximadamente 2/3 do reservatório gástrico, gerando uma sensação de saciedade precoce. Outra característica deste método é que ele auxilia na diminuição do consumo de alimentos e facilita a adaptação a uma dieta hipocalórica, levando a pessoa a novos hábitos alimentares e mais qualidade de vida. “Para que isso aconteça, o comprometimento do paciente é fundamental para o sucesso no resultado final de seu tratamento”, revela Dr. Berti.

 

Por ser um método rápido, não requer internação, é praticamente isento de riscos e, principalmente, totalmente reversível. “O dispositivo pode ser utilizado por até sete meses, após este período deve ser obrigatoriamente retirado, também através de endoscopia e, caso o paciente não se adapte, o balão poderá facilmente ser retirado a qualquer momento. Por se tratar de um procedimento não cirúrgico não há necessidade de afastar-se das atividades rotineiras”.

 

Após a colocação do Balão Intragástrico, o paciente deverá ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta de médicos, nutricionista, psicólogo e educador físico que irão auxilia-lo na redução alimentar, apoio emocional, assim como nas mudanças de estilo de vida por meio de atividade física.

 

Apoio multidisciplinar

A necessidade do tratamento multidisciplinar da obesidade é indiscutível, sendo vital oferecer avaliação e cuidados especializados, orientação para mudança de comportamento alimentar, motor e psicológico. O objetivo do apoio multidisciplinar é melhorar as condições de saúde do indivíduo, reduzir a gordura corporal, promover a prevenção do ganho de peso, equilibrar ou prevenir complicações metabólicas, além de promover bem-estar psicológico.

 

Na opinião da Dra. Lorença Dalcanale (CRN 14383), nutricionista do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica e Mestre em ciências da saúde em gastroenterologia clínica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, “são vários os fatores que contribuem para o excesso de peso e uma alimentação inadequada. Estes vão desde a herança genética, a fatores psicológicos e ao estilo de vida. Quando se trata de herança genética, temos um aparelho digestivo bastante competente, que absorve muito dos alimentos, legado dos tempos de escassez de alimento – este gene permanece dentro da gente. E culturalmente falando, quem já não ouviu: “Não se deve deixar comida no prato”. Poucos vêem o alimento como fonte de sobrevivência. Hoje, o alimento é visto também como um prêmio dentro da sociedade. As especialidades de psicologia, psiquiatria e preparadores físicos poderão auxiliar o nutricionista na quebra deste ciclo vicioso e na manutenção dos resultados conquistados durante o tratamento”.

 

Para a Dra. Andreza Wurzba (CRP 06/66673), psicóloga do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica e docente do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP), independente do método adotado para combater a obesidade, a psicologia visa verificar qual é o nível de prontidão de mudança do paciente, seus recursos emocionais para enfrentar a situação cirúrgica e pós-operatória (quando é o caso), o sentido do tratamento e das mudanças proporcionadas em sua vida. “É impossível desconectar o corpo da mente. Se assim fosse, as pessoas não engordavam por ansiedade, não enfartavam por estresse. Então, quando uma pessoa passa por um tratamento da obesidade, estamos falando de várias instâncias, que vão desde uma situação cirúrgica ou não, da própria obesidade e suas consequências na vida de uma pessoa, como morbidades, isolamento social, baixa autoestima, impactos no trabalho, ausência ou prejuízo na vida afetiva/sexual, humor deprimido, ansiedade, vergonha, culpa, entre outros aspectos. A psicologia ainda é vista como a grande juíza do processo, quando na realidade o profissional desta área orienta sobre o comprometimento necessário, e porque não dizer, para o sucesso na conquista desta nova vida”.

 

Segundo o preparador físico Marcelo Joaquim Antonio, personal trainer do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica é fundamental que o paciente passe a adotar novos hábitos e inclua um programa de atividade física em seu dia a dia. “A colocação do Balão Intragástrico ou a realização da cirurgia bariátrica é o ponto de partida para as muitas mudanças que ainda ocorrerão no corpo do paciente. Num trabalho integrado com o cardiologista, deve-se iniciar o tratamento com fisioterapia e prosseguir com programa de exercícios físicos. Os pacientes passarão a ter uma consciência melhor do próprio corpo e a praticar a atividades que antes eram impensáveis”.

 

Troca de informações

Do ponto de vista nutricional, psicológico e motor, a troca de informações contínuas entre os especialistas é fundamental para alinhar as expectativas do paciente com relação ao tratamento e melhor auxiliá-lo na conquista e manutenção do resultado desejado. “A troca de informações é essencial para uma visão global da terapêutica aplicada. A partir dos relatórios de cada especialidade sobre a evolução do tratamento, pode-se avaliar com mais detalhes o comportamento do paciente possibilitando a cada profissional ajustar sua conduta com o objetivo de estimular cada vez mais o paciente na busca do resultado desejado”, finaliza Dr. Luiz Vicente Berti.

 

Tratamentos oferecidos

Dentro deste conceito de tratamento interdisciplinar, o Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica tem por objetivo acolher, orientar, tratar e reeducar o paciente de forma integrada, contemplando os aspectos biológico, psíquico, social e existencial. Além das abordagens com nutricionista, psicóloga e personal trainer, a clínica também realiza tratamento cirúrgico com banda gástrica ajustável, bypass e gastrectomia vertical.

 

Fonte: Prestige Assessoria de Comunicação

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