Friday, 18 de October de 2019

SAÚDE


Saúde

Matéria-prima para medicamentos nacionais chega à Hemobrás

27 Sep 2012

Entrou em operação, nesta quinta-feira (27), o primeiro bloco da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) destinado à produção de albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX, complexo protrombínico e fator de von Willebrand - medicamentos derivados do sangue, atualmente 100% importados pelo governo federal. Com isso, a Hemobrás - estatal vinculada ao Ministério da Saúde, situada no município pernambucano de Goiana ? inicia o recebimento de quantitativos de plasma sanguíneo (matéria-prima para a produção destes hemoderivados), transportado em caminhões refrigerados que percorrem 115 serviços de hemoterapia de todo o país. 

Atualmente, apenas 15 países no mundo possuem fábricas de alta complexidade para produção de hemoderivados. Os medicamentos que a Hemobrás passará a produzir são essenciais à vida de milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) portadores de hemofilia, cirrose, câncer, aids, imunodeficiência primária, vítimas de queimaduras ou enfermos em tratamento de terapia intensiva. Esses hemoderivados custam, anualmente, cerca de R$ 800 milhões para o Brasil em importações. 

"Com a operação da fábrica da Hemobrás, o governo federal economizará recursos e, ao mesmo tempo, aumentará a qualidade e ampliará o acesso à saúde dos brasileiros, gerando, ainda, emprego e renda para a Região Nordeste", afirmou o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho. Atualmente, cerca de 500 trabalhadores da construção civil atuam no canteiro de obras da Hemobrás, em Pernambuco. Quando entrar em operação, a fábrica vai gerar 360 empregos diretos e 2.720 postos indiretos. 

MATÉRIA-PRIMA - O primeiro caminhão com dez mil bolsas de plasma descarregado na câmara fria do Bloco 01 da Hemobrás veio de Natal (Rio Grande do Norte), João Pessoa e Campina Grande (Paraíba). Ao entrarem na unidade fabril, as caixas com as bolsas de plasma foram etiquetadas, registradas e dispostas em pallets. 

  A partir daí, foram colocadas em esteiras, seguindo para os transelevadores (veículos controlados por computador que circulam sobre trilhos), que levaram automaticamente as bolsas de plasma para o local exato de estocagem na câmara fria. Esse processo garante total segurança no armazenamento e rastreamento de cada bolsa. Assim como este primeiro carregamento de plasma, os próximos, que chegarão mensalmente, também serão estocados na câmara fria, a 35°C negativos para conservação. 

 Até o fim deste ano, a fábrica deverá receber 150 mil bolsas de plasma. Em 2013, serão 900 mil bolsas. "Estamos estocando o plasma dos doadores brasileiros na câmara fria que oferece as melhores condições de armazenamento deste País", destacou Maciel Filho. Até então, a estocagem do plasma destinado à produção estatal de hemoderivados era feita em uma câmara fria alugada da iniciativa privada, em São Paulo. 

OBRAS - Enquanto opera o armazenamento do plasma em B01, a Hemobrás dá andamento à construção dos demais prédios que englobam a fábrica. Fazem parte desta etapa da obra 13 blocos, que compreendem 45 mil dos 48 mil metros quadrados de área construída.  

Entre eles, o bloco 02, considerado o coração da unidade fabril, por ser o local onde será feito o processamento do plasma. Este parque fabril brasileiro terá capacidade para processar 500 mil litros de plasma por ano, configurando-se, assim, como o maior da América Latina. 

PRODUÇÃO NACIONAL - Até entrar em operação com todos os blocos de sua fábrica em 2014, a Hemobrás transformará o plasma estocado em Pernambuco em hemoderivados na França, pois é lá que estão as plantas industriais do seu parceiro de transferência de tecnologia - o grupo biofarmacêutico francês LFB. 

Nas fábricas situadas nas cidades de Les Ulis e Lille, o plasma advindo da doação de sangue dos brasileiros está sendo processado para a produção de quatro tipos de medicamentos: albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX. Os hemoderivados serão enviados ao Brasil para assistência aos usuários do SUS. 


(Fonte: ASCOM Hemobrás)

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