Thursday, 16 de August de 2018

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SAÚDE


Saúde

Saúde de Palmas alerta sobre o monitoramento de casos suspeitos de sarampo

13 Jul 2018    12:39
ASCOM/Divulgação Saúde de Palmas alerta sobre o monitoramento de casos suspeitos de sarampo

A Secretaria de Saúde de Palmas alerta suas unidades de saúde quanto à necessidade de intensificação do monitoramento de casos suspeitos de sarampo, considerando a ocorrência de surto da doença instalado em vários estados do País, conforme informe técnico emitido pela Organização Pan Americana de Saúde (Opas).

 

 

Diante da ocorrência de casos confirmados, a Semus orienta sobre o risco de disseminação e a possibilidade de surgimento de casos no Município. De acordo com a enfermeira responsável pela Central de Vacinas de Palmas, Elaine Katzwinkel, todos os profissionais devem estar atentos ao aparecimento de casos de doença com sintomas febril compatíveis com sintomatologia de sarampo.

 

 

O Sarampo

 

O continente americano foi considerado livre do sarampo em 27 de setembro de 2016. As outras cinco regiões do mundo têm como meta alcançar a eliminação do sarampo até 2020.

 

A Venezuela enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo, com aproximadamente mil casos confirmados, sendo a maioria proveniente do estado de Bolívar. A propagação do vírus para outras áreas geográficas é explicada principalmente pelo intenso movimento migratório que ocorre atualmente no País.

 

No Brasil, os últimos casos autóctones de sarampo ocorreram no ano de 2000. Todos os casos confirmados no País posteriormente eram importados ou relacionados à importação. Entretanto, no período de janeiro de 2013 a agosto de 2015 no Brasil foram confirmados 1.310 casos de sarampo, com maior frequência em Pernambuco e no Ceará, 226 e 1.052 casos, respectivamente.

 

Em 13 de fevereiro de 2018, o Ministério da Saúde foi notificado sobre um caso suspeito de sarampo no município de Boa Vista – Roraima, de uma criança venezuelana de 12 meses de idade, não vacinada, que frequentava um dos abrigos destinados ao acolhimento dos imigrantes venezuelanos. A criança foi confirmada com sorologia reagente, PCR positivo e genótipo D8.

 

Em Roraima, até a semana epidemiológica deste ano foram notificados 377 casos suspeitos de sarampo, destes 83 foram confirmados, 20 foram descartados e 274 estão em processo de investigação. No Amazonas foram notificados 900 casos suspeitos de sarampo, destes 143 foram confirmados, 85 foram descartados e 672 estão sendo investigados. No Rio Grande do Sul foram notificados 35 casos suspeitos, com a confirmação de um caso e descarte de 33 casos, apenas um caso ainda esta sob investigação.

 

No estado de Goiás, no período de 2014 a 2018, foram notificados 123 casos suspeitos de sarampo, sendo todos descartados pelo critério laboratorial. O último caso da doença foi confirmado em 1999.

 

Contágio

 

O sarampo é altamente transmissível, podendo ocasionar sérias complicações e evoluir para óbito. A transmissão pode ocorrer por dispersão de gotículas com partículas virais no ar, principalmente em ambientes fechados como creches, escolas, clínicas e meios de transporte, incluindo aviões. O vírus pode ser transmitido cinco dias antes e cinco dias após a erupção cutânea. Os sintomas do sarampo são febre alta, exantema máculo-papular generalizado (vermelhidão com pequenas lesões na pele), tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema.

 

Caso suspeito

 

São considerados como casos suspeitos pessoas que, independentemente da idade e da situação vacinal, apresentarem febre e exantema-maculo papular (vermelhidão com pequenas lesões na pele), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ ou conjuntivite; ou todo indivíduo com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.

 

O diagnóstico laboratorial se dá através de pesquisa sorológica de IgM e IgG, devendo ser realizado pelo laboratório de referência estadual Lacen, que tem a capacidade de processar 180 teste/semana, 720 teste/mês. Os resultados devem ser liberados em quatro dias, a contar da data de recebimento da amostra.

 

 

Recomendações

 

- Alertar as unidades de saúde públicas e privadas (unidades de saúde de baixa, média e alta complexidade), por todos os meios de comunicação possíveis sobre a situação epidemiológica nacional do sarampo, para que os profissionais de saúde tenham especial atenção aos casos suspeitos de doença exantemática.

 

 - Garantir a qualidade dos registros e, principalmente, das altas e homogêneas coberturas vacinais no Estado, de forma integrada e articulada pelos profissionais de saúde, técnicos e gestores do SUS em todos os níveis do sistema. Para isto, a Secretaria de Saúde tem informado continuamente a necessidade da busca ativa para obtenção de índices de coberturas ideais preconizados pelo Ministério da Saúde.

 

- Reforçar a cobertura vacinal de rotina, em toda a Capital. Para a imunização contra o sarampo, está indicada a vacinação de indivíduos a partir dos 12 meses até 29 anos de idade, administrar duas doses de vacina com componente sarampo (tríplice viral e/ou tetra viral), conforme situação vacinal encontrada. Para pessoas de 30 a 49 anos de idade, recomenda-se uma dose da vacina tríplice viral, conforme situação vacinal encontrada.

 

- Alertar os viajantes e os participantes de eventos de massa sobre a necessidade de assegurarem suas vacinas atualizadas, antes de viajar ou do início do evento (preferencialmente 15 dias antes), incluindo crianças de seis meses a um ano. A dose administrada, nesta faixa etária, não será considerada válida para o calendário estadual de vacinação, devendo ser agendada a administração de dose da tríplice viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba – SRC) para os 12 meses e da tetra viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba e Varicela – SRCV) para os 15 meses de idade.

 

- Reforçar a vacinação de profissionais que atuem no setor de turismo, funcionários de companhias aéreas, de transporte rodoviário, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes;

 

- Fortalecer a vacinação dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros) e profissionais da educação;

 

- Realizar a coleta de espécimes clínicos (sangue, secreção nasofaríngea e urina) para a realização do diagnóstico laboratorial;

 

- Vacinação de bloqueio dos contatos do caso deve ser realizada no prazo máximo de até 72 horas após a notificação do caso. O bloqueio vacinal é seletivo e a vacina tríplice viral ou tetra viral são administradas conforme a situação vacinal. A vigilância dos contatos deve se realizar pelo período de 21 dias;

 

- Intensificar as ações de vigilância e imunização para o cumprimento das metas dos indicadores operacionais preconizados;

 

- Orientar isolamento social até quatro dias após o início do período exantemático para os casos suspeitos de sarampo.

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