Friday, 06 de December de 2019

VIVER


Comportamento

Autonomia sobre a anatomia

18 Jul 2008

Já houve um tempo em que exibir tatuagens era coisa de piratas, de combatentes de guerras, membros de facções criminosas ou de presidiários. Longe desse rótulo ultrapassado vinculado ao preconceito, atualmente a tatuagem é símbolo de atitude e personalidade.

Os tempos mudam e também os adornos dominantes. A beleza e incrível sensualidade da tatuagem – seja ela delicada, emblemática ou agressiva –, não mais encontram fronteiras de idade, sexo, profissão ou classe social. Gisele Bündchen, tatuagem no pulso e no tornozelo; Tathiana Mancini, dragão do pescoço até o cóccix; Fernanda Lima, estonteante ramalhete na cintura; Anjelina Jolie, oração em sânscrito, frases, dragões e outras tantas; Amy Winehouse, irreverência pura! Muitas estrelas da moda, música, esporte, cinema e televisão já mandaram, e mandam, seu recado na própria pele, e exibem uma ou várias tatuagens nas zonas mais insólitas do corpo.

Os corpos ilustrados se multiplicam, mas, atenção! Por parte da oferta, é necessário muito talento, precisão, sensibilidade artística, domínio da técnica e muita responsabilidade para um desenho perfeito, uma obra de arte que atenda com exatidão à expectativa de quem vai carregá-la consigo pelo resto da vida. É nesse contexto de artista/tatuador que se insere Murilo Freitas, conhecido por suas tatuagens que mais parecem telas vivas.

Com estúdio em Goiânia-GO, e já há mais de dez anos na profissão, Murilo fala com propriedade sobre essa prática artística e sobre a notória mudança comportamental das pessoas em relação à tatuagem. “Há algum tempo, fazer uma tatuagem implicava algo como assumir um ‘marca’, que inclusive poderia ser vista como negativa. Hoje, definitivamente, a maioria das pessoas não tem esse pensamento. Não há um público específico. A prova é que a procura parte de pessoas de todas as idades, das mais diversas profissões e níveis sociais”, diz, referindo-se à quebra do estigma tatuagem-desvio-transgressão.

Outros pontos importantes abordados pelo artista são a qualidade das tintas, a higiene e o respeito ao gosto do cliente, que deve estar bem resolvido quanto ao desenho escolhido. “Assim como o tatuador deve primar pela qualidade do que faz, quem vai fazer uma tatuagem precisa ter certeza do que quer - do desenho e do local escolhidos - para que não haja arrependimento”, conscientiza. Ele diz também que, “geralmente, as pessoas que vão ao estúdio fazer uma tatuagem não priorizam ‘modismos’, normalmente os desenhos têm um significado especial para elas. Há também grande procura para sobreposição de tatuagens antigas e para retoque de desenhos que já estão meio ‘apagados’”, conclui o artista.

COMPARTILHE:


Confira também:


FGTS

Nascidos em setembro e outubro sem conta na Caixa podem sacar FGTS

Trabalhador pode retirar até R$ 500 por conta ativa ou inativa


  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira